A Economia circular e a evolução em segurança: desafios e similaridades.

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por Pablo Barrera – Idealizador da Eco Construtoria

www.ecoconstrutoria.com

 

 A economia circular, que ganha cada vez mais espaço nas pautas da sociedade, industrias e governos, tem algumas características fundamentais (Ellen Macarthur Foundation, 2019);

 

  1. Design sem resíduo: Resíduos não existem quando os componentes biológicos e técnicos (ou ‘materiais’) de um produto são projetados com a intenção de permanecerem dentro de um ciclo de materiais biológicos ou técnicos, concebidos para desmontagem e ressignificação.

  2. Criar resiliência através da diversidade: Modularidade, versatilidade e adaptabilidade são características que precisam ser priorizadas em um mundo de incertezas e em rápida evolução.

  3. Transitar para o uso de energia proveniente de fontes renováveis: Os sistemas devem operar com energia renovável – energia renovável, o que é permitido pelos reduzidos limiares dos níveis de energia exigidos por uma economia circular e restaurativa.

  4. Pensar em ‘sistemas’: A capacidade de compreender como as partes se influenciam mutuamente dentro de um todo, e as relações do todo com as partes, é essencial. Os elementos são considerados em relação ao seu contexto ambiental e social.

  5. Pensar em cascatas: Para os materiais biológicos, a essência de criação de valor reside na possibilidade de extrair valor adicional de produtos e materiais em cascata através de outras aplicações.

Dentro dessas características algumas peculiaridades e desafios se impõe. Justamente aqui que residem as semelhanças no avanço da Economia Circular e da evolução em Segurança.

Talvez o maior de todos seja o pensamento sistêmico, pois compreender o funcionamento integrado entre as partes de um sistema ainda é um grande desafio. Para a Segurança, novos patamares serão atingidos quando ocorrer a modificação – e evolução – do mindset do tradicional e tão necessário: segurança em primeiro lugar, para a visão mais sistêmica da produção segura.

 

Será preciso inovar, mas não necessariamente no conceito disruptivo, e sim na inovação da simplicidade, da eficácia e da produtividade. Ter curiosidade para entender as relações de causa-efeito e impacto sistêmico. Ter a imaginação para pensar e redefinir o sistema como o conhecemos. Ter a coragem para mudar e promover mudanças em um mundo que muitas vezes apresenta-se cético a ações orientadas pelo propósito.

Será preciso colocar o usuário e o mundo com o foco das soluções. Não existe evolução sem engajamento de todas as partes. Não existe o conceito de circular e segurança sem a economia, seja ela de qual modelo. Todavia também será preciso entender que nem todos estarão no mesmo estágio para promover mudanças, e que sendo essa uma característica intrinsecamente humana, deverá ser respeitada e as ações previstas é que deverão se moldar a esse contexto.

 

Será preciso antes de mais nada, confiar… confiar em si, nos outros e em um futuro melhor.