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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
Não há dúvida que essa década está sendo marcante na história do Brasil. O país é hoje referenciado internacionalmente pela estabilidade econômica e política, a força de suas instituições e, mais recentemente, de suas empresas. De tempos em tempos há uma empresa brasileira tornando-se player mundial em algum tipo de produto. Há diversos exemplos: do agronegócio à aviação; do petróleo à cerveja; dos bancos à mineração.
Nós, que conhecemos o país, às vezes somos críticos de parte ou partes de um determinado modelo de desenvolvimento. Já os estrangeiros, passaram a admirar o que está acontecendo aqui, ainda que tenham seus próprios pontos de vista sobre um ou outro tema, sem deixar de perceber que o todo vai bem.
O Brasil hoje tem assento nos principais fóruns globais sobre qualquer assunto relevante. Isso aumenta o grau de exposição. Não foi por acaso que o presidente deposto de Honduras se refugiou em nossa embaixada. Não haveria tamanha repercussão se o refúgio fosse em um país sem tanta visibilidade.
Estamos sendo observados de perto e de longe. As estratégias dos grandes players mundiais, nos âmbitos políticos e empresariais, contemplam ao menos uma referência ao Brasil. Bem diferente de poucos anos atrás, quando éramos incluídos no grupo do “Rest of the World”.
Também a petroquímica brasileira desatou seus nós em poucos anos, livrou-se de gargalos societários e operacionais. Buscou a integração, primeiro entre monômeros e polímeros. Mais recentemente, com seu enorme peso econômico, a Petrobras se tornou um elo a mais nessa integração.
Nós brasileiros às vezes nem percebemos o que está ocorrendo aqui, pois vamos aos poucos absorvendo, entendendo e nos adequando.
Mas os estrangeiros, vizinhos ou não, percebem com clareza que o país mudou, e com ele a indústria petroquímica. Houve um tempo em que se achava que a internacionalização das empresas brasileiras era sinônimo de aventura. Hoje é uma tendência inexorável. Não parece haver dúvida que o país terá as empresas líderes na região também nessa área. E os vizinhos já estão se preparando para isso.
As exportações brasileiras de polietilenos (PE's) e polipropileno (PP) acumuladas até agosto deste ano já somam 879 mil toneladas, um crescimento de 77% em relação a 2008, e com força para chegar a marca de 1 milhão antes do final do ano.
Esta marca mostra a força da petroquímica brasileira no continente latino americano: o que o Brasil está exportando de PE's e PP é maior que os mercados de muitos países da região. Esta marca de 1 milhão de toneladas exportadas está sendo alcançada graças a integração empresarial que aconteceu e deu força a petroquímica brasileira nos últimos anos, com a participação decisiva da Petrobras.
O Brasil está exportando resinas petroquímicas e não petróleo, agregando valor na cadeia do petróleo, gerando divisas na balança comercial setorial... e resultados positivos para o acionista Petrobras nas petroquímicas Braskem e Quattor em que participa. Todos ganham, o Brasil, as empresas e seus acionistas.
Esta fórmula ganha-ganha de exportação de resinas tem que ser mantida e fortalecida, com atuação constante das empresas brasileiras em mercados competitivos como o europeu e o asiático. Assim fortalecerá os novos emprendimentos do COMPERJ e da nova era dos investimentos petroquímicos do pré-sal, dando competitividade para a indústria no Brasil ser um player global.
O próximo passo será fortalecer os clientes desta indústria... as empresas de transformação de plástico... mas este é um tema para um próximo blog.
Segundo o EIA, a previsão para os próximos dois trimestres de 2009 ainda não é animadora. Esse longo período de quedas no setor ocorreram apenas 2 vezes na história. A primeira delas na metade dos anos 70 e a segunda no inicio dos anos 80.
No primeiro trimestre de 2009 o consumo mundial de petróleo reduziu em 3,5 milhões de barris por dia. E a estimativa é que o ano de 2009 feche 2,1% menor que 2008, o equivalente a 1,8 milhões de barris diários em 2009.
Já está on line na web o novo site do QuiMax. A parceria de mais de 7 anos entre a MaxiQuim e a empresa americana Intellichem cada vez com mais novidades e qualidade de informação.
O novo site está muito mais dinâmico e fácil de ser navegado. Você pode obter informações de mercado e de preços de resinas dos mercados no Brasil, Argentina, México e Venezuela com muita agilidade e, mais importante, confiabilidade.
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E não esqueça de colocar na sua agenda o evento promovido pela MaxiQuim e Intellichem em Houston, Texas. Será no dia 26 de março de 2010:
Third Latin America Petrochemical Networking Meeting
Porto Alegre | Rio de Janeiro | São Paulo
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