A petroquímica brasileira base nafta está competitiva. E deve continuar até 2021.

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Com os preços do petróleo mais baixos, a petroquímica mundial base nafta produtora de polietilenos diminuiu sua diferença competitiva relativa com a petroquímica base etano de gás natural. E deve continuar assim até 2021. São as previsões da IHS Markit quando compara os custos nas regiões da América do Norte (base etano de gás natural) com Europa e Ásia (base nafta).

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O custo de produção do eteno (custo “cash cost”) para polietilenos está relacionado com suas matérias-primas nafta e etano. A nafta se relaciona com os preços do petróleo (Brent e WTI, por exemplo) e o etano com o gás natural (Henry Hub, por exemplo). Os custos dos polietilenos na Europa e Ásia são fortemente influenciados pelos preços do petróleo Brent. Assim como no Brasil. Enquanto os custos dos polietilenos na América do Norte estão mais ligados ao gás natural.

 

A diferença relativa entre os custos “cash cost” na produção de polietilenos de um produtor americano integrado, que utiliza etano de gás natura, em relação a um produtor base nafta já foi próxima a US$ 480 por tonelada, a favor do americano. Essa vantagem de custo cai para US$ 40 por tonelada, assumindo que o preço do petróleo esteja próximo US$ 30 o barril. É a petroquímica base nafta européia e brasileira mais competitivas.