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| PP | PELBD | UREIA | PS | PVC |
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| 4.105 R$/ton | 1.831 US$/ton | 959 R$/ton | 3.553 R$/ton | 1.532 US$/ton |
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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
Todos sabemos de onde vem a nova onda de capacidade de produção de resinas termoplásticas. Sabemos, também, que tal onda vem embalada por uma matéria-prima extremamente competitiva: o gás natural. Essa matéria-prima tem um custo baixo, subsidiado pelas petroleiras árabes, de modo a atrair investimentos importantes para a indústria local. Esses investimentos já estão realizados. A maioria das plantas está pronta para operar. Algumas já estão rodando.
Só que há um detalhe: o gás natural disponível para a petroquímica na Arábia Saudita é gás associado. Ou seja, só é produzido se houver também a produção de petróleo. Pois bem, tem sido essa uma das principais explicações para os constantes atrasos na tal onda de novas capacidades dos países árabes. Com a demanda por petróleo ainda abaixo dos níveis de 2006, algumas fontes indicam que a produção da Arábia Saudita gira atualmente ao redor de 8 milhões de barris por dia, quando seriam necessários 10 milhões por dia para disponibilizar a quantidade de etano necessária para a operação dos crackers à plena capacidade.
Conforme recente artigo na Business Week, em abril o reino da Arábia Saudita produziu 209 mil barris diários acima da cota estipulada pela OPEP, o que lhes deixa com pouca margem de manobra para incrementar a produção e disponibilizar mais etano para os crackers. É aí que reside o problema: aumentar a cota junto à OPEP significaria que outros países membros teriam que reduzir as suas, já que oferta maior, com a mesma demanda, significa queda dos preços. E isso, ninguém na OPEP quer.
Sem produção maior na Arábia Saudita, não vai haver etano suficiente para operar os novos crackers em nível elevado. E se o preço do petróleo cair, será ainda pior.
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