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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
Com o reaquecimento da economia mundial - mesmo com as desconfianças nas economias dos EUA e na zona do Euro - é visto como normal o aumento nas projeções do consumo do petróleo no mundo para 2011. Este ano o aumento da produção já será próximo a 3%. Segundo a Agência Internacional de Energia (sigla em inglês EIA), em 2010 teve-se o aumento de 130.000 barris consumidos diariamente, refletindo em uma produção diária média de 87,4 milhões de barris. Com este viés de alta no consumo, as projeções da EIA cresceram para 2011: aumento no consumo de 260.000 mil barris por dia para o ano de 2011. E foi projetada uma demanda de 93,4 milhões de barris por dia em 2015. Ou seja, viés de alta para o médio prazo também, apertando o balanco pelo lado da oferta até o meio da década.
O que está fazendo a EIA aumentar as suas projeções no consumo de petróleo no mundo. Não é somente a retomada (ainda incerta) da economia mundial. No curto prazo, as medidas de racionamento no sistema elétrico (com mais geradores consumido petróleo) tomadas na China e a onda de frio no hemisfério norte também também são fatores que fizeram os especialistas da EIA reconsiderarem as suas projeções. No médio prazo, a certeza que as fontes alternativas e renováveis de energia tem seus limites de custos e tempo para sua implementação, até mesmo com elevados subsídios.
Pensando que em 2050 seremos mais de 9 bilhões de pessoas espalhadas pelo planeta, para suprimir todos os tipos de demanda se fazem necessários muitos investimentos na parte de recursos humanos, energéticos e de desenvolvimento de novas tecnologias. Inclusive na indústria da exploração e refino de petróleo. A riqueza econônima do pré-sal no Brasil mostra que os investimentos em novas tecnologias e recursos humanos que a Petrobras fez quando petróleo estava abaixo de US$50 o barril... agora terão seus reflexos positivos para a empresa e para a economia do Brasil. Mas foram feitos investimentos... Isto toda a indústria brasileira tem que enxergar. Entender !!!
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