Aliança Estratégia com IHS para América do Sul

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Cancún, México: mais uma tentativa...

Cancún, México: mais uma tentativa...

Muitos esforços têm sido feitos pela sociedade com relação ao meio ambiente...Mas está sendo o suficiente para evitar os eventos climáticos catastróficos ocorridos atualmente? Estes esforços têm sido relacionados com o combate com a fome e a miséria do mundo? A resposta é Não.

Tempestades e inundações estão destruindo toda a infraestrutura de cidades e acabando com plantações... A fome no mundo, mesmo com os recordes de produção e produtividade no campo, aumenta cada vez mais. A falta de alimentos e a restrição cada vez maior de energia afetam diretamente o desenvolvimento humano. Com essa preocupação está sendo realizada em Cancún, no México, uma conferência climática, a COP 16, envolvendo 194 países, cujo foco é a elaboração de estratégias de preservação florestal, controle de emissões de CO2 e adaptação ao aquecimento global. Ou seja, mais uma conferência global que não relaciona clima, poluição e falta de alimentos para quase metade da população mundial. A conferência de Cancún espera firmar um acordo para a criação de um fundo para o combate às conseqüências da mudança climática em países pobres e redução de emissões de carbono, como já tinha sido feito em Copenhague. Contudo, as expectativas que esse encontro resulte em soluções e medidas concretas são baixas, e com poucos resultados práticos para diminuir a fome no mundo e a sua relação com o clima.

As empresas já estão se movimentando, o capitalismo é rápido. Com a preocupação com as alterações climáticas e a falta de esforços internacionais, empresas como DuPont (fabricante de sementes) e a General Electric (fabricante de turbinas eólicas) estão desenvolvendo produtos para “ajudar” o mundo nessa adaptação. As destruições provocadas pelos desastres ambientais estão aumentando e as perdas cresceram mais de cinco vezes nas últimas décadas, os prejuízos chegam a US$ 30 bilhões por ano. Estima-se que esse é um mercado potencial de US$135 bilhões em 2030.

Há aqueles que afirmam que essa adequação é uma forma de lucrar com a adequação ao clima e digo que não estão errados.. Lembram do CFC e a camada de ozônio ???

Postado por: João Luiz Zuñeda em 30/11/2010


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EUA: (In)dependência energética ?!?!

EUA: (In)dependência energética ?!?!

Discute-se muito a necessidade de se ter uma fonte de energia menos poluente e com bom rendimento energético para abastecer a indústria, o transporte público e privado, como também as residências. No mundo, o gás natural, juntamente com as fontes de energia renovável, tornou-se uma promissora fonte de energia devido ao seu alto poder calorífico e a menor emissão de CO2.

Para se produzir 1 KWh de energia, o gás natural lança de 25% a 30% menos CO2 que a queima de petróleo e 40% a 50% menos que o carvão. Ou ainda, a mesma quantidade de energia elétrica gerada por 5 usinas que utilizam carvão podem ser substituídas pela combinação de 5 usinas movidas a gás com 9.000MW gerados por parques eólicos. Com esta modificação, pode-se emitir 60% a menos dos gases que causam o efeito estufa.

Na corrida pela independência energética, com reservas de aproximadamente 3 bilhões de metros cúbicos de "shale gas" (gás de xisto), os EUA merecem destaque...Nos últimos anos empresas americanas aprimoraram as técnicas de extração de gás natural, tornando o processo de perfuração economicamente viável. Contudo, o processo de retirada desse gás natural está tendo repercussão ambiental negativa, pois envolve a utilização de produtos químicos misturados à água. Essa técnica já é utilizada desde os anos 60.

Com a descoberta de reservas e exploração em áreas mais populosas como no Texas, Pensilvânia e New York, a discussão ambiental promete ficar mais acirrada e complexa, com até a proibição da prospecção do "shale gas" em alguns estados americanos.

Nesse contexto, percebe-se que o gás natural não é um substituto definitivo (sustentável) para o petróleo, mas sim, uma boa fonte energética de transição.... Pois no caso do "shale gas" americano ainda não está claro sob o ponto de vista ambiental os riscos que estão juntos com a sua exploração.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 26/11/2010


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Energia eólica nos EUA: nova bolha??

Energia eólica nos EUA: nova bolha??

Os norte-americanos estão tentando entender o que levou o crescimento da capacidade instalada de usinas eólicas a cair tanto de 2009 para 2010. Para a indústria, a culpa é exclusivamente do governo, que não se esforça para assumir posturas mais agressivas de maneira a alavancar o empreendimento.

Porém, para alguns especialistas, a teoria que vem ganhando força é de que a energia eólica não passa de uma bolha que demorou a eclodir. Se for levado em conta o apoio do governo, em 2010 os incentivos fiscais são superiores aos do ano passado. Neste ano, foram injetados US$ 2,7 bilhões destinados a projetos eólicos, contra US$ 1,9 bilhões investidos em 2009. Ainda, créditos à produção seguem em vigor até o final deste ano, o que deveria levar a indústria a tentar de qualquer maneira a aprovação de novos projetos para aproveitar o final do incentivo, como aconteceu em 2008. Conclui-se dessa maneira que falta de incentivo não é o problema.

Assim, a teoria mais aceita é de que a energia eólica ainda não está pronta para suprir a crescente demanda energética nos EUA. Apesar de ter se mantido em crescimento durante o período da crise, principalmente por ser uma das principais apostas dentre as alternativas limpas, a tecnologia ainda não evoluiu a ponto de manter a rentabilidade do negócio. Para se ter uma idéia, para gerar 7.000 MW de energia é necessária uma capacidade instalada de 20.000 MW. O investimento que tem que ser feito para suprir esta demanda é muito alto, fazendo com que no momento esta rota tecnológica ainda não seja viável. 

Será uma nova "bubble". Acredito que não!!!

Postado por: João Luiz Zuñeda em 11/11/2010


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