Queda do PIB brasileiro no 2T/2020 fica próximo da média global…mas com queda bem maior que a dos BRICS.

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Conforme dados do ranking da Austin, a queda do PIB do Brasil foi menor do que a de 12,1% da Zona do Euro, mas bem abaixo da média dos países emergentes do BRICS, incluindo Índia, Rússia, China e África do Sul, que ficou positiva em 0,8%. A diferença nos BRICS quem fez foi a China (+11,5%) e a Índia (+0,7%).

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A economia brasileira já deixou para trás o fundo do poço da crise causada pelo coronavírus, depois de registrar contração recorde no 2T/2020, mas a recuperação a níveis pré-pandemia ainda vai demorar mais de um ano. Ou até mais sem as reformas necessárias. Em relação ao mesmo período de 2019, o PIB caiu 11,4%. Ambas as taxas foram as quedas mais intensas da série, iniciada em 1996, segundo o IBGE.

 

Com o fechamento de lojas, shoppings, bares e restaurantes, o setor de serviços, responsável por quase 70% do valor agregado ao PIB brasileiro, recuou 9,7% no trimestre. A indústria encolheu 12,3%, puxada pela queda na produção de produtos duráveis ou semiduráveis, como automóveis e vestuário. O setor de não-duráveis, como alimentos e itens de higiene, por outro lado, contribui para amenizar essa retração. A agropecuária registrou crescimento de 0,4%.