Rio Pipeline 2019: oferta de gás natural no Brasil triplicará em 2030.

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Quem afirma? O presidente da EPE (Empresa Brasileira de Pesquisa Energética), Thiago Barral Ferreira. A EPE destaca que a oferta líquida (total produzido menos o volume de reinjeção e queima nos poços de E&P, menos o gás natural utilizado nas próprias plataformas) de gás natural no Brasil deve sair dos atuais 59 milhões de metros cúbicos por dia para 147 milhões de metros cúbicos por dia em 2030.

 

Para isto acontecer a EPE mapeou 11 novos gasodutos a serem construídos no Brasil, entre eles:

 

  • Construção do gasoduto Brasil-Central, que ligará São Carlos (SP) a Brasília (DF).

     

  • Construção de gasoduto para  escoar a produção de gás natural na Bacia de Sergipe-Alagoas, estimada em 30 milhões de m3 por dia.

     

  • Duplicação do trecho sul do gasoduto Brasil – Bolívia, que liga Sideropólis (SC) a Canoas (RS).

     

  • Construção do trecho 2 do Gasoduto da TSB, que liga Uruguaiana (RS) com Porto Alegre (RS), integrando o estado do Rio Grande do Sul e o Brasil com o gás natural de Vaca Muerta, na Argentina.

     

  • Construção da Rota 4  no sudeste, que liga o pré-sal da Bacia de Santos ao litoral de São Paulo. Em 2030, o volume de produção de gás natural no pré-sal chegará a 71 milhões de metros cúbicos por dia. Hoje as Rotas 1 e 2, em operação, e a Rota 3, em construção, tem uma capacidade de escoamento de 44 milhões de metros cúbicos por dia.

     

  • Construção da Rota 5, que sai do pré-sal da Bacia de Campos, com três alternativas de destino: Porto de Itaguaí (RJ), Porto do Açu (RJ) e Tepor (Terminal Portuário de Macaé) (RJ).

Os novos estudos da EPE contemplam gasodutos já autorizados, além de novas rotas de escoamento do pré-sal e do gás da Bacia de Sergipe-Alagoas. Ressaltou Thiago Barral Ferreira da APE no Rio Pipeline 2019 : “Não podemos criar ilhas de gás natural. Essa nova oferta de gás precisa chegar à malha de transporte.”