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| PELBD | FENOL | PP | PELBD | PS |
|---|---|---|---|---|
| 1.831 US$/ton | 3.458 R$/ton | 4.105 R$/ton | 1.945 US$/ton | 3.553 R$/ton |
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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
A América Latina vem enfrentando um déficit estrutural de propeno, o que restringe o desenvolvimento de novos projetos de PP na região. O Brasil se destaca como exportador de propeno, após a consolidação de projetos base refino em 2009.
Todos os projetos de propeno base refino que estavam em andamento no Brasil foram completados em 2009, viabilizando o incremento na produção de PP. O último foi a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), em Araucária (PR), que partiu em dezembro.
Com a nova capacidade instalada de propeno base refino no Brasil, esta fonte da matéria-prima passa a representar 41% da capacidade total de propeno, de 2.7 milhões t/a, sendo os 58% restantes base indústria petroquímica, que produz a partir de craqueamento de nafta e em menor escala a partir de etano/propano de gás natural. A cinco anos atrás a nafta era responsável por 77% da capacidade de propeno.
Em termos de eteno, principal matéria-prima para a produção de resinas termoplásticas, a dependência com a nafta também vem diminuindo no Brasil, porém é mais relevante do que no caso do propeno. Além do mix etano/propano base gás natural utilizado para a produção de eteno e polietilenos no Rio de Janeiro, deverá entrar em operação neste ano em São Paulo a nova planta base gás de refinaria (offgas), que aumentará a capacidade de eteno em 200 mil t/a.
Assim, fica evidente a tendência de incremento na participação de matérias-primas base refinaria para a indústria petroquímica brasileira. No longo prazo, com a entrada das novas refinarias premium em implantação, é grande o potencial de produção de offgas, o que certamente aumentará a autosuficiência e flexibilidade de matérias-primas petroquímicas no país. Afinal, apenas uma refinaria Premium da Petrobras poderá atingir, dependendo de sua configuração, cerca de 1 milhão de toneladas de eteno produzidos a partir de uma corrente de offgas, além do propeno e da própria nafta petroquímica.
Quando o assunto é biocombustíveis, o Brasil mais uma vez se destaca no cenário internacional. A participação de fontes renováveis na matriz energética do país é 45,9%, enquanto que no mundo é de apenas 12,9%. Uma das vantagens competitivas é a potencialidade de produzir simultaneamente alimentos e energia, o que o diferencia de outros países.
Na Conferência BiodieselBR 2009, realizada na semana passada em Curitiba, ficou evidente que o biodiesel no Brasil é um exemplo de política pública que funcionou. Não me lembro da última vez em que participei de uma conferência em que o governo não é alvo de críticas, pelo contrário, foram só elogios. O comprometimento público na antecipação das metas, aperfeiçoamento das regras dos leilões, e arranjos produtivos para resolver problemas de matéria-prima, entre outros aspectos, levou a um amadurecimento do mercado e conseqüente redução do risco sistêmico do negócio. Houve qualificação e ganho de eficiência. As diretrizes são sustentabilidade, inclusão social, questão ambiental, qualidade e diversificação de matérias-primas.
A partir de 1º de janeiro de 2010, o óleo diesel comercializado em todo o Brasil deve conter, obrigatoriamente, 5% de biodiesel (B5). Para os próximos anos deverão ser estabelecidas novas metas (B10, B20, B20 metropolitano, B100 no transporte coletivo). Porém, o futuro do biodiesel reside essencialmente nas novas matérias-primas de 2ª geração, requeridas para melhorar a competitividade do negócio. Sem que haja empenho conjunto no desenvolvimento agrícola para a produção alternativa à soja, o negócio de biodiesel poderá se limitar ao B10. A soja representou o suporte inicial do programa, mas agora é preciso apostar no aumento de produção de matérias-primas mais baratas, e com preços menos voláteis.
São diversos os desafios e oportunidades para quem está no negócio. A transição para o mercado livre vai acabar acontecendo, mas ainda existem etapas a serem cumpridas. Hoje, a obrigatoriedade é a forma de incrementar a demanda, já que o biodiesel ainda é mais caro do que o diesel. Além disso, ainda não contamos com mecanismos de controle da mistura diesel/biodiesel. A aplicação da obrigatoriedade deve ser, portanto, respeitada, a fim de evitarmos o desabastecimento da mistura. Para o produtor de biodiesel, a diversidade de oportunidades é muito grande e deve ser melhor explorada. Existe uma gama enorme de derivados oriundos da biorefinaria, e as tecnologias para a produção estão sendo desenvolvidas rapidamente. O futuro é promissor, não tenho dúvidas disto.
Há poucos dias, participei de um encontro que reuniu representantes dos centros de processamento de resíduo pós-consumo do RS, do setor privado, dos órgãos públicos e das universidades, com o objetivo de avaliar e debater as perspectivas para o negócio de reciclagem mecânica, com foco no elo mais fraco: a triagem.
O questionamento que faço inicialmente é: por que este é o elo mais fraco? Isso porque entendo que se trata da etapa mais importante da cadeia produtiva. A única maneira de haver eficiência na reciclagem, gerando produto de qualidade e, portanto, maior valor agregado, é dispor de uma matéria prima (resíduo), perfeitamente limpa e separada, em escala adequada. Sem dúvida, isoladamente, o negócio é pequeno, já que dificilmente um centro de triagem irá receber grandes volumes de material, de uma região mais abrangente, pois o custo de transporte inviabilizaria a operação. Mesmo assim, acredito que o negócio de triagem possa ser auto-sustentável no Brasil, porque a matéria-prima (lixo seco) é cada vez mais abundante e o mercado um dos mais promissores, considerando o desenvolvimento crescente de novos usos para o material reciclado.
Os problemas que os centros de triagem enfrentam são inúmeros: falta de matéria-prima, dificuldade de mão-de-obra, condições de trabalho insalubres, dependência de atravessadores, baixa renda, entre outros. Deixei o encontro, certa de que, apesar das dificuldades, os centros de triagem se fortalecerão se trabalharem em rede, pois à frente dos seus negócios estão legítimos “empreendedores”. Esta força de trabalho vem tomando consciência do papel fundamental que desempenha na cadeia de valor. Cabe aos órgãos públicos, no entanto, desempenhar também de forma satisfatória seu papel de disponibilizar o lixo seco de maneira adequada para a reciclagem.
O encontro foi promovido pelos patrocinadores do “Projeto Integrado de Inserção Produtiva de Catadores e Fortalecimento de Unidades de Reciclagem no RS”, cujo objetivo é apoiar os centros de triagem em sua capacitação para que se tornem fortes e competitivos. Aproveito para parabenizar as entidades envolvidas no projeto, ou seja, Instituto Vonpar, Centro de Educação Popular (CAMP), Braskem, entre outros, e dizer que também estou engajada neste desafio.
Prezada Solange. Estamos há 10 anos aguardando a publicação e implantação da POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS, cuja execução está a cargo do gabinete do Senador Cícero Lucena neste momento e continua onde sempre esteve...parada... no tempo e no espaço. Convivemos atualmente com as iniciativas isoladas nas esferas estaduais e municipais, com resoluções por vezes contraditórias entre si. Temos dentro de nossas possibilidades estar apoiando iniciativas como a do encontro citado, pois neles a participação é direta daqueles que vivenciam esse trabalho e não dos que querem legislar em causa própria e sem o conhecimento técnico do assunto. Parabéns aos envolvidos, pois, a reciclagem depende muito da qualidade da sucata que recebe para produzir bons materiais para o mercado industrial. Temos em Guarulhos uma unidade que chega a granular até 1.200t/mês, partindo apenas de sucata enfardada de PEAD e PP. No que pudermos ajudar estamos a disposição.
Oi Solange, Gostei bastante de tuas observações sobre o nosso encontro. Realmente tuas duas observações são básicas: a parte mais importante da reciclagem - coleta e separação - é também a mais frágil... por outro lado é inegável que há uma energia especial nos galpões de reciclagem e um espírito empreendedor que pode/precisa ser organizado. Acho que estamos no caminho certo. Parabéns novamente pelo artigo. Maurí Cruz
A indústria petroquímica brasileira está atenta aos movimentos da economia e do mercado. A crise da economia mundial já teve reflexo na produção de algumas empresas. Em geral as cotações das matérias-primas e alguns intermediários no Brasil demoram um pouco mais para refletir a tendência internacional. As fórmulas de preços quase sempre têm uma defasagem de pelo menos um mês sobre a referência internacional. Isto, combinado com a desvalorização do real, tem segurado os preços em reais no Brasil, apesar da queda generalizada dos preços internacionais.
As cotações em dólares no Brasil também caíram em outubro, porém a maior parte dos negócios é realizada na moeda corrente. O preço da principal matéria-prima petroquímica brasileira, a nafta, desabou em novembro, o que não ocorreu com os seus derivados nem com os do gás natural. Com isso, as empresas não integradas com suas matérias-primas, bem como aquelas cuja rota de produção é o gás natural, apresentaram forte queda em suas margens, já que não conseguem repassar o custo da matéria-prima nos preços de seus produtos.
A conseqüência é a redução de nível operacional, já verificada nos negócios de poliolefinas e poliestireno. Não estaria na hora da indústria repensar a questão da precificação de matérias-primas no Brasil, de acordo com a nova dinâmica do negócio? Afinal, é nos momentos de crise que devem ser buscadas oportunidades.
Gostaria de cumprimentar a equipe toda da Maxiquim pela excelente reformulação do site - não há dúvida que passou a ser uma leitura obrigatória. Abraços, André Vieira
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