As ondas de choque nas economias dos países em desenvolvimento com o coronavírus.

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A velocidade com que as ondas de choque econômico da pandemia do coronavírus vai atingir os países em desenvolvimento é dramática, mesmo em comparação com a crise financeira global de 2008, diz um relatório publicado hoje (30/03) pela UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

 

A fuga em massa de capital das economias emergentes já está acontecendo. Nos mercados emergentes entre fevereiro e março já saíram quase US$ 60 bilhões e no Brasil foi 10% deste valor. Os preços das commodities como o petróleo, a soja, o açúcar e o algodão não param de cair. O impacto nestas economias  está sendo mais profundo do que em 2008. E mais rápido.

 

Os valores de suas moedas em relação ao dólar caíram entre 5% e 25% desde o início deste ano. A UNCTAD estima um déficit de financiamento de US $ 2 trilhões a US $ 3 trilhões para os países em desenvolvimento nos próximos dois anos. Na falta de capacidade monetária, fiscal e administrativa para responder a esta crise, as consequências de uma pandemia econômica, combinada com a da saúde, serão catastróficas para muitos países em desenvolvimento e interromperão seu progresso.

 

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