Petrobras fecha primeiro trimestre com lucro de quase R$ 7 bilhões

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A Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 6,96 bilhões no primeiro trimestre de 2018.  Isso representa um avanço de 57% em comparação com o mesmo período de 2017, quando o lucro foi de R$ 4,45 bilhões. Esse foi o melhor resultado desde 2013. No trimestre, a receita da Petrobras foi de R$ 74,46 bilhões e o EBITDA de R$ 25,67 bilhões, aumento de 2% em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.

 

Resultado da estatal veio melhor que o esperado por analistas, que projetavam lucro entre R$ 4,45 bilhões e 5,00 bilhões. Já era aguardado resultado positivo da empresa devido a entrada de recursos provenientes do programa de desinvestimentos. A venda dos campos de Lapa, Iara resultou em ganho de R$ 3,22 bilhões. Devido a isso, a empresa decidiu antecipar a distribuição de dividendos aos acionistas — fato que não ocorria desde 2013 — na forma de juros sobre capital próprio no valor de R$ 652,2 milhões.

 

Um dos fatores que impulsionaram o lucro da Petrobras foi o aumento na cotação do petróleo tipo Brent. O preço médio para o primeiro trimestre foi de US$ 66,76 o barril, variação positiva de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a cotação média foi de US$ 50,70.

 

 

Além disso, entre janeiro e março de 2018, os lucros na área de exploração e produção avançaram 77% (11,53 bilhões) em comparação com igual período do ano anterior. Apesar do consumo médio de gasolina e diesel ter caído 11,4%, a estatal conseguiu ampliar a sua participação no segmento de derivados, após adotar algumas estratégias no fim do ano passado. No mercado de gasolina a empresa detém uma fatia de 86%, ante 83% em 2017. Para o diesel a empresa passou a deter 79% do mercado, frente a  74% em 2017, mesmo que o consumo de diesel caiu de 4.170 mil metros cúbicos no quarto trimestre de 2017, para 2.907 mil metros cúbicos no primeiro trimestre de 2018. A  estatal planeja continuar a sua venda de ativos e atingir a meta de US$ 21 bilhões até o final desse ano. Com isso, analistas esperam que a venda de ativos gere US$ 11 bilhões nesse ano.