Ainda não é cadastrado? Preencha seu cadastro para receber conteúdos exclusivos.
| FENOL | UREIA | PEBD | RESINA-MDP | PP |
|---|---|---|---|---|
| 3.458 R$/ton | 959 R$/ton | 7.645 Peso/ton | 467 US$/ton | 4.105 R$/ton |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Visite a página de indicadores.
O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica

Após e eclosão da crise em setembro de 2008, uma das principais políticas adotadas em cada país foi o aumento dos gastos públicos, em proporções inéditas. A medida em si está de acordo sob o ponto de vista dos ciclos econômicos: em cenários de queda na demanda, aumentar o gasto público é sensato, assim como realizar políticas fiscais de estímulo ao consumo interno. A principal dificuldade nesse caso é de ordem temporal: qual o melhor momento de intervir com tais políticas, e depois, qual o melhor momento para encerrá-las?
Recentemente houve o encontro do G20 para a discussão do tema, no qual os países industrializados com fortes desequilíbrios nas contas públicas concordaram em reduzir pela metade seus déficits no orçamento até 2013 e estabilizar ou reduzir a relação entre dívida pública e o PIB de cada país até 2016.
Ainda há o debate em função das decisões, uma vez que, embora tais países encontrem-se com altos níveis de déficits públicos, eles ainda apresentam sinais da recessão, como por exemplo altas taxas de desemprego, indicando não ser o melhor momento para encerrar as políticas de incentivo à demanda e nem para promover medidas de cunho ortodoxo que levam à redução do défict público.
As medidas de retirada dos incentivos são empregadas quando determinada economia já mostra sinais claros de recuperação, o que não não parece ser o caso atual. Não há prazos determinados para o final de cada recessão, o que dificulta estabelecer prazos nas metas de redução de défictis públicos. O controle do défict é sim muito importante, porém, o grau de ajuste deve ser avaliado em cada contexto e monitorando-se outras variávies, como desemprego, por exemplo.
As consequencias de tais ajustes serão sentidas na economia mundial, com a redução do PIB. Para os países emergentes como o Brasil, talvez a principal seja em relação ao fluxo comercial. No cenário de ajuste, os países emergentes têm a moeda valorizada, e a importação tende a crescer, enquanto o contrário ocorre para os países ricos. Assim, nesse período, as empresas brasileiras que possuem excedentes para exportação sentirão o impacto de forma mais direta , uma vez que a concorrência com produtos importados tende a aumentar, e o mercado para exportação estará mais concorrido.
O crescente mercado interno brasileiro tende a ser mais disputado mundialmente e as empresas exportadoras terão que ser ainda mais competitivas. Tarefa que pode ser árdua num momento em que as importações já são crescentes em função de um mercado interno aquecido e de taxas de juros crescentes. No Brasil pós crise, os incentivos ao consumo interno precisam dar lugar aos incentivos ao investimeno privado bem como a uma agenda de reformas, para que o Brasil consiga ser o principal beneficiado do seu próprio crescimento.
É interessante a opinião de que a intervenção do estado se faz presente de forma correta e eficaz nos momentos de crise global. Se eu não fosse economista diria que se trataria de um momento especial e oportuno para se colocar a sujeira para debaixo do tapete, mas como não se trata disso e eu não sou político também concordo com as intervenções sim. Não vejo em situações normais governos capazes de tomar decisões não convencionais viáveis para a solução de problemas como falta de produtos e desequilíbrios da balança comercial de seus países.
Porto Alegre | Rio de Janeiro | São Paulo
desenvolvido por dzestudio