A “Climate Week 2019” esqueceu do gás natural.

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A “Climate Week 2019“, que foi realizada na cidade de New York (NYC) de 23 a 29 de setembro, esqueceu de debater em profundidade os enormes efeitos recentes do uso gás na redução das emissões de CO2 na atual transição energética que estamos vivendo. E mais, muito deste crescimento na sua produção e utilização dos gás natural está acontecendo nos EUA. País do evento.

 

No bloco de “Transição Energética” foram 26 eventos. Os títulos dos eventos falam em descarbonizar, economia verde, energia solar, eletricidade de baixo carbono, energia eólica, emissão zero. E do gás natural? Praticamente nada.

 

No bloco “Transição da Indústria” foram outros 21 eventos. Os títulos dos eventos falam em embalagens inovadoras, capturando carbono, responsabilidade corporativa, energia limpa, redução de emissões. E do gás natural? Também praticamente nada.

 

Se analisarmos as emissões de CO2 nos últimos 10 anos nos EUA, com o crescimento da produção de gás do “shale gas” (gás de xisto), foram as menores da história. Neste período,  a demanda de gás nos EUA subiu mais de 30% e o gás ampliou sua participação na eletricidade dos EUA de 21% para quase 40%%. É muita coisa e em pouco tempo. E o sujeito nesta história foi o gás.

 

Quando queimado, o gás emite 50% menos CO2 que o carvão e 30% menos que o petróleo. O gás é utilizado em diversos setores. Na petroquímica como matéria-prima e como energia nos setores residencial, comercial, elétrico e industrial. Os analistas americanos já projetam que a produção de gás nos país aumentará duas vezes mais rápido que a sua demanda doméstica nos próximos anos. Ou seja, vai ter (e já tem) gás americano para o mundo, por isto seus preços continuam baixos, competitivos.

 

O gás está disponibilizando mais energia e energia mais barata para os países mais ricos. E o gás não está sendo debatido como uma alternativa competitiva para os países mais pobres. Ou seja, a “Climate Week 2019” em New York esqueceu do gás natural, mas debateu muito sobre a transição energética e redução da pobreza. Muito estranho.