Plantas petroquímicas base eteno operando com 90% da capacidade ou menos. Quando? Já em 2020.

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Onde? No mundo. E com reflexos na petroquímica do Brasil e da Argentina. Estimamos que pela primeira vez nos últimos sete anos teremos uma taxa operacional inferior a 90% na petroquímica global, em 2020. Neste ano, a China adicionará aproximadamente 6 milhões de toneladas de nova capacidade de eteno no balanço global. Recorde no país.

 

Novas supercapacidades de derivados de eteno, como os polietilenos, monoetileno glicol e estireno, também estão acontecendo. Isto forçará os preços do eteno e seus derivados para baixo. Para termos um equilíbrio entre a oferta e a demanda reduz-se a produção, ou seja, diminui a taxa de operação das petroquímicas.

 

Uma vantagem para as petroquímicas globais é que o etano do gás natural para produção de eteno vai continuar competitivo em 2020, pressionando menos a rentabilidade do negócio pelo grande aumento da oferta. Os preços do etano nos EUA em 2020 deverão ser tão competitivos quanto aos observados em 2019. Ou até mais baixos.

 

Os americanos com sua petroquímica base gás natural continuam competitivos. Muito competitivos. E o Brasil com sua petroquímica base nafta estará mais pressionados na rentabilidade do negócio petroquímico, mesmo com os preços do petróleo não pressionados em 2020. A Argentina com sua petroquímica base gás natural poderá ter uma janela de oportunidade para novos investimentos na região. O momento é agora.

 

O novo ciclo de investimentos de eteno da petroquímica no Brasil deverá vir com a redução do preço do gás natural a partir da maior oferta através do pré-sal. As alternativa próximas são os investimentos da Rota 3 (em curso) e da Rota 4 (projetado) do pré-sal.  Outra alternativa seria o gás de Vaca Muerta com o gasoduto Argentina-Brasil através do investimento do trecho (Uruguaiana-Canoas) que precisa ser construído no Rio Grande do Sul.