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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
Nos últimos anos, o gás de xisto ('shale gas', em inglês) vem sendo considerado uma das mais promissoras fontes de energia para o futuro nos EUA, principalmente. Extraído de profundas formações rochosas de xisto betuminoso, este tipo de gás natural está cada vez mais inserido na matriz energética norte-americana, deficitária em gás natural e grande importador de GNL. As descobertas das reservas do 'shale gas' mais que dobraram as reservas conhecidas de gás natural na América do Norte, Canadá incluso, com o total delas sendo suficiente para satisfazer mais de um século de consumo de gás na região.
A utilização do 'shale gas' tem grandes implicações no futuro energético da América do Norte. O aumento pela demanda por energia nas próximas décadas fará com que a demanda por gás natural praticamente dobre até 2030 (o consumo atual é de mais de 500 milhões de metros cúbicos por dia). No passado, devido a limitações em tecnologias de perfuração e fraturação, o'shale gas' não era acessível; hoje, a extração deste tipo de gás natural começa a se tornar tecnologicamente viável.
No entanto, há os que veem o 'shale gas' como uma promessa econômica vazia. Um dos principais motivos desta dúvida é a tendência dos poços de 'shale gas' apresentarem uma alta taxa de redução na produção depois de 12 meses, com a produção diária de gás caindo vertiginosamente após este período de tempo. Outra preocupação é a viabilidade econômica da extração: atualmente, o custo de produção do 'shale gas 'é praticamente o dobro do preço final de venda de gás natural.
Alguns pregam que, embora o desenvolvimento da extração do 'shale gas' seja um passo na direção certa, talvez este gás natural não seja fundamental para a economia. Em um mundo onde cerca de 93% do transporte é dependente de petróleo, o foco deveria ser o uso racional de petróleo - já que uma super-oferta de gás natural não diminuiria substancialmente a demanda mundial pelo óleo bruto.
Além disso, a Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) investiga os potenciais efeitos dos produtos químicos utilizados na fraturação hidráulica (parte da extração do 'shale gas') sobre a qualidade da água de lençois freáticos.
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