As empresas de petróleo investindo (cada vez mais) em petroquímica.

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As empresas de petróleo dos Estados Unidos e do Oriente Médio estão com foco nos investimentos em projetos “greenfields”, projetos novos, em petroquímicas integradas com gás natural. Nas refinarias, o que está acontecendo são projetos “brownfields”, de otimização, “retrofiting” e normatização. Muito poucas refinarias novas estão sendo construídas por estas empresas.

 

Apenas dois exemplos recentes que envolvem petroleiras e petroquímicas, americanas e do Oriente Médio, com investimentos “greenfields” nos Estados Unidos:

 

– ExxonMobil e Sabic: cracker de 1,8 milhão de toneladas de eteno, base gás natural, mais duas unidades de polietilenos e uma unidade de monoetilenoglicol, em San Patricio County, Texas. A construção começará no terceiro trimestre de 2019 e a partida está prevista para 2022.

– Chevron Phillips Chemical e Qatar Petroleum: cracker de 2,0 milhões de toneladas, base gás natural, mais duas unidades de polietileno de alta densidade (PEAD), na costa do Golfo, Texas. Lançamento do projeto com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

A produção de petróleo dos Estados Unidos já ultrapassou 12 milhões de barris por dia, ampliando ainda mais a produção recorde do país. Por trás dessa maior produção de petróleo está a produção de gás natural, o gás de xisto. No Brasil, vamos produzir mais petróleo no pré-sal, mas também teremos muito gás natural associado. Em agosto passado, os Estados Unidos ultrapassaram a Rússia e se tornaram o maior produtor de petróleo do mundo.

 

Mais petróleo, mais gás natural, mais investimentos em petroquímica. E as empresas de petróleo investindo em petroquímica para se preparem para a queda no consumo de gasolina na próxima década no mundo. No Brasil, falta saber se vamos exportar gás natural, ou vamos transforma-los em produtos petroquímicos. Com maior valor agregado. As ações do governo federal para o Novo Mercado de Gás e do CADE, forçando a Petrobras a vender ativos, são exemplos que criam condições para termos investimentos “greenfields” em novas petroquímicas na próxima década no Brasil. Tomara. Vamos trabalhar duro para isto.