A ExxonMobil está saindo dos “benchamarks” da Dow Jones Industrial Average e do S&P 500 Index. O fim de uma era?

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A ExxonMobil está prestes a sair das 10 maiores empresas do Índice S&P 500 pela primeira vez desde o início do índice há cerca de 90 anos. Com muitos investidores apostando em um mundo pós-hidrocarboneto, as empresas de energia como a ExxonMobil enfrentam uma batalha para permanecer relevante para os investidores. O setor de energia hoje representa apenas 4,4% do índice S&P 500, em comparação com 11,7% há uma década.

 

O brilho prateado do Vale do Silício nos EUA está substituindo o ouro negro que outrora dourava o Dow Jones Industrial Average (DJIA). Voltando alguns anos até 2007, a ExxonMobil era a maior empresa em capitalização de mercado. A remoção do DJIA não é necessariamente um banimento perpétuo. Em 31 de agosto, a Honeywell International, a terceira maior ação industrial dos EUA por capitalização de mercado, entrará novamente no Dow após um hiato de 12 anos. A ExxonMobil  juntou-se ao DJIA em 1928, entrando no alardeado índice antes da violenta desaceleração do mercado que ocorreu junto com a Grande Depressão.

 

A saída da ExxonMobil destes “benchmarks” marca o fim de uma era e o início de uma nova era. O setor de energia atingiu seu pico de participação no S&P 500 em 1980, quando sete dos dez principais componentes do Índice S&P 500 eram empresas de energia. Em números frios e duros, a ExxonMobil simplesmente não está ganhando tanto quanto no período dourado entre 2005 e o início de 2015. Além disso, sua dívida está crescendo e seu fluxo de caixa livre ficou negativo como como resultado do impacto da pandemia da Covid-19 sobre a demanda e os preços de petróleo e gás.