Aliança Estratégia com IHS para América do Sul

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Tendência dos reforços para compósitos termofixos !?!?

Tendência dos reforços para compósitos termofixos !?!?

Compósito polimérico pode ser definido basicamente como um material estrutural resultante da combinação de polímeros com fibras de reforço trabalhando em sinergia. Normalmente essa união é constituída por uma matriz que confere a forma ao produto ou a peça e que transfere os esforços para uma fibra de alta resistência. É claro que fabricação de um produto acabado feito de compósitos não se resume somente à matriz polimérica e reforços. Usualmente são incorporados diversos tipos de agentes durante o processamento, como aditivos químicos, desmoldantes, massas e gel coats, além da possível inserção de núcleos. Em fim, dentre as infinitas combinações, a maior quantidade de material utilizado consiste justamente nas resinas, que podem ser termofixas ou termoplásticas e nos reforços.

Detendo-se mais especificamente às fibras, essas são encapsuladas pela matriz polimérica e podem ser consideradas um capítulo a parte na indústria de compósitos. Os reforços mais importantes são os em fibra de vidro e de carbono, entretanto existem as fibras de aramida, de poliéster, naturais, entre outras.

No Brasil, as fibras de vidro são largamente utilizadas, pois apresentam preços acessíveis e performance satisfatória em diversos segmentos como náutica, transportes, construção civil, entre outros. A fiberização do vidro ocorre a partir de uma mistura de minerais moídos e introduzidos em um forno em temperaturas elevadas da ordem de 1400 a 1500 °C. Já as fibras de carbono normalmente apresentam o precursor PAN (poliacrilonitrila) e suas aplicações estão principalmente vinculadas à indústria aeronáutica, espacial e, mais recentemente, na eólica. Pelas aplicações, é possível notar que as fibras de carbono são consideradas reforços onde é requerido alto desempenho. E mais, além da alta resistência e rigidez desse reforço, a fibra de carbono consegue aliar leveza ao produto ou à peça produzida. No entanto, o custo das fibras de carbono comerciais é bem mais elevado, quando em comparação a fibra de vidro.

Com o crescente interesse ecológico, as fibras naturais surgiram na indústria de compósitos como uma alternativa barata. No Brasil, as fibras vegetais mais usadas são as de curuá, empregadas em peças de acabamento interno de automóveis, e as de cana-de-açúcar, apresentando aplicações em postes e mourões. Entretanto, o uso das fibras naturais é restrito devido às propriedades serem muito baixas quando em comparação com as fibras sintéticas. Além disso, a pouca compatibilidade com a matriz polimérica e a higroscopicidade são outros que impedem os avanços na utilização das vibras vegetais na indústria de transformação de materiais compósitos.

Enfim, todas as fibras apresentam propriedades mecânicas e químicas específicas e intrínsecas, pois são oriundas de materiais e de processos diferentes. Com isso, e sem dúvida, a escolha de um reforço depende muito do esforço mecânico e ambiente químico ao qual a peça ou produto será exposto. Com esta avaliação nota-se que para se selecionar a fibra ideal é necessário conciliar o desempenho requerido da peça com o custo do reforço propriamente dito. Assim, percebe-se que não existe um único tipo de fibra a ser empregado despontando como tendência, mas sim, uma variedade de reforços que podem se adequar às exigências do produto fabricado aliando custo competitivo...

Postado por: Matheus Daniel Pierozan em 11/11/2011


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O interesse global em produtos verdes

O interesse global em produtos verdes

No Brasil, é possível observar, nos últimos meses, diversos movimentos de empresas químicas para entrarem no mercado de produtos derivados de fontes renováveis. Porém isso não está acontecendo apenas por aqui. A Europa está encontrando nesse setor verde uma oportunidade de crescimento, já que vem sofrendo com a competição de empresas químicas e petroquímicas da Ásia e Oriente Médio, principalmente devido a suas plantas serem antigas enquanto as da Ásia são relativamente novas. As empresas européias estão reconsiderando suas estratégias, e a tendência é que isso aumente com o passar dos anos.

Um exemplo é a italiana Polimeri, do Grupo Eni, que em 2011 anunciou a formação de uma joint venture com a Novamont, produtora de bioplásticos, e o objetivo é construir um complexo de bio processamento de sete unidades de US$ 704 milhões, que produzirá monômeros, polímeros e aditivos, todos bio based. A unidade deverá estar pronta em 2014. Para fornecer energia ao complexo, a Eni planeja investir em uma estação que produziria energia a partir da biomassa. A holandesa DSM anunciou um projeto de ácido succínico derivado de fontes renováveis na Itália. A norte-americana BioAmber já opera uma planta biobased do mesmo produto na França.

Conforme já comentado nesse blog, sustentabilidade, verde, bio based, são palavras cada vez mais citadas por empresas, independente do setor em que estão. Além da Europa, empresas químicas da Ásia também estão investindo no negócio verde, porém em menor escala do que observamos na Europa.

Os setores de P&D das empresas estão fazendo sua parte, já que de certa maneira, é necessário baixar o custo da produção verde, para que esse seja competitivo. E, em escala industrial, o custo tende a diminuir ainda mais. Também estão sendo feitas pesquisas para utilizar materiais que não sejam direcionados a alimentação humana, como os resíduos urbanos, resíduos de florestas e desperdícios de alimentos.
E o Brasil tem que aproveitar essas oportunidades, já que possui capacidade de, por exemplo, plantar cana-de-açúcar em grande escala, o que facilita a produção do plástico verde da Braskem, por exemplo.

Postado por: Marta Loss Drummond em 03/11/2011


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Shale gas dos EUA para o mundo!? Problemas?? Oportunidades!?

Shale gas dos EUA para o mundo!? Problemas?? Oportunidades!?

O documentário Gasland e jornais como o The New York Times polemizaram ainda mais a questão da contaminação causada ao meio ambiente pelo processo de extração do shale gas nos EUA. Em 2010 mais de 35 mil poços foram perfurados em solo americano e 120 mil processos de fratura hidráulica, conhecida como “fracking”, foram executados. Com isso, surge a pergunta: quantos casos efetivos de contaminação foram realmente identificados e confirmados? Até o momento, nenhum... Mas onde entra a Austrália nesse contexto??? Simplesmente pela possibilidade de lucrar muito com este recurso, algo estimado em US$ 500 bilhões.

Com o desastre de Fukushima no Japão, o governo desistiu de ampliar em 37% a contribuição da energia nuclear na matriz energética. E devido a esse recente incidente, o governo japonês considera o gás natural como peça fundamental para suprimir a demanda energética do país. Hoje o Japão consome em torno de 3,5 trilhões de pés cúbicos (Tcf) de gás por ano, dos quais 3,3 são importados. Para atender o consumo de gás e preencher a lacuna deixada pela energia nuclear, o Japão precisará importar quantidades de gás acima de 4.8 Tcf por ano.

E a polêmica na Austrália gira justamente em torno dos 400 Tcf de shale gas que esse país possui. Sabe-se que parte dessa riqueza será explorada para atender ao mercado doméstico de gás, mas a possibilidade de exportação desse combustível tem se tornado muito atrativa. Por ano, os australianos realizam cerca de 800 processos de fratura hidráulica (muitíssimo menos que os EUA), contudo esse panorama está para mudar em breve, pois o capitalismo é ágil e essa oportunidade com certeza não será desperdiçada. No entanto, a exemplo dos EUA, o que está desacelerando o desenvolvimento da prospecção do shale é a possibilidade desse gás ser pernicioso ao ambiente e aos aqüíferos.

Para intensificar os debates sobre o shale, sabe-se que hoje os chineses utilizam cerca de 3,3 Tcf de gás natural por ano cuja fonte é 95% oriunda da própria China. Contudo, a energia gerada a partir do gás representa somente 4% do total do mix energético chinês. Não obstante, o governo chinês criou um decreto de que até 2020 o gás natural deve fornecer cerca de 10% da energia total gerada no país. Sem dúvida, essa medida representa aumento exponencial no consumo de gás e o que mais importante a ser mencionado, a China não possui reservas de gás para atender essa feroz demanda... Logo, favorecida geograficamente, a Austrália enxerga ser ainda mais lucrativo investir na perfuração dos sues poços de shale gas.

Os opositores ao shale devem assumir que o motivo é uma aversão a todos os combustíveis fósseis na era dos presumidos alternativos. Na busca pela sustentabilidade, o shale pode ser tranquilamente uma fonte energética de transição, além de ser fonte de matéria-prima para a indústria petroquímica australiana, como é nos EUA. O Brasil também possui reservas de shale, localizadas mais ao Sul do país, sendo que essas são estimadas em 226 Tcf. Contudo, essa informação repercute na mídia? Algum investimento tem sido feito para desenvolver a tecnologia e aproveitar esse recurso? Se ocorrem, são movimentações bastante sigilosas. A Argentina, apesar de possuir reservas 3 vezes maiores que as brasileiras, já investe no shale...

Postado por: Matheus Daniel Pierozan em 19/09/2011


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Dinheiro (energia) ´verde´

Dinheiro (energia) ´verde´

Existiu um tempo em que ver toda aquela fumaça exaurindo das chaminés das fábricas nos grandes pólos industriais era sinônimo de desenvolvimento e progresso econômico. Hoje, com toda a consciência ambiental que se formou em volta das alterações climáticas dos últimos anos, o conceito de desenvolvimento está começando a mudar.

A utilização de fontes renováveis de energia teve como motivador não só os problemas ambientais de aquecimento global, mas também o medo de que um dia a energia fóssil iria acabar. Com base nisso foram surgindo alternativas energéticas, como tirar energia do vento, do sol, da água e de resíduos orgânicos. Porém financeiramente falando, essas não eram das práticas mais atraentes, visto que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento eram muito altos e o retorno energético não era comparável a energia vinda do petróleo.

Suspeitando que este cenário esteja mudando, o The Brookings Institution fez um estudo que revelou os verdadeiros impactos econômicos da dita economia verde. Os resultados mostraram que no contexto global ela é tanto quanto favorável, principalmente em tempos de crise. Um dos aspectos que mais reforçam essa conclusão está sob a ótica da geração de empregos, onde foi constatado que a economia verde emprega mais pessoas do que a economia fóssil, segundo levantamento feito no país mais industrializado do mundo, os EUA. Além do mais, os empregos englobam uma grande faixa de níveis de escolaridade e produção.

A explicação disso na verdade é bem simples: à medida que os países se empenham em minimizar as emissões de gases do efeito estufa eles proporcionam um incentivo notável ao desenvolvimento de tecnologias limpas, o que de uma forma ou de outra movimenta a economia e impacta em ações para o desenvolvimento social da região em que se está atuando. Essas políticas energéticas contribuem para a disseminação e aceleração do emprego, diminuindo a taxa de desocupação e, conseqüentemente, reduzindo a desigualdade econômica.

O estudo traz ainda uma análise do retorno que os investimentos em novas formas de energia têm trazido, e faz boas referencias de como a energia limpa está sendo encarada não apenas dentro do aspecto ambiental, mas também como um negócio. Um negócio que por sinal é muito rentável e se enquadra dentro do mundo consumidor, onde a fruição de bens e serviços são os alicerces do mundo capitalista.

Tudo leva a se concluir que não é por nada que as notas de dinheiro são conhecidas como “verdinhas”. Brincadeiras a parte; por vezes se pode pensar no contraditório ao se dizer que as práticas de sustentabilidade são consumistas. O detalhe é que esses novos conceitos transcendem o padrão, rompem o tradicional e estabelecem novos parâmetros e, portanto, não se enquadram em nossa avaliação comum.

Essa nova visão de utilização da energia é uma questão de dimensões globais, que atinge o mais alto grau de importância na política mundial. Basta lembrar que os grandes acontecimentos da história do homem passam por marcos na busca energética: foi a energia que propiciou a revolução industrial, dando novas diretrizes a um mundo que até então era feudal; assim como é por disputas energéticas que se fazem as guerras nos dias de hoje. Com isso se exemplifica e evidencia o quão difícil será a transição de idéias em relação às matrizes energéticas, mesmo tendo em vista que agora os interesses financeiros e ecológicos não são tão conflitantes. Ainda assim, o que permanece é que a energia é o ponto de partida para o desenvolvimento humano e devemos achar um meio de se moldar de uma forma organizada e gradual aos novos padrões que estão se consolidando para abastecer as futuras gerações.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 05/09/2011


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Huntsman inova com fibra de carbono !!

Huntsman inova com fibra de carbono !!

Após intensas pesquisas de desenvolvimento de materiais compósitos, a Huntsman Advanced Materials, projetou iate de competição para regatas internacionais de alta performance, nomeado “CODE8”. Nesse projeto foram selecionados materiais específicos, entre eles a fibra de carbono, conforme as propriedades mecânicas e superficiais, além da possibilidade de confeccionar peças com alta precisão dimensional.

O casco e convés foram fabricados a partir de um molde, usando um sistema de cura a quente através do processo de infusão a vácuo. A colagem das partes do iate foi feita utilizando adesivo epóxi, apresenta boa resistência às intempéries e impermeabilidade à água.

A Huntsman salienta que o CODE8 foi fabricado nos mais altos padrões de qualidade, além disso, os estágios de desenvolvimento e de produção foram rápidos, sendo que o primeiro modelo do iate CODE8 teve sua fabricação finalizada em 4 meses.

Postado por: Matheus Daniel Pierozan em 23/08/2011


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A vez dos compósitos !?!?

A vez dos compósitos !?!?

A definição clássica de compósito é combinar dois materiais a nível macroscópico em pelo menos duas fases distintas para criar um material com propriedades superiores às dos materiais separados. Um exemplo tradicional de compósito termofixo, e que pode ser descrito de maneira bem simplificada, é a combinação de resina poliéster e fibra de vidro. As aplicações desses materiais se estendem por vários segmentos destacando-se principalmente nas áreas de transporte e infraestrutura. Esse setor da indústria de transformação está ganhando cada vez mais espaço e se desenvolvendo de forma exponencial no mundo. No Brasil a evolução apresentada não é diferente, sendo que o faturamento da indústria de compósitos termofixos no ano de 2010 foi de aproximadamente U$ 1.595 bilhões, além disso, o crescimento médio anual do faturamento desse setor da indústria nos últimos anos ronda a casa dos 11%. Apesar de milhões de toneladas serem transformadas anualmente em todo o mundo, sua representatividade em aplicações gerais ainda é baixa quando comparada com outros materiais como aço, madeira, alumínio, resinas termoplásticas, entre outros.

Há algumas barreiras que dificultam o desenvolvimento dos compósitos termofixos em substituir alguns materiais em determinados mercados, destacando-se a dificuldade em reciclar esses materiais. Hoje dar um destino nobre aos resíduos se tornou uma necessidade em todos os setores, não só pelos custos envolvidos em dispor imensas quantidades em aterros, mas também pela possibilidade de poder reaproveitá-los como matéria-prima. Ao contrário das resinas termoplásticas, as resinas termorrígidas apresentam reticulações entre as cadeias poliméricas e, por esse motivo, não podem ser simplesmente reprocessadas para gerar um novo produto. Além disso, os compósitos termofixos podem ser fabricados a partir de diferentes materiais: resinas diversas, vários tipos de reforços estruturais e outros componentes que podem ser incorporados ao compósito. Justamente pela possibilidade de se formular um compósito com infinitas combinações, perde-se em homogeneidade do resíduo, dificultando a reciclagem do mesmo.

Vendo essa problemática, a comunidade científica tem se empenhado fortemente na pesquisa e no desenvolvimento de técnicas de reciclagem para os compósitos termofixos. Hoje há basicamente dois tipos de reciclagem para esses materiais: a mecânica e a térmica. A reciclagem mecânica consiste basicamente na redução do tamanho do resíduo, transformando-o em pó ou em “novas fibras”, podendo ser reutilizados como reforço em novos produtos. Já a reciclagem térmica pode ser realizada da maneira tradicional empregada para os resíduos termoplásticos, ou seja, recuperar a energia contida nos compósitos termofixos a partir da queima dos mesmos, pois esses materiais apresentam poder calorífico semelhante ao do carvão de boa qualidade. Além disso, o resíduo sólido gerado pela queima pode ser empregado para a fabricação de cimento. Com certeza a reciclagem térmica é um processo mais sofisticado, atualmente está em desenvolvimento um processo para separar as fibras da resina do compósito em leito fluidizado utilizando o calor. Essa técnica produz fibras recicladas de alta qualidade, sendo que o foco está na recuperação de fibras que carbono, pois o custo no mercado destas fibras é elevado.

Analisando esse cenário, percebe-se a reciclagem dos compósitos termofixos ainda é um desafio, pois se esbarra em um custo ainda elevado e acaba perdendo em competitividade em relação a materiais concorrentes. Por outro lado, a produção desses compósitos está consolidada como uma alternativa viável quando se busca um produto cuja aplicação está relacionada com o desempenho e, em determinados mercados, com redução de custos. Sem dúvida, a indústria de compósitos termofixos deslanchará definitivamente no momento em que a reciclagem desses materiais se tornar uma realidade comercialmente viável...

Postado por: Matheus Daniel Pierozan em 09/08/2011


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O 'troco verde' do plástico

O 'troco verde' do plástico

A indústria plástica já foi (e ainda é) alvo de críticas da sociedade e organizações que pregam a sustentabilidade. Por diversos motivos, mas principalmente pela indústria usar uma fonte não renovável como matéria-prima e como fonte de energia. E os críticos abominam o plástico e toda sua forma de utilização. Mas é preciso que seja entendido que o plástico surgiu para atender às necessidades do consumidor e, atualmente, o seu uso é imprescindível na sociedade, desde embalagens de alimento até peças automotivas. Se hoje os automóveis são mais leves, isso se deve ao plástico. O que muitos esquecem é o fato de o plástico ser reciclável e os problemas causados pelo mesmo poderiam ser evitados ou amenizados quando, desde descartado e coletado de maneira correta, esse é transformado em outro bem. A ampla discussão das sacolas plásticas pode ser resumida em: a sacola plástica representa a minoria do lixo; o plástico utilizado na confecção da sacola é reciclável; usa-se a sacola para armazenar resíduos domésticos. Por que não usar?

Além disso, com a pressão não somente dos ecofriendly, mas também da sociedade em geral, as grandes empresas do setor estão voltando-se para a preocupação ambiental e dando o “troco verde”. É uma tendência geral que diversas empresas dos mais variados setores mostrem-se preocupadas e respondam agindo em prol do meio ambiente. Não pode deixar de ser visto como uma forte ação de marketing, mas é importante que seja avaliado como um avanço, do ponto de vista da gestão ambiental.

A produção do polietileno verde, fabricado a partir do etanol da cana de açúcar. Apesar de custar mais caro que a resina comum, o investimento precisa ser encarado a longo prazo e o polietileno verde está fazendo sucesso, prova disso é que a Braskem já anunciou investimento semelhante para o polipropileno verde. Recentemente, outra petroquímica importante, a Dow, anunciou que a fabricação de polímeros a partir da cana pode ser tão barata quanto a produção do plástico derivado do petróleo. Na mesma linha, a Dow anunciou que irá formar uma joint venture com a Mitsui para a fabricação de plásticos derivados da cana no Brasil. A DuPont já fabrica um polímero derivado da mesma planta e está inclusive fornecendo para a Toyota, que o utilizará em um carro híbrido da marca. A alemã Evonik também se mostrou preocupada com o meio ambiente e anunciou esse ano que reduziu suas emissões de CO2. A Lanxess anunciou que pretende produzir isobuteno a partir de recursos renováveis. A brasileira Petrom anunciou lançamento de plastificantes renováveis.

E a lista continua. O setor está se esforçando para ser observado com olhos mais atentos e compreensivos, o que se espera é que seja reconhecido.

Postado por: Marta Loss Drummond em 31/07/2011


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ONU prevê gasto de U$$ 76 tri para o 'Going Green'

ONU prevê gasto de U$$ 76 tri para o 'Going Green'

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório que prevê uma despesa de U$$ 1,9 trilhão anuais em sustentabilidade ambiental nos próximos 40 anos, totalizando 76 trilhões de dólares em investimentos. O relatório enfatiza a necessidade de se desenvolver urgentemente novas tecnologias de energia limpa, visando alcançar uma reforma tecnológica em larga escala, comparada a primeira revolução industrial.

Prevendo a repercussão negativa dos críticos na questão social, os autores do relatório se blindaram ao dizer que o incentivo ao “Going Green”, expressão usada para ações de incentivo ambiental, não é apenas um investimento em energia limpa. É um investimento que reflete na evolução social da humanidade, ajudando no combate a fome e a miséria. Muitos não entenderam essas afirmações, visto que o relatório não explica, tampouco menciona como esses recursos impactariam também no desenvolvimento social.

Para muitos as alegações da ONU geraram desconfiança. Um bom exemplo disso é quando no relatório se faz referencia ao fato de que 40% da população (2,7 bilhões de pessoas) dependem da biomassa para suas necessidades energéticas; usando essa informação para justificar e motivar os incentivos ao setor. O que não é mencionado é que 20% da população mundial sequer têm acesso a eletricidade. Outro ponto que o relatório deixa uma lacuna: a falta da definição exata para onde devem ir estes recursos. Estas lacunas no relatório acabam gerando interpretações negativas para tema tão importante.

De fato, imaginar um investimento anual de valor equivalente a metade do PIB da América Latina é uma comparação que assusta os economistas. Este estrondoso valor coloca em dúvida alguns estudiosos que já afirmam: será que os benefícios de se investir na sustentabilidade ambiental superam o custo de não o fazê-lo? Esta é a questão que não pode entrar na pauta... Para isto o relatório da ONU poderia ser mais claro... mais técnico.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 25/07/2011


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Biocombustíveis agora em aviões comerciais

Biocombustíveis agora em aviões comerciais

A ASTM (sigla em inglês para Sociedade Americana de Testes e Materiais) no dia 1° de julho aprovou o uso de blendas (mistura física de dois componentes) de biocombustíveis e combustíveis de aviões em vôos comerciais. Essa blenda agora pode conter até 50% de biocombustível em sua composição. Isto já era esperado pela maioria das empresas de aviação como Virgin, Lufthansa e KLM. Elas vinham, há tempos, testando essas blendas em vôos não comerciais.

No caso da KLM não foi nem esperado a notificação oficial da ASTM. Na semana anterior ao anuncio a KLM já estava estreando seu primeiro vôo comercial utilizando combustível de fonte renovável.

A questão que fica no ar é se realmente a utilização de biocombustíveis é o melhor caminho a seguir. Além do alto preço que esse tipo de combustível tem - Lufthansa anunciou que pagou mais que o dobro do combustível convencional – não se tem uma idéia ainda do impacto que a utilização em massa de combustíveis provenientes de plantas terá no meio ambiente. A própria Lufthansa só utilizará essa mistura de 50% em um dos dois motores de seu Airbus A321, permitindo comparar as performances dos combustíveis nas mesmas condições.

A Lufthansa, que utilizará a nova blenda por 6 meses em 8 de seus 28 vôos diários de 50 minutos em duas cidades da Alemanha, apesar de ter anunciado que esses seus vôos economizarão 1,500ton de CO2, admitem que o interesse da empresa é ter para o futuro recursos renováveis e sustentáveis e poder oferecer vôos a preços acessíveis a todos.

O importante agora é encontrar esse equilíbrio entre o combustível renovável e o proveniente de petróleo, não renovável. O problema se torna de otimização, encontrar o ponto onde é possível se obter baixas emissões de carbono sem afetar outras cadeias ligadas a esse tipo de combustível e conseguir tornar viável para as empresas aéreas a utilização do mesmo.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 13/07/2011


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fasfasd
Postado em: 26/07/2011

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Shale gas conquista a América (EUA) !!!

Shale gas conquista a América (EUA) !!!

Recentemente surgiram alguns rumores noticiados pelo New York Times sobre o shale gas ser a nova “bubble”, ou seja, afirmando que a crescente produção de gás natural a partir do xisto é insustentável e fraudulenta. Sendo que nessas matérias foram feitas comparações com casos famosos de fraudes, como os esquemas de Ponzi e da companhia Enron. Com certeza, essas publicações foram rechaçadas pelos executivos das grandes companhias de energia e pesquisadores do governo americano (EIA), pois há comprovações sobre os enormes investimentos dessas gigantes do setor energético no shale. Além disso, o preço do gás natural, uma vez considerado o mais volátil de todas as commodities, será mantido por décadas de estabilidade devido às grandes reservas já provadas. Contrastando fortemente com os valores atuais de US$ 4,55 por pé cúbico, o gás natural já chegou a apresentar cotações em torno de US$ 14 por pé cúbico. (Isso é muita diferença!)

Certamente os EUA não esperavam, há alguns anos, esse “efeito” de dimensões épicas na produção de gás natural. Entretanto, graças aos avanços na recuperação de trilhões de pés cúbicos de gás natural aprisionado sobre as formações de xisto, os EUA, possuem reservas suficientes para atender a demanda atual por mais de 100 anos. O shale gas começou a ser produzido desde 2000, principalmente no Texas, mas somente em 2006, com avanços tecnológicos suficientes, ele se difundiu por outros estados dos EUA. De 2006 a 2010, a produção americana cresceu em torno de 48% ao ano, e, de acordo com a EIA, a quantidade produzida de shale gas é esperada quadruplicar entre os anos de 2009 e 2035.

Com grandes reservas comprovas e técnicas de exploração mais eficientes para a produção de gás natural a partir do xisto, cada vez mais a indústria está apostando nessa commoditie para baixar os custos com energia quanto com matérias-primas. A indústria de fertilizantes é fortemente dependente do gás natural, e, no passado, muitas plantas foram fechadas ou transferidas para outros países devido à falta de competitividade que o gás natural apresentava nos EUA. A situação também voltou a ser favorável para as empresas produtoras de aço nos EUA, pois o gás natural pode ser utilizado tanto como combustível, quanto na redução direta do minério de ferro para a produção de aço de alta qualidade. Além da indústria, as residências serão providas de um combustível mais barato para poder aquecer os lares no inverno, sendo que é estimada economia anual de US$ 100 por ano para cada família americana.

Está mais do que claro que o shale gas americano se tornou uma significativa fonte de gás natural, mas acima de tudo, as perspectivas de grandes suprimentos e preço estável são muito boas para as empresas e para a população. E sem dúvida, o gás natural barato vai percolar pela economia americana de diversas maneiras cujos reflexos serão, de maneira geral, ainda mais positivos.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 01/07/2011


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