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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
A crise do início de 2009 continuará sendo financeira, com reflexos maiores na economia real. Em meados de 2009 teremos a crise do desemprego...Esta será muito séria e fará muitos países (ou todos) serem ainda mais protecionistas.
A taxa de desemprego nos EUA aumentou 0,2 pontos percentuais subindo para 6,7% em novembro passado, a mais alta desde outubro de 1993. No total são mais de 553 mil empregos perdidos no mês. Hoje há 3,2 milhões a mais de americanos desempregados do que há 1 ano atrás. O aumento do desemprego nos EUA e no mundo irá certamente afetar a confiança do consumidor e retrair a demanda e o consumo
dos produtos finais. A demanda pelos produtos petroquímicos também será afetada.
Tem um agregado econômico que pressiona os governos e os governantes, em todas as etapas da economia na história, a serem ou terem reflexos mais protecionistas nas economias dos seus países: o desemprego.
Assim, o discurso do ministro brasileiro Celso Amorim, na celebração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, semana passada em Genebra, que retomou com as bandeiras brasileiras do fim dos subsídios agrícolas dos países desenvolvidos e a ampliação dos organismos de decisão mundiais, ficará muito mais difícil em 2009. Por isso, concessões eventuais do Brasil têm que serem muito avaliadas em 2009.
Na política anticíclica o superávit primário é menor em tempos difíceis, para estimular a economia, e maior em épocas de prosperidade. Para atenuar os efeitos da crise global agora todos parecem estar defendendo uma política anticíclica para 2009/2010: de Mantega a Meirelles... e até o FMI. Foi preciso que o capitalismo americano sem impedimentos “fizesse água” para que o tema voltasse ao debate... mas, nas grandes crises ao longo da história econômica é assim mesmo que acontece.
O investimento no pré-sal é uma típica política anticíclica de caráter estrutural. Como a Petrobrás já contribui, em média, com 10% do superávit primário do governo federal, agora com a política anticíclica a ser implementada, está no momento da Petrobrás ser a âncora da virada. Ou seja, ser reduzida as suas amarras para uma maior liberação orçamentária da Petrobrás para viabilizar a pesquisa tecnológica no pré-sal. Isto sim é pensar em uma política anticíclica com resultados no curto prazo e com fundamentos no longo prazo, não ficando debatendo somente qual o preço do petróleo que viabiliza o pré-sal.
Agora é Keynes quem também manda lembranças.
Só gostaria de lembrar que a tendência heterodoxa do FMI não está relacionado a atual crise econômica. Esse viés iniciou-se ainda em 2004, somente há um aprofundamento dessa tendência. Como o próprio Strauss-Khan, diretor geral do fundo, na cúpula do G-20:" As economias -tanto avançadas como emergentes- que dispõem de marcos de política fiscal mais sólidos, estão em melhores condições de financiar a expansão fiscal..", ou seja, keynesianismo puro. Se isso dará certo ou não, existe uma grande dúvida no ar. O Certo que tudo está duvidoso!
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