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Demanda de resinas vai crescer 8% em 2008

Demanda de resinas  vai crescer 8% em 2008

Os setores que até o momento mais demonstraram efeitos negativos da crise no Brasil, refletindo em quedas de produção, foram o automobilístico e o de eletrodomésticos / eletroeletrônicos. Tais segmentos consomem principalmente polipropileno e poliestireno. Em 2007 o consumo somado das duas resinas em tais segmentos foi da ordem de 200 mil toneladas.

Ambos os setores registraram crescimentos importantes nos últimos anos, sendo exemplos dos que foram fortemente beneficiados com a ampliação do crédito, um dos principais mecanismos que alavancou o crescimento do consumo do Brasil, deslocando inclusive, as maiores taxas de crescimento do consumo de bens não-duráveis para os bens duráveis.

Até o momento, um dos principais efeitos da crise no país foi a limitação do crédito e também a incerteza gerada em relação ao futuro, que faz com que as pessoas pensem muito mais antes de contraírem dívidas. A conseqüência natural de tal cenário, e que não surpreende, é que setores calcados justamente no crédito facilitado fossem os potencialmente mais afetados.

Vejamos mais de perto o setor automobilístico. O perfil de destino das vendas mudou de alguns anos para cá. Em 2005, a exportação respondeu por 35% da produção, enquanto que em 2008 – com dados acumulados até outubro, o percentual é de 21%. Ou seja, hoje o desempenho do setor está muito mais relacionado com o crescimento do mercado brasileiro que as vendas no exterior, embora não se possa desconsiderar a importância da exportação.

O setor de eletrodomésticos teve grande parte do crescimento dos últimos anos baseada em substituição de aparelhos – videocassete pelo DVD, TVs de tubo por TVs de tela plana, por exemplo. Antes mesmo de se tomar conhecimento na crise, o setor já estimava taxas de crescimento mais moderadas, uma vez que a base ficou maior. Porém, tal arrefecimento veio antes do previsto e com maior impacto. Por outro lado, esse é um dos setores que pode ser beneficiado com a desvalorização do real frente ao dólar, uma vez que a importação de tais produtos foi nos últimos anos uma limitação para um crescimento maior da produção local.

O Boletim Focus da semana de 21/11, divulgado pelo Banco Central estima para 2009 um PIB de 3% considerando o cenário atual. Ou seja, a previsão continua sendo de crescimento, porém menor. Considerando as estimativas anteriores, que eram de 5% a 6%, é natural que os planos de investimentos sejam revisados. Até o momento, as ações que as empresas de tais setores estão realizando no país são em função de ajuste da produção a esse novo cenário. Assim, é esperado que nos primeiros meses de tais adequações se observe queda na produção, o que não irá comprometer os bons resultados de crescimento em 2008. Tais resultados irão refletir no consumo de resinas termoplásticas que, considerando o crescimento dos setores demandantes de tal matéria-prima, calculamos que será em torno de 8% em 2008 - percentual para o total de PE’s, PP, PS e PVC.

A crise poderia ter impactos mais agressivos - bem mais demorados de serem sanados - caso outros indicadores como a taxa de desemprego e por conseqüência, o consumo das famílias estivessem comprometidos. Mas o governo brasileiro, assim como observado na China, por exemplo, está realizando medidas com o intuito justamente de manter tais indicadores nos níveis positivos de hoje. Além disso, medidas em relação à manutenção da oferta de crédito também estão sendo realizadas. Ainda, imagina-se que nos primeiros meses de 2009 o cenário em relação à crise estará mais claro, o que pode eliminar a incerteza atual no momento do consumo – que dará lugar ao melhor entendimento dos reflexos da crise.

Assim, estimamos também um cenário de crescimento para 2009, e especialmente para o caso das resinas, nossa expectativa é de 6,5% na demanda, que considera a produção somada às importações. Portanto, as taxas em 2009 serão menores, é verdade, mas estaremos crescendo, o que não deixa de ser uma ótima notícia, considerando a recessão já confirmada nos EUA e em alguns países da Europa.

Postado por: Tais Sozo Marcon em 28/11/2008


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Preço da nafta mais competitivo

Preço da nafta mais competitivo

Onde? Não é no Brasil. É nos EUA. Com a grande queda do preço do petróleo no mercado americano as refinarias da região do Golfo do México, no Texas, estão produzindo mais nafta petroquímica.

As petroquímicas nos EUA consomem, em média, 50% de etano do gás natural e 50% de nafta do refino do petróleo. Com a queda do preço do petróleo WTI (West Texas Intermediate) de U$133 o barril em julho para U$48 o barril na semana passada as refinarias começaram a olhar a nafta petroquímica como alternativa nestes últimos meses.

Mas onde está a lógica nesta mudança? Está no preço relativo da nafta (do petróleo) e etano (do gás natural). Em 2008 o WTI médio será próximo a U$101 e em 2009 temos uma previsão de U$63, queda de 37%. Já o gás natural Henry Hub, matéria-prima do etano no Texas, o previsto para 2008 é de U$9,2/mcf e para 2009 de U$6,8/mcf. Agora queda de 26%.

Ficou mais competitivo produzir, nos EUA, polietilenos de nafta petroquímica ao invés de etano do gás natural. Então a relação que mostramos antes de 50/50 nafta-etano agora vai pender para o lado da nafta.

 

Postado por: João Luiz Zuñeda em 23/11/2008


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Efeitos da Crise na Petroquímica

Efeitos da Crise na Petroquímica

A indústria petroquímica brasileira está atenta aos movimentos da economia e do mercado. A crise da economia mundial já teve reflexo na produção de algumas empresas. Em geral as cotações das matérias-primas e alguns intermediários no Brasil demoram um pouco mais para refletir a tendência internacional. As fórmulas de preços quase sempre têm uma defasagem de pelo menos um mês sobre a referência internacional. Isto, combinado com a desvalorização do real, tem segurado os preços em reais no Brasil, apesar da queda generalizada dos preços internacionais.
As cotações em dólares no Brasil também caíram em outubro, porém a maior parte dos negócios é realizada na moeda corrente. O preço da principal matéria-prima petroquímica brasileira, a nafta, desabou em novembro, o que não ocorreu com os seus derivados nem com os do gás natural. Com isso, as empresas não integradas com suas matérias-primas, bem como aquelas cuja rota de produção é o gás natural, apresentaram forte queda em suas margens, já que não conseguem repassar o custo da matéria-prima nos preços de seus produtos.
A conseqüência é a redução de nível operacional, já verificada nos negócios de poliolefinas e poliestireno. Não estaria na hora da indústria repensar a questão da precificação de matérias-primas no Brasil, de acordo com a nova dinâmica do negócio? Afinal, é nos momentos de crise que devem ser buscadas oportunidades.

Postado por: Solange Stumpf em 07/11/2008


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Andre Vieira
Postado em: 21/11/2008

Gostaria de cumprimentar a equipe toda da Maxiquim pela excelente reformulação do site - não há dúvida que passou a ser uma leitura obrigatória. Abraços, André Vieira




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