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| 414 US$/ton | 7.645 Peso/ton | 441 US$/ton | 3.553 R$/ton | 3.458 R$/ton |
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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
A queima de biomassa em sistemas para aquecimento de edifícios comerciais e governamentais já é amplamente utilizado na Europa. Nos EUA, em anos recentes, está gerando um novo e rápido crescimento da indústria de máquinas e equipamentos para sistemas de aquecimento de pequeno porte. Mas a polêmica está instaurada. Parece que nos EUA, a EPA (Agência Americana de Proteção Ambiental) não concorda. E o ponto central da discussão está na emissão dos gases que ocasionam o efeito estufa.
Produção de eletricidade a partir do carvão e a geração de calor a partir de resíduos de madeira, através de caldeiras de biomassa, são muitos diferentes. Quando os resíduos de madeira são queimados, a biomassa alimentando os sistemas de aquecimento, localizados em prédios e casas, são carbono neutro. Além do mais, na questão energética, o calor das caldeiras de biomassa tem eficiência de 85%... contrários à geração de eletricidade por biomassa, que tem apenas 25% a 30% de eficiência, na melhor das hipóteses. Caldeiras de biomassa podem ser facilmente instaladas em escolas, aeroportos, hospitais... reduzindo a necessidade de transporte, de queima de combustível fóssil.
O tema é polêmico. Mas, também, podemos ver como o Brasil pode ser competitivo. Grande parte de nossa energia é gerada por hidroeletricidade e nossos carros cada vez mais utilizam etanol. Falta somente combatermos as queimadas para contribuirmos ainda mais com a redução do efeito estufa.
As empresas petroquímicas do Golfo Pérsico estão planejando a construção de plantas utilizando nafta como matéria-prima, em função da escassez de gás natural para novos projetos na região. Abu Dhabi planeja construir a primeira planta de produção de plásticos no Oriente Médio que irá operar apenas com nafta como matéria-prima.
O governo da Arábia Saudita planeja fazer o mesmo e alguns dos parceiros nesses projetos são a Total e a Sumitomo. A indústria petroquímica na Ásia e Europa utiliza a nafta como principal matéria-prima. Já a indústria do Oriente Médio utiliza o gás natural, por ter produção local e baixo custo. Porém, com a elevação da demanda por energia na região, a nafta poderá voltar a ser uma alternativa de matérias-primas para novos projetos.
De acordo com um estudo feito nos EUA, o gás natural dobrará a sua participação na matriz energética americana nas próximas décadas, passando dos atuais 20% para 40% do mercado de energia. Segundo o relatório, o gás substituirá parcialmente o uso do carvão por dois motivos principais: 1) reservas abundantes de gás natural e 2) menor nível de emissão de CO2 que o carvão. Algumas companhias afirmam que a migração do carvão para o gás natural já começou, simplesmente pelo fato de ser mais fácil atingir as especificações de qualidade do ar com a queima deste combustível.
No entanto, uma maior utilização deste combustível fóssil nos EUA pode ser dificultada se leis mais restritivas em relação às emissões de gases do efeito estufa forem aprovadas - como quer o atual presidente Barack Obama. Mesmo o gás natural sendo o combustível fóssil menos poluente, ele ainda é intensivo demais em carbono para ser utilizado sem nenhuma espécie de captura de CO2.
Em escala global, a projeção das reservas de gás natural recuperável existentes é suficiente para cerca de 150 anos nas atuais taxas de consumo. Já nos EUA, a quantidade de gás natural recuperável é de 92 vezes o consumo do ano passado. Boa parte dessas reservas é de gás natural não convencional, principalmente o 'shale gas'.

O recente derramamento de petróleo no Golfo do México aumentou a pressão sobre o governo americano para a redação de leis mais rígidas em relação à exploração de petróleo offshore. Além desta nova legislação, o presidente Barack Obama espera que o Congresso trabalhe também para a aprovação de um novo conjunto de leis para o clima - incluindo-se aí o controle das emissões de CO2 nos EUA.
Muitos senadores democratas não querem votar a nova legislação para o clima neste ano eleitoral. Eles preferem, no entanto, focar seus esforços nas medidas que devem ser tomadas em relação à limpeza da mancha de óleo na costa americana e na nova legislação para o setor de energia. Esta legislação teria um impacto mais imediato na economia do país e seria de maior "visibilidade" para a população, mesmo não sendo tão abrangente quanto uma possível legislação para o clima. A lei para o setor energético estabeleceria diversos marcos, como uma maior segurança para perfurações de poços offshore, promoção de uma maior eficiência energética e uso obrigatório de mais fontes renováveis para a geração de energia elétrica.
Alguns senadores - especialmente aqueles que representam estados com vocação agropecuária ou industrial - temem que uma legislação para o clima seja prejudicial à população e ao setor produtivo do país, pois ela aumentaria a fatura de energia elétrica para consumidores residenciais e industriais. No entanto, um estudo da EPA (a Agência Americana de Proteção Ambiental) mostra que uma tal legislação adicionaria menos de US$ 1 por dia às despesas de cada lar americano.
Em junho do ano passado, os congressistas americanos aprovaram um projeto de lei que estabelece um programa de créditos de carbono no país para controlar as emissões de carbono de termelétricas, refinarias e indústria. O que Obama deseja agora é uma legislação mais abrangente para o clima, uma que controle não apenas a compra e venda de créditos de carbono, mas que imponha uma verdadeira mudança na matriz energética dos EUA.

Todos sabemos que em uma economia capitalista, como a brasileira, a indústria, seus fornecedores e o sistema financeiro são elos que formam uma só corrente. Isto vale tanto para os ortodoxos do “mainstream”, quanto para os heterodoxos da escola keynesiana. O que os diferencia são as forças dos elos.
Mas parece que o elo da indústria, no caso brasileiro, está ficando cada vez mais frágil. E neste cenário, com real valorizado, teremos uma indústria menos competitiva no seu conjunto, neste início de século XXI. Um dos diferenciais da economia brasileira no século XX em relação aos nossos vizinhos, Argentina, Chile e Uruguai, foi o crescimento dinâmico da indústria brasileira nas décadas de 50, 60 e 70. Crescimento e dinamismo que aconteceram nos tempos da CEPAL, da substituição das importações, dos PNDs, e ficaram como a base da nossa indústria no século XXI. A maior e mais importante da América Latina. Nos outros países vizinhos as suas indústrias praticamente se desmontaram. Os economistas Maria da Conceição Tavares e Carlos Lessa, participantes ativos desta época, e professores dos candidatos a presidente do Brasil, Dilma Rousseff e José Serra, sabem muito bem disto. Muito escreveram nos seus textos, nos seus artigos e nos seus livros.
Bem, mas agora, quais são os exemplos? Segundo estudo recente da FIESP, entre 2002 e 2009, ou seja, no início deste século XXI, a indústria brasileira pagou tarifas que cresceram 83% acima da inflação no período. Tarifa que é a terceira maior do mundo atualmente. Também da FIESP, do Departamento de Competitividade e Tecnologia, “... entre 2005 e 2009, a carga tributária média da indústria de transformação foi de 59,8% do PIB industrial. Essa relação é de 2,24 vezes mais alta do que a da média dos setores, que é de 26,7%.”
E o Plano Ômega? São Paulo como uma conexão entre as empresas da América Latina e os aplicadores globais. São Paulo e o Brasil com uma abertura financeira maior, de modo a integrá-la ainda mais ao resto do mundo. Ou seja, a Febraban e a BM&FBovespa querem transformar São Paulo no centro financeiro da América Latina. A que preço para a nossa indústria?
Voltamos ao elo da indústria nesta corrente. Hoje saiu o PIB do 1T/2010, maior expansão desde o 1T/2004: crescimento anualizado de 11,2%. O PIB da indústria registrou forte expansão nas diferentes bases de comparação e ajudou a impulsionar as contas nacionais. Senhores candidatos a presidente, não se esqueçam dos seus professores. Sem indústria forte não teremos economia forte no Brasil no século XXI.
O brasileiro começa a acordar para um dos maiores problemas ambientais mundiais, o gerenciamento do lixo. No Brasil, menos de 1/3 do lixo urbano é enviado para aterros sanitários, os outros 2/3 são enviados para lixões, sem tratamento, sem controle, com enormes riscos para a população. As cidades brasileiras produzem 150 mil toneladas de lixo por dia.
Qual a solução então?
Primeiro, criar um marco regulatório. E parece que agora, depois de muito tempo (20 anos de discussão), o Executivo vai sancionar a Política Nacional de Resíduos Sólidos, discutida e aprovada no Congresso. Quem sabe no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.
E depois? Entender que as soluções RECICLAR e INCINERAR para geração de energia, por exemplo, não são excludentes, são complementares. Isto já acontece em vários países europeus como Alemanha, Espanha e França, e também no Japão. Na Alemanha hoje, menos de 5% dos resíduos sólidos vão para aterros controlados, quase 50% vão para reciclagem. Os resíduos não reciclados são incinerados para geração de energia elétrica ou para geração de vapor para aquecimento residencial. A reciclagem de plástico, papel, alumínio é uma parte do gerenciamento dos resíduos sólidos, não o seu fim. Além do que, o custo da coleta seletiva é, em média, cinco vezes maior que o da coleta tradicional.
Temos que acabar, proibir, banir os lixões a céu aberto. Temos que criar condições legais, ambientais e econômicas para a queima e a incineração de parte dos resíduos. Fortalecer ainda mais a reciclagem, no que pode ser reciclado. Temos que acabar com o lixo "in natura" sendo jogado em lixões.
politica nacional residuos solidos brasil: www.redsolenergy.com/pnrs.pdf Plantas Tratamento "BASURA_CERO" & "RESIDUOS_CERO" Uma alternativa para os problemas ambientais dos resíduos sólidos urbanos é a construção de estações de tratamento, os resíduos sólidos para produzir electricidade. Em http://www.redsolenergy.com nós concepção e construção dos resíduos sólidos, eliminando assim o principal problema dos resíduos ea produção simultânea de eletricidade limpa e renovável. Nossas instalações e projetos para evitar que o ambiente emitem grandes quantidades de CO2, evitar problemas de resíduos, para eliminar focos da doença, a produção de electricidade limpa, renovável e criar empregos sustentáveis. Nós trabalhamos na construção de fábricas na Europa e América.
Prezado Zuñeda Concordo plenamente contigo; o correto encaminhamento dos resíduos sólidos passa pela incineração de parcela significativa do volume produzido. Abraço Paulo Affonso
Excelente, Zuñeda. muito oportuna a matéria. Tu sabias que eu estou hoje envolvido numa iniciativa da Braskem neste sentido? Vamos bater um papo um dia desses. Abração, Marcelo J. Spohr
O 1T/2010 para a indústria química nos EUA foi um exemplo de como funciona uma economia de mercado (quase) perfeita: a utilização da capacidade instalada aumentou 8,7% no acumulado de 12 meses até março, a produção aumentou 6,9%, logo os preços subiram 8,8%.
A economia americana, e a sua indústria de transformação e indústria química, vem crescendo depois da crise de 2008, pode não ser um "V-shaped", mas a recuperação está acontecendo. A preocupação continua sendo a taxa de desemprego ainda elevada (9,9% em abril) e os ventos contrários da economia européia e, quem sabe, da economia chinesa.
Parece que ainda está cedo para decretar que a economia e a indústria química americana estão em "V-shaped", mas estão crescendo...
Quando se fala dos grandes investimentos na produção de resinas, principalmente PE's e PP, no Oriente Médio nos últimos anos, sabe-se que a maior parte deles são para atender o mercado asiático, ou seja, a China. Na sua dimensão menor, mas mercadologicamente muito importante, agora a China também se tornou a parceira mais importante para as exportações de resinas do Brasil, superando a Argentina.
Agora podemos dizer que das commodities exportadas pelo Brasil para a China, não está somente soja e aço, também estão PE's e PP. A China é hoje o principal destino das exportações de PP do Brasil. No primeiro trimestre de 2010, a participação da China foi de 23% e no mesmo período de 2009 o percentual foi de 39%. É o segundo maior destino das exportações de PE's, após a Argentina. No primeiro trimestre de 2010, a China teve participação de 10% no destino da exportação de PE's, enquanto que no mesmo período de 2009 o percentual foi de 21%.
A menor participação da China neste ano de 2010, tanto em PP quanto em PE's, se deve a redução de excedentes para exportação devido ao aquecimento do mercado doméstico brasileiro. No Brasil, também, os preços das resinas termoplásticas mantiveram tendência de alta em abril, mas no geral as variações foram menores que as verificadas em março. Também não são todas as resinas que seguem com preços em alta. Algumas já apresentam estabilidade e devem permanecer assim ao menos até maio. Com os preços elevados das resinas no mundo, inclusive na China, novas oportunidades para exportação do Brasil continuarão a aparecer, afinal este parece ser um trabalho de longo prazo que deve estar projetado pela Braskem.
Nos últimos anos, o gás de xisto ('shale gas', em inglês) vem sendo considerado uma das mais promissoras fontes de energia para o futuro nos EUA, principalmente. Extraído de profundas formações rochosas de xisto betuminoso, este tipo de gás natural está cada vez mais inserido na matriz energética norte-americana, deficitária em gás natural e grande importador de GNL. As descobertas das reservas do 'shale gas' mais que dobraram as reservas conhecidas de gás natural na América do Norte, Canadá incluso, com o total delas sendo suficiente para satisfazer mais de um século de consumo de gás na região.
A utilização do 'shale gas' tem grandes implicações no futuro energético da América do Norte. O aumento pela demanda por energia nas próximas décadas fará com que a demanda por gás natural praticamente dobre até 2030 (o consumo atual é de mais de 500 milhões de metros cúbicos por dia). No passado, devido a limitações em tecnologias de perfuração e fraturação, o'shale gas' não era acessível; hoje, a extração deste tipo de gás natural começa a se tornar tecnologicamente viável.
No entanto, há os que veem o 'shale gas' como uma promessa econômica vazia. Um dos principais motivos desta dúvida é a tendência dos poços de 'shale gas' apresentarem uma alta taxa de redução na produção depois de 12 meses, com a produção diária de gás caindo vertiginosamente após este período de tempo. Outra preocupação é a viabilidade econômica da extração: atualmente, o custo de produção do 'shale gas 'é praticamente o dobro do preço final de venda de gás natural.
Alguns pregam que, embora o desenvolvimento da extração do 'shale gas' seja um passo na direção certa, talvez este gás natural não seja fundamental para a economia. Em um mundo onde cerca de 93% do transporte é dependente de petróleo, o foco deveria ser o uso racional de petróleo - já que uma super-oferta de gás natural não diminuiria substancialmente a demanda mundial pelo óleo bruto.
Além disso, a Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) investiga os potenciais efeitos dos produtos químicos utilizados na fraturação hidráulica (parte da extração do 'shale gas') sobre a qualidade da água de lençois freáticos.

O exemplo foi dado, mas parece que os norte-americanos resistem em segui-lo.
No início de abril, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a redução do imposto de importação do etanol de 20% para zero até o final de 2011. Mas, se outro país adotar a mesma medida, a taxa nula pode ser permanente. O objetivo é auxiliar na criação de um mercado livre de combustíveis renováveis. Afinal, a questão tarifária é muito discutida no setor.
Porém, os produtores de etanol dos EUA afirmaram que o fato de o Brasil ter suspendido as tarifas de importação sobre etanol não significa que os EUA tenham de fazer o mesmo. Muitos aguardam o que o Brasil dará em troca nessas negociações.
A sobretaxa dos EUA sobre o etanol importado - US$ 0,54 por galão - expira no fim deste ano, mas o presidente, Barack Obama, propôs sua prorrogação no Orçamento para 2011 enviado ao Congresso. Além dos US$ 0,54, hoje os EUA cobram 2,5% sobre o valor comercializado do álcool importado e oferecem incentivos para pequenos produtores de etanol de milho.
O Brasil já deu o primeiro passo!!
Agora, vamos acompanhar as reações.
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