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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica

Existiu um tempo em que ver toda aquela fumaça exaurindo das chaminés das fábricas nos grandes pólos industriais era sinônimo de desenvolvimento e progresso econômico. Hoje, com toda a consciência ambiental que se formou em volta das alterações climáticas dos últimos anos, o conceito de desenvolvimento está começando a mudar.
A utilização de fontes renováveis de energia teve como motivador não só os problemas ambientais de aquecimento global, mas também o medo de que um dia a energia fóssil iria acabar. Com base nisso foram surgindo alternativas energéticas, como tirar energia do vento, do sol, da água e de resíduos orgânicos. Porém financeiramente falando, essas não eram das práticas mais atraentes, visto que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento eram muito altos e o retorno energético não era comparável a energia vinda do petróleo.
Suspeitando que este cenário esteja mudando, o The Brookings Institution fez um estudo que revelou os verdadeiros impactos econômicos da dita economia verde. Os resultados mostraram que no contexto global ela é tanto quanto favorável, principalmente em tempos de crise. Um dos aspectos que mais reforçam essa conclusão está sob a ótica da geração de empregos, onde foi constatado que a economia verde emprega mais pessoas do que a economia fóssil, segundo levantamento feito no país mais industrializado do mundo, os EUA. Além do mais, os empregos englobam uma grande faixa de níveis de escolaridade e produção.
A explicação disso na verdade é bem simples: à medida que os países se empenham em minimizar as emissões de gases do efeito estufa eles proporcionam um incentivo notável ao desenvolvimento de tecnologias limpas, o que de uma forma ou de outra movimenta a economia e impacta em ações para o desenvolvimento social da região em que se está atuando. Essas políticas energéticas contribuem para a disseminação e aceleração do emprego, diminuindo a taxa de desocupação e, conseqüentemente, reduzindo a desigualdade econômica.
O estudo traz ainda uma análise do retorno que os investimentos em novas formas de energia têm trazido, e faz boas referencias de como a energia limpa está sendo encarada não apenas dentro do aspecto ambiental, mas também como um negócio. Um negócio que por sinal é muito rentável e se enquadra dentro do mundo consumidor, onde a fruição de bens e serviços são os alicerces do mundo capitalista.
Tudo leva a se concluir que não é por nada que as notas de dinheiro são conhecidas como “verdinhas”. Brincadeiras a parte; por vezes se pode pensar no contraditório ao se dizer que as práticas de sustentabilidade são consumistas. O detalhe é que esses novos conceitos transcendem o padrão, rompem o tradicional e estabelecem novos parâmetros e, portanto, não se enquadram em nossa avaliação comum.
Essa nova visão de utilização da energia é uma questão de dimensões globais, que atinge o mais alto grau de importância na política mundial. Basta lembrar que os grandes acontecimentos da história do homem passam por marcos na busca energética: foi a energia que propiciou a revolução industrial, dando novas diretrizes a um mundo que até então era feudal; assim como é por disputas energéticas que se fazem as guerras nos dias de hoje. Com isso se exemplifica e evidencia o quão difícil será a transição de idéias em relação às matrizes energéticas, mesmo tendo em vista que agora os interesses financeiros e ecológicos não são tão conflitantes. Ainda assim, o que permanece é que a energia é o ponto de partida para o desenvolvimento humano e devemos achar um meio de se moldar de uma forma organizada e gradual aos novos padrões que estão se consolidando para abastecer as futuras gerações.
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório que prevê uma despesa de U$$ 1,9 trilhão anuais em sustentabilidade ambiental nos próximos 40 anos, totalizando 76 trilhões de dólares em investimentos. O relatório enfatiza a necessidade de se desenvolver urgentemente novas tecnologias de energia limpa, visando alcançar uma reforma tecnológica em larga escala, comparada a primeira revolução industrial.
Prevendo a repercussão negativa dos críticos na questão social, os autores do relatório se blindaram ao dizer que o incentivo ao “Going Green”, expressão usada para ações de incentivo ambiental, não é apenas um investimento em energia limpa. É um investimento que reflete na evolução social da humanidade, ajudando no combate a fome e a miséria. Muitos não entenderam essas afirmações, visto que o relatório não explica, tampouco menciona como esses recursos impactariam também no desenvolvimento social.
Para muitos as alegações da ONU geraram desconfiança. Um bom exemplo disso é quando no relatório se faz referencia ao fato de que 40% da população (2,7 bilhões de pessoas) dependem da biomassa para suas necessidades energéticas; usando essa informação para justificar e motivar os incentivos ao setor. O que não é mencionado é que 20% da população mundial sequer têm acesso a eletricidade. Outro ponto que o relatório deixa uma lacuna: a falta da definição exata para onde devem ir estes recursos. Estas lacunas no relatório acabam gerando interpretações negativas para tema tão importante.
De fato, imaginar um investimento anual de valor equivalente a metade do PIB da América Latina é uma comparação que assusta os economistas. Este estrondoso valor coloca em dúvida alguns estudiosos que já afirmam: será que os benefícios de se investir na sustentabilidade ambiental superam o custo de não o fazê-lo? Esta é a questão que não pode entrar na pauta... Para isto o relatório da ONU poderia ser mais claro... mais técnico.
A ASTM (sigla em inglês para Sociedade Americana de Testes e Materiais) no dia 1° de julho aprovou o uso de blendas (mistura física de dois componentes) de biocombustíveis e combustíveis de aviões em vôos comerciais. Essa blenda agora pode conter até 50% de biocombustível em sua composição. Isto já era esperado pela maioria das empresas de aviação como Virgin, Lufthansa e KLM. Elas vinham, há tempos, testando essas blendas em vôos não comerciais.
No caso da KLM não foi nem esperado a notificação oficial da ASTM. Na semana anterior ao anuncio a KLM já estava estreando seu primeiro vôo comercial utilizando combustível de fonte renovável.
A questão que fica no ar é se realmente a utilização de biocombustíveis é o melhor caminho a seguir. Além do alto preço que esse tipo de combustível tem - Lufthansa anunciou que pagou mais que o dobro do combustível convencional – não se tem uma idéia ainda do impacto que a utilização em massa de combustíveis provenientes de plantas terá no meio ambiente. A própria Lufthansa só utilizará essa mistura de 50% em um dos dois motores de seu Airbus A321, permitindo comparar as performances dos combustíveis nas mesmas condições.
A Lufthansa, que utilizará a nova blenda por 6 meses em 8 de seus 28 vôos diários de 50 minutos em duas cidades da Alemanha, apesar de ter anunciado que esses seus vôos economizarão 1,500ton de CO2, admitem que o interesse da empresa é ter para o futuro recursos renováveis e sustentáveis e poder oferecer vôos a preços acessíveis a todos.
O importante agora é encontrar esse equilíbrio entre o combustível renovável e o proveniente de petróleo, não renovável. O problema se torna de otimização, encontrar o ponto onde é possível se obter baixas emissões de carbono sem afetar outras cadeias ligadas a esse tipo de combustível e conseguir tornar viável para as empresas aéreas a utilização do mesmo.
Recentemente surgiram alguns rumores noticiados pelo New York Times sobre o shale gas ser a nova “bubble”, ou seja, afirmando que a crescente produção de gás natural a partir do xisto é insustentável e fraudulenta. Sendo que nessas matérias foram feitas comparações com casos famosos de fraudes, como os esquemas de Ponzi e da companhia Enron. Com certeza, essas publicações foram rechaçadas pelos executivos das grandes companhias de energia e pesquisadores do governo americano (EIA), pois há comprovações sobre os enormes investimentos dessas gigantes do setor energético no shale. Além disso, o preço do gás natural, uma vez considerado o mais volátil de todas as commodities, será mantido por décadas de estabilidade devido às grandes reservas já provadas. Contrastando fortemente com os valores atuais de US$ 4,55 por pé cúbico, o gás natural já chegou a apresentar cotações em torno de US$ 14 por pé cúbico. (Isso é muita diferença!)
Certamente os EUA não esperavam, há alguns anos, esse “efeito” de dimensões épicas na produção de gás natural. Entretanto, graças aos avanços na recuperação de trilhões de pés cúbicos de gás natural aprisionado sobre as formações de xisto, os EUA, possuem reservas suficientes para atender a demanda atual por mais de 100 anos. O shale gas começou a ser produzido desde 2000, principalmente no Texas, mas somente em 2006, com avanços tecnológicos suficientes, ele se difundiu por outros estados dos EUA. De 2006 a 2010, a produção americana cresceu em torno de 48% ao ano, e, de acordo com a EIA, a quantidade produzida de shale gas é esperada quadruplicar entre os anos de 2009 e 2035.
Com grandes reservas comprovas e técnicas de exploração mais eficientes para a produção de gás natural a partir do xisto, cada vez mais a indústria está apostando nessa commoditie para baixar os custos com energia quanto com matérias-primas. A indústria de fertilizantes é fortemente dependente do gás natural, e, no passado, muitas plantas foram fechadas ou transferidas para outros países devido à falta de competitividade que o gás natural apresentava nos EUA. A situação também voltou a ser favorável para as empresas produtoras de aço nos EUA, pois o gás natural pode ser utilizado tanto como combustível, quanto na redução direta do minério de ferro para a produção de aço de alta qualidade. Além da indústria, as residências serão providas de um combustível mais barato para poder aquecer os lares no inverno, sendo que é estimada economia anual de US$ 100 por ano para cada família americana.
Está mais do que claro que o shale gas americano se tornou uma significativa fonte de gás natural, mas acima de tudo, as perspectivas de grandes suprimentos e preço estável são muito boas para as empresas e para a população. E sem dúvida, o gás natural barato vai percolar pela economia americana de diversas maneiras cujos reflexos serão, de maneira geral, ainda mais positivos.
Os esforços feitos pela NPRA (Associação Americana de Refinadores e Produtores Petroquímicos ) para aumentar os recursos energéticos dos EUA, vindo eles do shale gas ou do Alasca, estão dando resultados. O NPRA já vem discutindo com o Congresso Americano uma proposta de nova legislação - e que está prestes a ser aprovada - para acelerar a abertura da produção de petróleo e gás natural no Alasca. Com o fim dos atrasos burocráticos que interferiam em toda logística envolvida para o petróleo e gás, o suprimento destas commodities aumentará consideravelmente nos EUA.
As estimativas da riqueza dessas reservas no Alasca são excelentes, situam-se em torno de 2,7 bilhões de barris de petróleo e aproximadamente 114,3 trilhões de pés cúbicos de gás natural. Já foram construídas 800 milhas de tubulações para o transporte, mas produção precisa ser muito maior do que a atual para poder manter essas linhas operando economicamente. Isto até agora não foi possivel devido a legislação ambiental existente. Caso esta legislação não mude, o transporte de petróleo e gás natural por esses dutos será interrompido e o resultado seria a falta de suprimentos para as refinarias e plantas químicas localizadas nos estados do oeste dos EUA.
Com a exploração dos recursos naturais no Alasca e do shale gas, o grande beneficiário é a economia americana ( e as indústrias químicas) que conseguirá combater as importações de petróleo. Isto sem mencionar no papel de complementação aos combustíveis fósseis oferecidos pelos combustíveis renováveis como a energia eólica e do etanol de milho. Percebe-se que esse cenário é mais do que promissor para os EUA e representa uma virada no setor energético desse país nunca visto...
Será a independência energética dos EUA dos países do Golfo Arábico e da Venezuela??

Os dados apresentados no último "BP Statistical Review of World Energy" são extremamente esclarecedores. A crise de 2008/09 freou o crescimento econômico global e, entre outro efeitos, impactou sobre o consumo de energia, principalmente da indústria. O cenário atual já está modificado e o consumo energético atual supera as mais altas taxas de crescimento nunca vistas desde a crise do petróleo de 1973. A atividade econômica mundial também está superando as expectativas, conduzida, principalmente, pelas economias em desenvolvimento. Esses países emergentes têm um forte representante, a China, cujo consumo energético cresceu 11,2% no ano de 2010, ultrapassando os EUA, e ocupando a posição de maior consumidor de energia do mundo.
O petróleo continua sendo o líder dos combustíveis utilizados no mundo no ano de 2010, compreendendo 33,6% do consumo total no planeta, entretanto, por 11 anos seguidos ele continua perdendo espaço no mercado mundial para outros combustíveis. Seu consumo continua crescendo, contudo esse aumento acontece de forma mais desacelerada que outros combustíveis. A China apresentou o maior incremento por nação. Além do aumento global na utilização, os preços de petróleo também sofreram altas recordes nos últimos anos.
Entre outros combustíveis fósseis, certamente pode-se destacar o gás natural, apresentando recorde no crescimento no consumo global de 7,4% para o ano de 2010. A produção mundial cresceu 7,3% que também é um recorde de aumento, sendo que 31% do crescimento global apresentado são originários de países da antiga União Soviética, seguida do Oriente Médio. Cabe salientar que não há precedentes na história para aumento tão significativo no suprimento de gás natural. O carvão também obteve em 2010 um crescimento acima da média, crescendo em torno de 7,6%.
Voltando as atenções para o cenário das energias renováveis, excluindo a hidroelétrica, os biocombustíveis também apresentaram bons números de crescimento. Com grande contribuição dos EUA e do Brasil, este setor apresentou crescimento em torno de 13,8% em 2010. Para as energias renováveis com aplicação para geração de energia como energia eólica, solar geotérmica e biomassa, o crescimento em 2010 foi de 15,5%.
Não é difícil perceber que o planeta está consumindo cada vez mais energia, não somente as indústrias, mas a população também tem contribuído de maneira sugnificativa. A demanda por todas as formas de energia cresceu acima da média em 2010 e o aumento no consumo de combustíveis fósseis aponta para uma taxa de geração de CO2 não presenciada desde a década de 70. Vendo esse cenário, percebe-se que o crescimento econômico deve ser aliado à sustentabilidade, caso contrário no futuro haverá insegurança energética, alterações climáticas e vários outros efeitos colaterais promovidos pelo uso indiscriminado dos recursos naturais.

A alta recente nos preços do etanol diminuiu drasticamente sua competitividade a ponto de ser economicamente viável abastecer os carros flex com álcool em somente três estados brasileiros: São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Em sentido inverso, no lado da demanda, a produção brasileira de carros flex cresce 35% ao ano desde 2006.
No lado da oferta, o etanol de cana-de-açúcar produzido para atender a demanda do mercado de combustível para carros flex, que já atingiu a marca de 60% na safra de 2008/2009, já recuou para 45% em 2010/2011 e pode despencar para 37% em 2020/2021. A meta da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) era de abastecer 66% da frota de carros bicombustíveis no ano de 2011, contudo não há matéria-prima suficiente. Na safra deste ano, por exemplo, estima-se que faltarão cerca de 143 milhões de toneladas de cana para atingir esta meta e as projeções para os próximos 10 anos são de carência de 400 milhões de toneladas.
O que está acontecendo? O Brasil queria ser um grande exportador de etanol para o mundo. Nos EUA, queria competir com o etanol produzido a partir do milho, menos competitivo que o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar no Brasil... mas agora parece não ter etanol nem para atender o mercado brasileiro.
Segundo estudos, o crescimento da produção de etanol de milho nos EUA e o seu uso possibilitaram, nos últimos 10 anos, manter o preço médio do galão da gasolina US$ 0,25 abaixo da média esperada. Estima-se que uma família economizou nesses 10 anos em torno de US$ 8.000 e a economia total estimada situa-se em torno de US$ 34 bilhões para a economia americana. Etanol de milho subsidiado. Percebe-se que os americanos têm muita preocupação com relação aos efeitos dos biocombustíveis sobre o preço da gasolina, talvez seja pelo fato da necessidade de subsidiar boa parte dos custos de produção do etanol.
O Brasil não pode abandonar (novamente) um modelo de sustentabilidade que é a produção do etanol brasileiro para abastecer a nossa frota nacional de veículos... além do etanol para a indústria química. Petróleo a mais de US$ 100 o barril, etanol cada vez mais usado na indústria química... não podemos lembrar novamente do abandono do programa Proálcool criado na década de 70 e que foi deixado de lado nas décadas de 80 e 90.
Zuñeda. É conjuntural pela sabida valorização do açúcar no mercado mundial e também estrutural por falta de uma política de combustíveis adequada a esta conjuntura. Um abraço. Reinaldo castro
Olá Reinaldo. Na análise não é avaliada a economia pelo uso do etanol do milho considerando os subsidios que eles têm. Se fosse, a economia seria menor se comparado com o uso do etanol brasileiro. E essa falta de etanol no Brasil. O que estás achando? Conjuntural ou estrutural?
Mais uma vez, constatamos que o empresariado brasileiro não está preocupado com a economia nacioanal, mais sim em maxminizar ainda mais o seu lucro. Com o aumento no preço internacional do açúcar, os usineiros investiram mais no produto, e não continuaram o plantio da cana destinada ao combustível.Assim, provocaram um déficit de demanda de mercado. Fico me perguntando, onde estão os recursos que o BNDES concede-os, onde estão os investimentos destinados ao etanol, que o Banco os emprestou?
Prezado Zuñeda. Na conta da economia de US$ 34 bilhões, estão considerados os subsídios concedidos? Um abraço, Reinaldo Castro

As políticas de sustentabilidade energética e de combate às emissões dos gases que causam o efeito estufa ganham cada vez mais força nos governos. Nesse contexto, a Agência Internacional de Energia (IEA, sigla do inglês) publicou um relatório sobre o potencial que os biocombustíveis podem alcançar nas próximas décadas. Segundo a previsão do estudo, o consumo dos biocombustíveis saltará dos atuais 2% para 27% em 2050. Entretanto, para atingir esta meta é necessário reduzir o uso dos combustíveis fósseis no cultivo, transporte, fabricação e transformação de áreas verdes em cultiváveis. Entre as fontes de emissões, o transporte apresenta grande participação para a liberação de emissões gasosas, seja por caminhões, trens, aviões ou navios.
Hoje o consumo dos biocombustíveis é de 55 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP) e, segundo o relatório, pode-se atingir de maneira ecologicamente correta aproximadamente 750 milhões de TEP cuja quantia representa 27% do total dos combustíveis utilizados. Atualmente a maior parte dos biocombustíveis é de primeira geração, ou seja, produzidos a partir de açucares ou amido encontrados na cana-de-açúcar e no milho, contudo, são questionados devido a sua eficiência na conversão e nas grandes áreas utilizadas para o plantio.
Em contr partida, a IEA foca suas expectativa nos biocombustíveis de segunda geração cuja fonte é a biomassa lignocelulósica e a agência acredita que essa fonte representará a maior parte dos biocombustíveis. Com certeza ainda não há viabilidade técnico-econômica disponível para suprimir a demanda energética, mas os estudos estão evoluindo e a previsão para se tornarem comerciais é em torno de dez anos. E para os biocombustíveis de segunda geração serem competitivos com os combustíveis de origem fóssil, serão necessários investimentos em torno de 12 bilhões de dólares nos próximos anos.
As muitas críticas com relação à sustentabilidade dos biocombustíveis são na realidade relativas a todo o setor do agronegócio. Contudo, conforme o estudo, foi possível concluir que o consumo dos biocombustíveis pode aumentar de maneira sustentável, apresentando balanço positivo entre o ciclo de vida e sem comprometer a produção de alimentos.
Luta NOBRE do Combate aos CEGOS e/ou NÃO–ÉTICOS Prezados Cidadãos Brasileiros & Interessados pelo AGUAPÉ, Os TRABALHOS com a Bio– Energia, Energia Eólica, Energia Solar, Eficiência Energética, entre outros Temas / Assuntos pode ser Uma SAÍDA–ÉTICA, mas o mesmo não pode dizer quanto ao Gás Natural, Xisto, Gás Natural, entre outros, pois ELES só contribuirão para acelerar o Efeito DOMINÓ DEVASTADOR e Preservar os Interesses NÃO–ÉTICOS. Nas Últimas Décadas a HUMANIDADE passou a preocupar em Encontrar & Definir a Produção dos Biocombustíveis, certo que precisam estabelecer a Correta Preservação do Meio–Ambiente & Biodiversidade, caso contrário o Planeta TERRA poderá se tornar Muito TÓXICO para os Seres Humanos & Demais VIDAS. A Sociedade Brasileira & Demais POVOS, está excessivamente afetada pela CEGUEIRA e/ou Postura NÃO–ÉTICA, pois não PERCEBEM ou LEMBRAM o que a NATUREZA nos deixou para evitar o PIOR – A POLUIÇÃO GLOBAL que é resultante do DESEQUILÍBRIO GLOBAL provenientes das ATIVIDADES da NATUREZA & HUMANIDADE. Na POLUIÇÃO GLOBAL inclui–se os Muitos Bilhões (ou Trilhões ? ? ? ? ?) de Toneladas dos RESÍDUOS Industriais, RESÍDUOS das Atividades Agropecuárias, ESGOTOS / “LIXO”, entre outros RESÍDUOS, RESÍDUOS produzido pelos Fenômenos NATURAIS – os Gases do Efeito ESTUFA (Amplamente DIVULGADOS) apenas é ou “REPRESENTA” uma Pequena PARTE da TOTALIDADE do PERIGO DEVASTADOR, portanto NÃO é o PERIGO MAIOR. O PERIGO MAIOR é a POLUIÇÃO GLOBAL, pois o que poucos sabem é atua sob o Efeito DOMINÓ DEVASTADOR, onde alguns FATOS de MAGNITUDE já foram SINALIZADOS e se mais alguns vierem a dar, também, suas SINALIZAÇÕES já poderá ser TARDE para tentar evitar a DEVASTAÇÃO TOTAL das VIDAS do Planeta TERRA. O Efeito DOMINÓ DEVASTADOR é algo semelhante como atear FOGO a Um Barril de PÓLVORA, NADA se pode fazer para IMPEDIR a sua EXPLOSÃO ! ! ! ! ! ! CUIDADO: as ÁGUAS são as FONTES das VIDAS, mas estão se tornando no “LIXÕES” da HUMANIDADE ! ! ! ! ! ! A NATUREZA nos REVELOU a IMPORTÂNCIA do AGUAPÉ: ELE propicia à Muitos Milhões (ou Bilhões ? ? ? ? ?) de Seres Humanos a possibilidade de PARTICIPAREM da Luta NOBRE da Correta Preservação do Meio–Ambiente & Biodiversidade. Os Interesses NÃO–ÉTICOS dificultam tornar VISÍVEL a IMPORTÂNCIA do AGUAPÉ ! ! ! ! ! ! O AGUAPÉ é a MÃO da NATUREZA para a DESPOLUIÇÃO ou RE–EQUILÍBRIO das ÁGUAS do Planeta TERRA e GRATUITAMENTE faz esse TRABALHO, mas ELE necessita de algumas CONTRIBUIÇÕES dos Seres Humanos e VOCÊ pode participar/contribuir na Luta NOBRE da Produção & Industrialização do AGUAPÉ, atuando em alguns Aspectos IMPORTANTES, como: 1) Contribuir para a Ampla DIVULGAÇÃO do AGUAPÉ, como a MÃO da NATUREZA para DESPOLUIÇÃO das ÁGUAS do Planeta TERRA. 2) Contribuir para a UNIÃO dos PESQUISADORES–ÉTICOS rumo a Um MUNDO SUSTENTÁVEL, de FATO, através da Química VERDE, tornando o AGUAPÉ na sua Principal Matéria Prima. 3) Contribuir para que a Produção & Industrialização do AGUAPÉ, propicie a Geração de Muitos Milhões de Empregos DIGNOS e Ampla Distribuição de Renda. 4) Contribuir para que a Produção & Industrialização do AGUAPÉ, propicie,também, ampliação da Produção de Alimentos ORGÂNICOS, visando Combate a FOME & Mais SAÚDE a toda HUMANIDADE. 5) Contribuir para que a Produção & Industrialização do AGUAPÉ, também, sejam Implantadas Fazendas MARINHAS, em 20 a 30 % da Superfície dos MARES / OCEANOS, para que todos os POVOS possam estabelecer o seu Próprio Desenvolvimento SOCIAL & Econômico, de FATO, SUSTENTÁVEL – nisso requer TECNOLOGIA para Desenvolvimento do AGUAPÉ TRANSGÊNICO–ÉTICO, de UTILIZAÇÃO LIVRE. 6) Contribuir para Produção de Recursos Tecnológicos para Produção de Pellet’s & Briquetes para atender Demanda Mundial Crescente, visando Eliminação de Desmatamento & Redução de Áreas Improdutivas ... 7) Outro (Aguardamos suas Sugestões). 8) Outro (Aguardamos suas Sugestões). OBSERVAÇÃO: Para que a Produção & Industrialização do AGUAPÉ venha ocorrer, em Grande Escala, aqui no BRASIL as Autoridades Brasileiras precisam, simplesmente, Implementar Muitos Milhares de Pequenos Açudes e/ou Pequenas Barragens, com já foi realizado, no passado, no Semi–Árido Nordestino e o que o Governo do Rio Grande do Sul, vem realizando nos últimos tempos, visando precaver Problemas ESTIAGENS – Caso os Governantes & Políticos do NORDESTE atuarem nesse sentido, essa Região poderá se tornar no Mais Importante CELEIRO da Produção Agropecuária, pois facilmente poderemos Implementar Chuvas Artificiais do Pesquisador / Engenheiro Takeshi IMAI, bastando um pouco de Vontade POLÍTICA – ÉTICA. NOTA: “Quando Sonhamos SOZINHOS é só um SONHO, mas quando Sonhamos JUNTOS é o início de uma Nova Realidade” (D. Helder Câmara) - apresente as suas MANIFESTAÇÕES (Críticas, Sugestões, ETC.), utilizando o Endereço Eletrônico: missao.tanizaki@gmail.com, certo que muitos na Sociedade Brasileira, inclusive a Equipe BR do A G U A P É, te agradeçerão. LEMBRETE: um dia nos APOSENTAMOS dos Trabalhos que garantem o Pão Nosso de Cada Dia, mas muitos Trabalhos Nobres estão aguardando por nossa AJUDA – Desenvolver os referidos Trabalhos Nobres faz parte dos Nossos DEVERES / OBRIGAÇÕES NOBRES e são BÁSICOS para nos manter FELIZ no Dia a Dia ! ! ! ! ! ! Um Abraço Fraterno aos Interessados pelo A G U A P É, MISSAO TANIZAKI Servidor Público Federal Bacharel em Química missao.tanizaki@gmail.com (Usual) missaotanizaki@yahoo.com.br (Alternativo) OSCIPE (*) - Equipe BR do A G U A P É TUDO POR UM BRASIL & MUNDO MELHOR (*) REF.: Definições do SEBRAE
O que se sabe é que o biocombustível gerado a partir do milho é insustentável pois para gerar uma unidade de energia é consumida 1,3 unidade.
Uma estudo inglês trouxe novamente à tona a questão envolvendo a sustentabilidade dos plásticos, para ser mais específico, da sacola plástica de supermercado. O estudo intitulado The Life Cycle Assessment of Supermarket Carrier Bags (“A Avaliação de Ciclo de Vida de Sacolas de Supermercado”) realizado pelo Dr. Chris Edwards e Jonna Meyhoff Fry, surpreendeu afirmar que as sacolas plásticas de boca de caixa de supermercados podem ser mais sustentáveis que os outros tipos, como as feitas de papel e de algodão.
O ponto-chave salientado na pesquisa foi quantificar os poluentes emitidos para extrair as matérias-primas, produzir, transportar e descartar cada embalagem. Seguindo esta lógica, foi reportado que uma sacola plástica de PEAD (Polietileno de Alta Densidade) emite 1,57 Kg de CO2 equivalente e caso ela seja reutilizada uma única vez, as emissões caem para 1,4 kg de CO2 equivalente. Já cada sacola de papel precisa ser usada quatro vezes para liberar 1,38 kg de CO2 equivalente e cada sacola de tecido (algodão) precisa ser usada 171 vezes para emitir a mesma quantidade de CO2 equivalente liberada pela sacola plástica.
Sob o ponto de vista energético, verificando a quantidade de CO2 gerado percebe-se que, em certos casos, o plástico é mais “verde” do que os outros materiais. Contudo, as sacolas plásticas sobrecarregam os aterros, são grandes causadores de enchentes em centros urbanos. Ou seja, uma questão de educação... e não de sustentabilidade.
O mais importante não é considerar qual embalagem deverá ser empregada pelo fato de poluir menos, mas sim repensar na melhor maneira de se empregar os produtos descartáveis. O caminho rumo a sustentabilidade é conhecido e o ideal sempre será a sacola que pode ser usada e reutilizada em um maior ciclo possível com o menor gasto energético com emissão de CO2.
Caro Immo Martin, sugiro olhar a metodologia de cálculo desses estudos (fonte: Plastics Europe). Mas já adiantando no caso do PE verde vai desde a cana até a saída da resina da unidade de polimerização e para o PE fóssil vai da extração do petróleo até a mesma saída, sendo uma pegada completa. O fato da cana ser uma matéria-prima renovável e de que o etanol é uma alternativa em relação à nafta para a indústria química/petroquímica também é um diferencial. Deixe-me entender melhor o que o Sr. precisa e qual o seu objetivo. Pode me enviar um email: mariana@maxiquim.com.br ou ligar no (51) 3328-1078 para conversarmos melhor. Obrigada.
Prezada Mariana Corrêa, preciso de muito mais dados, para dirimir minhas dúvidas. O simples fato de que há uma vantagem de aborção de CO2, durante o crescimento da cana, não prova que esta seja uma vantagem definitiva. É preciso conhecer a pegada completa dos dois etenos até a hora de polimerizá-los. E esta conta ainda não encontrei em lugar algum, detalhada.
Prezado Immo Martin, sustentabilidade é um tema amplo e complexo. Mas já temos alguns critérios/indicadores que auxiliam no entendimento desse assunto. Por exemplo os estudos de eficiência ecologia que estimam a Pegada de Carbono (da origem ao portão do produtor) para algumas resinas. No caso do PE de fonte etanol seriam absorvidas 2,5 toneladas de CO2 por tonelada de polímero. Para se ter uma idéia, o mesmo procedimento de cálculo aplicado ao PE petroquímico seriam emitidas cerca de 2,1 t CO2 / t polímero. Espero ter ajudado.
Era obvio que o pastico e suas sacolas são mais sustentáveis que o papel, pois o mesmo é energéticamente mais econômico. Faço aí uma pergunta, tirando a renovabilidade, de que modo se pode afirmar que a produção de polietileno de alcool de cana é mais sustentável do ponto de vista ecológico.Essa parece outra mentira do MKT enganador. Pois não parece que plantar cana, produzir alcool, desidratá-lo e polimerizá-lo seja mais ecologico que separar eteno da fração leve dos gases de petroleo e polimerizá-lo.

A China se apresenta hoje como a segunda economia do mundo e, para muitos, esse lugar foi obtido somente à custa da exploração dos empregados, devastação maciça de áreas verdes...Enfim, exaurindo os recursos naturais do planeta em busca de matérias-primas e combustíveis que são, na maioria deles, fósseis.
Mas esse cenário está se alterando aos poucos na realidade chinesa, a não ser pela questão a trabalhista... Hoje a China surge como um líder mundial em desenvolvimento e utilização de energias limpas. O governo chinês, nos últimos anos, reconheceu a questão energética como ponto-chave para o desenvolvimento econômico adotando políticas e regulamentos que visam incentivar a eficiência energética e a utilização de energias renováveis.
Apesar dos bilhões de dólares investidos em tecnologias limpas, a demanda energética chinesa continuará a crescer nas próximas décadas, devido principalmente à indústria que é muito forte. Então, o governo concentrou esforços para aumentar a eficiência na queima do carvão nas termoelétricas, pois hoje é sua principal fonte energética. Essa política de combate ao desperdício foi instaurada em 2005 com o intuito de diminuir as restrições no fornecimento de energia, aumentar a segurança energética do país e reduzir os impactos ambientais. Os resultados surgiram em três anos, levando o consumo de energia per capita a cair em 10%, sendo possível evitar o consumo de 290 milhões de toneladas equivalentes de carvão (tce, sigla do inglês) e reduzindo as emissões dos gases estufa (principalmente o gás carbônico) em 750 milhões de toneladas de CO2-equivalente.
Em 2009 a China totalizou a produção de 300 milhões de toneladas equivalentes de carvão (excluindo a biomassa) produzidas a partir de fontes renováveis, isso representava 10% da energia primária utilizada naquele ano. A estratégia adotada pelo país até 2020 é utilizar 15% da energia produzida oriunda de fontes naturais. E as previsões apontam para que esse porcentual chegue a 30% até 2030 e fique em torno de 30 a 45% até 2050. A intenção dos chineses é clara, tentar tornar a energia alternativa em convencional... Será que isso é possível a em questão de duas ou três décadas?
Com relação a China, parece que tudo é possível...
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