Braskem e a recuperação judicial da Odebrecht.

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As ações na Braskem foram dadas em garantias nos empréstimos tomados pela Odebrecht, sua controladora. A participação na Braskem foi cedida em “alienação fiduciária”, modelo este que dá plenos poderes ao dono do crédito para execução dos ativos. Com a recuperação judicial da Odebrecht, aceita pela 1ª Vara de Falências de São Paulo, a execução desta dívida não será automática pelo dono do crédito, na sua maioria bancos.  A partir de agora, a negociação se dará em forma coletiva com os credores.

 

A Braskem é a “joia da coroa” da Odebrecht. É ela que pode tirar o grupo da recuperação judicial. A participação de 50,1 % no capital da Braskem é um dos principais ativos da Odebrecht e que possuem maior liquidez no mercado. A venda da sua participação seria a principal fonte de recursos da Odebrecht. Acreditamos que o imbróglio jurídico será complicado e que o processo de venda da Braskem poderá ser longo.

 

A insegurança jurídica quanto à transferência das responsabilidades financeiras da Odebrecht para um novo dono das ações da Braskem foi, inclusive, um dos motivos que teriam feito a LyondellBasell a desistir do negócio. Convencer os credores que a venda das ações da Braskem no ambiente da recuperação judicial pode ser bom para todos, é um dos grandes desafios. Este poderá ser um dos pilares do plano de recuperação da Odebrecht.

 

O destaque é a importância da Braskem para a Odebrecht. Escrevi um artigo em 15 de agosto de 2018 onde seu título era: “A petroquímica que deu certo!!”. Vale a pena (re)ler:

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https://www.linkedin.com/pulse/petroqu%C3%ADmica-que-deu-certo-jo%C3%A3o-luiz-zu%C3%B1eda/

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