Nafta no Brasil: queda prevista em torno de 50% em maio. 2020, o ano que nunca esqueceremos.

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Numa perspectiva de curto prazo, a indústria petroquímica brasileira poderá se beneficiar com o colapso dos preços internacionais do petróleo e da nafta, previsão, aliás, que a MaxiQuim já sinalizava em meados de março, quando a chance das commodities cairem para o subsolo das cotações não era sequer ventilada.

 

Pela primeira vez na história, em 20/4/2020, o petróleo futuro atingiu preços negativos na Nymex, nos EUA. Sem dúvida, a economia mundial está vivenciando algo inédito e preocupante. Há petróleo sobrando nas principais regiões produtoras do mundo, especialmente nos Estados Unidos e com reflexos no mercado europeu.

 

Uma das consequências disto, e que afeta especialmente a indústria petroquímica, é que o preço da nafta europeia (ARA), diretamente relacionado à cotação do petróleo, também cai de forma vertiginosa. No acumulado do mês de abril até o dia 21, a média de preço foi 50% inferior à média de março. Atualmente o preço da nafta ARA está na faixa de US$ 130/tonelada. Para se ter uma ideia, o preço médio em 2019 foi de US$ 500/tonelada.

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No Brasil, estimamos que os preços da nafta caiam em maio cerca de 46% em reais. Em abril, a queda verificada já foi de 28%. Com isso a indústria petroquímica brasileira, assim como em outras regiões cuja produção é baseada em nafta, como Europa e Ásia, terá uma enorme vantagem sobre outras rotas, especialmente a do gás. Mesmo com a demanda em níveis muito baixos, é possível que a petroquímica brasileira e toda a sua cadeia produtiva tirem vantagem dentro deste cenário tão adverso, vamos seguir acompanhando de perto.