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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
NÃO, mas aprofundar a discussão na sociedade é o caminho. Muitos analistas e economistas brasileiros afirmam que com o petróleo futuro podendo chegar a U$50 o barril no pico da crise e a maior aversão ao risco para investimentos este será o cenário para postegar e até inviabilizar investimentos nos campos do pré-sal para os próximos anos.
O foco atual não deve ser este...mas o que isto realmente pode significar para o crescimento sustentado da nossa economia com a eficiente utilização das riquezas do pré-sal e o modo de como viabilizá-las economicamente e socialmente. Estas são as questões prementes a serem discutidas. No coração da crise de confiança mundial para investimentos no curto prazo, temos que discutir com profundidade estas questões, nos antecipando os movimentos de pós-globalização que virão depois desta crise internacional.
É o momento propício de discutirmos o planejamento e as regras para investimento no pré-sal com petróleo podendo chegar a U$50 o barril no curto prazo...se vamos alterar as regras do jogo...como e de que forma...suas consequências. O petróleo deverá se estabilizar em patamares de U$70 já a partir do ano que vem, mesmo com o aprofundamento da crise da economia real nos EUA e Europa...e todo novo grande investimento pressionará este valor para baixo.
Temos que entender muito bem que com petróleo caro nos últimos anos o que realmente aconteceu nas economias de muitos países produtores de petróleo e seus reflexos no atual cenário de crise mundial:
- a Arábia Saudita, maior exportadora mundial, acumulará um superávit de U$138 bilhões em 2008, 40% maior que do ano passado. Tudo graças ao petróleo acima de U$100 em 2008...No entanto, estima-se que o país necessita de petróleo a U$55 para garantir a estabilidade macroeconômica com a crise atual. Este preço é mais que o dobro que era necessário a 8 anos atrás.
- na Venezuela este valor já é de U$95 para garantir estabilidade, principalmente depois dos processos de nacionalização de diversos setores. Este preço de petróleo é três vezes maior que era necessário a 8 anos atrás.
- Na Rúsiia o preço que consta do orçamento do governo é similar ao da Venezuela (U$95) e no Irã próximo ao da Arábia Saudita (U$55).
- os EUA não exploram as suas reservas de petróleo no seu limite guardando-as para o futuro e enviam U$700 bilhões por ano para os países produtores, muitos deles não gostam dos americanos e até são acusados de terrorismo por eles.
Esta é a questão...o pré-sal será definidor de resultados macroeconômicos e sua eficiente utilização será estratégica para a economia do Brasil por décadas...tanto para resultados de política energética como políticas sociais...assim com o petróleo podendo chegar a U$50 no curto prazo...agora é o momento de aprofundarmos a discussão de estratégias de longo prazo no âmbito da sociedade brasileira.
Como relata em seus artigos o Prêmio Nobel de Economia de 2001 Michael Spence: "... as economias podem aprender com mais rapidez do que podem inventar, portanto países menos desenvolvidos podem alcançar expansão muito maior do que a exibida pelos atuais países industrializados quando estes estavam tornando-se mais prósperos." E o papel da Petrobras é estratégico...fundamental..neste cenário do pré-sal: apreende e também desenvolve tecnologia como os países industrializados em exploração de águas profundas.
O que você acha? Dê a sua opinião para aprofundarmos a discussão.
“Crise? Que crise?”, me perguntava um industrial do setor. De fato, a economia real brasileira ainda mostra bons indicadores. Um bom termômetro da economia pelo lado da demanda no Brasil é a venda de automóveis. Ainda que se imagine uma desaceleração pela frente, as vendas de setembro reportadas pela ANFAVEA mostraram dados muito positivos, com vendas cerca de 32% acima do mesmo período de 2007 e 10% maiores que em agosto...mas as fábricas já estão falando em férias coletivas para seus funcionários.
Na verdade, o ponto é: quando e com que força os efeitos da crise de crédito global vão chegar à economia real brasileira? E quais os prováveis efeitos sobre o mercado de resinas e produtos plásticos? Arrisco a elencar algumas possibilidades:
- O crédito internacional ficará mais escasso e caro, por algum tempo.
- As matérias-primas deverão sofrer redução dos preços em dólares no Brasil. O ritmo das importações vai diminuir, tanto de resinas, como de produtos transformados. As exportações também poderão se tornar mais atraentes.
- Os projetos de investimento poderão ser atrasados ou cancelados. Alguns projetos poderão ter maiores dificuldades para aprovação de financiamento, ou as mais rígidas exigências podem tornar alguns inviáveis. As empresas mais capitalizadas ou menos alavancadas terão aí um diferencial competitivo importante.
- Nos setores de bens não-duráveis (indústria de alimentos, bebidas, cosméticos, por exemplo), não se imagina maiores sustos, pois têm maior correlação com a renda média das famílias brasileiras e níveis de emprego. Esses dois indicadores têm ainda mostrado muito fôlego.
De sorte que é bem provável algum impacto sobre a demanda de produtos plásticos. Mas também é verdade que parte da demanda que vinha sendo suprida por importações passe a ser fornecida localmente. No final das contas, vemos com cautela o cenário de médio-prazo, mas persistimos otimistas. Cautelosamente otimistas.
Cara Cinthia Klippel, O preço da nafta segue contratos com fórmulas de preços que têm a nafta européia como referência. Para você ter uma idéia, a nafta na Europa já caiu cerca de 50% em relação ao pico de julho, mais ou menos o mesmo percentual de queda do preço do petróleo. Porém, essa fórmula tem uma outra variável que é a taxa de câmbio. Como a nafta é cotada em dólares, precisa ser convertida para reais. Como a taxa de câmbio está muito volátil, ainda é incerta a tendência de médio-prazo. Mas de fato a nafta já caiu (pouco) em outubro e deve cair (bem mais) em novembro, pelo menos essa é a tendência hoje. Já o impacto sobre o preço das resinas pode demorar um pouco mais, pois os produtores deverão esperar essas variáveis todas se acomodarem para tomar uma decisão mais firme de baixar os preços ou não. Nesse mês notamos tendências mistas, com algumas resinas subindo (PVC, PET e PS), outras caindo (PEBD) e outras estáveis (PEAD, PEBDL e PP).
Otávio, você acredita que com a queda do preço do petróleo, a Petrobrás vai reduzir o preço da nafta? E as petroquimicas, vão repassar redução de preço às resinas termoplasticas?
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