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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
Os norte-americanos estão tentando entender o que levou o crescimento da capacidade instalada de usinas eólicas a cair tanto de 2009 para 2010. Para a indústria, a culpa é exclusivamente do governo, que não se esforça para assumir posturas mais agressivas de maneira a alavancar o empreendimento.
Porém, para alguns especialistas, a teoria que vem ganhando força é de que a energia eólica não passa de uma bolha que demorou a eclodir. Se for levado em conta o apoio do governo, em 2010 os incentivos fiscais são superiores aos do ano passado. Neste ano, foram injetados US$ 2,7 bilhões destinados a projetos eólicos, contra US$ 1,9 bilhões investidos em 2009. Ainda, créditos à produção seguem em vigor até o final deste ano, o que deveria levar a indústria a tentar de qualquer maneira a aprovação de novos projetos para aproveitar o final do incentivo, como aconteceu em 2008. Conclui-se dessa maneira que falta de incentivo não é o problema.
Assim, a teoria mais aceita é de que a energia eólica ainda não está pronta para suprir a crescente demanda energética nos EUA. Apesar de ter se mantido em crescimento durante o período da crise, principalmente por ser uma das principais apostas dentre as alternativas limpas, a tecnologia ainda não evoluiu a ponto de manter a rentabilidade do negócio. Para se ter uma idéia, para gerar 7.000 MW de energia é necessária uma capacidade instalada de 20.000 MW. O investimento que tem que ser feito para suprir esta demanda é muito alto, fazendo com que no momento esta rota tecnológica ainda não seja viável.
Será uma nova "bubble". Acredito que não!!!
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