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O interesse global em produtos verdes

O interesse global em produtos verdes

No Brasil, é possível observar, nos últimos meses, diversos movimentos de empresas químicas para entrarem no mercado de produtos derivados de fontes renováveis. Porém isso não está acontecendo apenas por aqui. A Europa está encontrando nesse setor verde uma oportunidade de crescimento, já que vem sofrendo com a competição de empresas químicas e petroquímicas da Ásia e Oriente Médio, principalmente devido a suas plantas serem antigas enquanto as da Ásia são relativamente novas. As empresas européias estão reconsiderando suas estratégias, e a tendência é que isso aumente com o passar dos anos.

Um exemplo é a italiana Polimeri, do Grupo Eni, que em 2011 anunciou a formação de uma joint venture com a Novamont, produtora de bioplásticos, e o objetivo é construir um complexo de bio processamento de sete unidades de US$ 704 milhões, que produzirá monômeros, polímeros e aditivos, todos bio based. A unidade deverá estar pronta em 2014. Para fornecer energia ao complexo, a Eni planeja investir em uma estação que produziria energia a partir da biomassa. A holandesa DSM anunciou um projeto de ácido succínico derivado de fontes renováveis na Itália. A norte-americana BioAmber já opera uma planta biobased do mesmo produto na França.

Conforme já comentado nesse blog, sustentabilidade, verde, bio based, são palavras cada vez mais citadas por empresas, independente do setor em que estão. Além da Europa, empresas químicas da Ásia também estão investindo no negócio verde, porém em menor escala do que observamos na Europa.

Os setores de P&D das empresas estão fazendo sua parte, já que de certa maneira, é necessário baixar o custo da produção verde, para que esse seja competitivo. E, em escala industrial, o custo tende a diminuir ainda mais. Também estão sendo feitas pesquisas para utilizar materiais que não sejam direcionados a alimentação humana, como os resíduos urbanos, resíduos de florestas e desperdícios de alimentos.
E o Brasil tem que aproveitar essas oportunidades, já que possui capacidade de, por exemplo, plantar cana-de-açúcar em grande escala, o que facilita a produção do plástico verde da Braskem, por exemplo.

Postado por: Marta Loss Drummond em 03/11/2011


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O 'troco verde' do plástico

O 'troco verde' do plástico

A indústria plástica já foi (e ainda é) alvo de críticas da sociedade e organizações que pregam a sustentabilidade. Por diversos motivos, mas principalmente pela indústria usar uma fonte não renovável como matéria-prima e como fonte de energia. E os críticos abominam o plástico e toda sua forma de utilização. Mas é preciso que seja entendido que o plástico surgiu para atender às necessidades do consumidor e, atualmente, o seu uso é imprescindível na sociedade, desde embalagens de alimento até peças automotivas. Se hoje os automóveis são mais leves, isso se deve ao plástico. O que muitos esquecem é o fato de o plástico ser reciclável e os problemas causados pelo mesmo poderiam ser evitados ou amenizados quando, desde descartado e coletado de maneira correta, esse é transformado em outro bem. A ampla discussão das sacolas plásticas pode ser resumida em: a sacola plástica representa a minoria do lixo; o plástico utilizado na confecção da sacola é reciclável; usa-se a sacola para armazenar resíduos domésticos. Por que não usar?

Além disso, com a pressão não somente dos ecofriendly, mas também da sociedade em geral, as grandes empresas do setor estão voltando-se para a preocupação ambiental e dando o “troco verde”. É uma tendência geral que diversas empresas dos mais variados setores mostrem-se preocupadas e respondam agindo em prol do meio ambiente. Não pode deixar de ser visto como uma forte ação de marketing, mas é importante que seja avaliado como um avanço, do ponto de vista da gestão ambiental.

A produção do polietileno verde, fabricado a partir do etanol da cana de açúcar. Apesar de custar mais caro que a resina comum, o investimento precisa ser encarado a longo prazo e o polietileno verde está fazendo sucesso, prova disso é que a Braskem já anunciou investimento semelhante para o polipropileno verde. Recentemente, outra petroquímica importante, a Dow, anunciou que a fabricação de polímeros a partir da cana pode ser tão barata quanto a produção do plástico derivado do petróleo. Na mesma linha, a Dow anunciou que irá formar uma joint venture com a Mitsui para a fabricação de plásticos derivados da cana no Brasil. A DuPont já fabrica um polímero derivado da mesma planta e está inclusive fornecendo para a Toyota, que o utilizará em um carro híbrido da marca. A alemã Evonik também se mostrou preocupada com o meio ambiente e anunciou esse ano que reduziu suas emissões de CO2. A Lanxess anunciou que pretende produzir isobuteno a partir de recursos renováveis. A brasileira Petrom anunciou lançamento de plastificantes renováveis.

E a lista continua. O setor está se esforçando para ser observado com olhos mais atentos e compreensivos, o que se espera é que seja reconhecido.

Postado por: Marta Loss Drummond em 31/07/2011


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