BP diz que a era da demanda de petróleo crescendo está acabando…

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. . . é a nova era para a indústria química com matérias-primas mais competitivas. Vai ser a época onde a indústria química será a maior, a mais importante, cliente da indústria de petróleo. A BP é a primeira “super major” a declarar o fim de uma era que muitos pensavam que duraria mais uma década ou mais. O consumo de petróleo pode nunca retornar aos níveis observados antes da crise do coronavírus se estabelecer, disse a BP em seu último relatório esta semana.

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A demanda por petróleo cai nos próximos 30 anos segundo a BP. A pandemia destruiu o consumo de petróleo este ano, à medida que os países fechavam as portas para evitar a propagação de infecções. O impacto, incluindo mudanças comportamentais duradouras como o aumento do trabalho em casa, afetará a atividade econômica e a prosperidade no mundo em desenvolvimento e, em última instância, a demanda por combustíveis líquidos. Isso significa que não será capaz de compensar o consumo já em queda nos países desenvolvidos.

 

A previsão da BP no ano passado continha um cenário chamado “Mais energia”, que teve a demanda de petróleo crescendo continuamente para cerca de 130 milhões de barris por dia em 2040. Não existe tal cenário neste momento. A pandemia da Covid-19 sumiu com este cenário. No cenário mais otimista a demanda por petróleo chegará em 90 milhões de bpd em 2050.

 

A BP está quebrando profundamente com a ortodoxia da indústria de petróleo. Os CEO’s de outras “super majors”, como a Petrobras, como também ministros de estados da OPEP, insistem que o consumo de petróleo ainda terá décadas de crescimento. Repetidamente, eles o descreveram como um produto que pode satisfazer as demandas de uma população global crescente e da classe média em expansão. No cenário da BP isto não acontece mais, o que torna mais claro a importância do Brasil monetizar rapidamente suas riquezas do pré-sal. Antes que seja tarde.