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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica

O 'troco verde' do plástico

O 'troco verde' do plástico

A indústria plástica já foi (e ainda é) alvo de críticas da sociedade e organizações que pregam a sustentabilidade. Por diversos motivos, mas principalmente pela indústria usar uma fonte não renovável como matéria-prima e como fonte de energia. E os críticos abominam o plástico e toda sua forma de utilização. Mas é preciso que seja entendido que o plástico surgiu para atender às necessidades do consumidor e, atualmente, o seu uso é imprescindível na sociedade, desde embalagens de alimento até peças automotivas. Se hoje os automóveis são mais leves, isso se deve ao plástico. O que muitos esquecem é o fato de o plástico ser reciclável e os problemas causados pelo mesmo poderiam ser evitados ou amenizados quando, desde descartado e coletado de maneira correta, esse é transformado em outro bem. A ampla discussão das sacolas plásticas pode ser resumida em: a sacola plástica representa a minoria do lixo; o plástico utilizado na confecção da sacola é reciclável; usa-se a sacola para armazenar resíduos domésticos. Por que não usar?

Além disso, com a pressão não somente dos ecofriendly, mas também da sociedade em geral, as grandes empresas do setor estão voltando-se para a preocupação ambiental e dando o “troco verde”. É uma tendência geral que diversas empresas dos mais variados setores mostrem-se preocupadas e respondam agindo em prol do meio ambiente. Não pode deixar de ser visto como uma forte ação de marketing, mas é importante que seja avaliado como um avanço, do ponto de vista da gestão ambiental.

A produção do polietileno verde, fabricado a partir do etanol da cana de açúcar. Apesar de custar mais caro que a resina comum, o investimento precisa ser encarado a longo prazo e o polietileno verde está fazendo sucesso, prova disso é que a Braskem já anunciou investimento semelhante para o polipropileno verde. Recentemente, outra petroquímica importante, a Dow, anunciou que a fabricação de polímeros a partir da cana pode ser tão barata quanto a produção do plástico derivado do petróleo. Na mesma linha, a Dow anunciou que irá formar uma joint venture com a Mitsui para a fabricação de plásticos derivados da cana no Brasil. A DuPont já fabrica um polímero derivado da mesma planta e está inclusive fornecendo para a Toyota, que o utilizará em um carro híbrido da marca. A alemã Evonik também se mostrou preocupada com o meio ambiente e anunciou esse ano que reduziu suas emissões de CO2. A Lanxess anunciou que pretende produzir isobuteno a partir de recursos renováveis. A brasileira Petrom anunciou lançamento de plastificantes renováveis.

E a lista continua. O setor está se esforçando para ser observado com olhos mais atentos e compreensivos, o que se espera é que seja reconhecido.

Postado por: Marta Loss Drummond em 31/07/2011


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ONU prevê gasto de U$$ 76 tri para o 'Going Green'

ONU prevê gasto de U$$ 76 tri para o 'Going Green'

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório que prevê uma despesa de U$$ 1,9 trilhão anuais em sustentabilidade ambiental nos próximos 40 anos, totalizando 76 trilhões de dólares em investimentos. O relatório enfatiza a necessidade de se desenvolver urgentemente novas tecnologias de energia limpa, visando alcançar uma reforma tecnológica em larga escala, comparada a primeira revolução industrial.

Prevendo a repercussão negativa dos críticos na questão social, os autores do relatório se blindaram ao dizer que o incentivo ao “Going Green”, expressão usada para ações de incentivo ambiental, não é apenas um investimento em energia limpa. É um investimento que reflete na evolução social da humanidade, ajudando no combate a fome e a miséria. Muitos não entenderam essas afirmações, visto que o relatório não explica, tampouco menciona como esses recursos impactariam também no desenvolvimento social.

Para muitos as alegações da ONU geraram desconfiança. Um bom exemplo disso é quando no relatório se faz referencia ao fato de que 40% da população (2,7 bilhões de pessoas) dependem da biomassa para suas necessidades energéticas; usando essa informação para justificar e motivar os incentivos ao setor. O que não é mencionado é que 20% da população mundial sequer têm acesso a eletricidade. Outro ponto que o relatório deixa uma lacuna: a falta da definição exata para onde devem ir estes recursos. Estas lacunas no relatório acabam gerando interpretações negativas para tema tão importante.

De fato, imaginar um investimento anual de valor equivalente a metade do PIB da América Latina é uma comparação que assusta os economistas. Este estrondoso valor coloca em dúvida alguns estudiosos que já afirmam: será que os benefícios de se investir na sustentabilidade ambiental superam o custo de não o fazê-lo? Esta é a questão que não pode entrar na pauta... Para isto o relatório da ONU poderia ser mais claro... mais técnico.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 25/07/2011


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Biocombustíveis agora em aviões comerciais

Biocombustíveis agora em aviões comerciais

A ASTM (sigla em inglês para Sociedade Americana de Testes e Materiais) no dia 1° de julho aprovou o uso de blendas (mistura física de dois componentes) de biocombustíveis e combustíveis de aviões em vôos comerciais. Essa blenda agora pode conter até 50% de biocombustível em sua composição. Isto já era esperado pela maioria das empresas de aviação como Virgin, Lufthansa e KLM. Elas vinham, há tempos, testando essas blendas em vôos não comerciais.

No caso da KLM não foi nem esperado a notificação oficial da ASTM. Na semana anterior ao anuncio a KLM já estava estreando seu primeiro vôo comercial utilizando combustível de fonte renovável.

A questão que fica no ar é se realmente a utilização de biocombustíveis é o melhor caminho a seguir. Além do alto preço que esse tipo de combustível tem - Lufthansa anunciou que pagou mais que o dobro do combustível convencional – não se tem uma idéia ainda do impacto que a utilização em massa de combustíveis provenientes de plantas terá no meio ambiente. A própria Lufthansa só utilizará essa mistura de 50% em um dos dois motores de seu Airbus A321, permitindo comparar as performances dos combustíveis nas mesmas condições.

A Lufthansa, que utilizará a nova blenda por 6 meses em 8 de seus 28 vôos diários de 50 minutos em duas cidades da Alemanha, apesar de ter anunciado que esses seus vôos economizarão 1,500ton de CO2, admitem que o interesse da empresa é ter para o futuro recursos renováveis e sustentáveis e poder oferecer vôos a preços acessíveis a todos.

O importante agora é encontrar esse equilíbrio entre o combustível renovável e o proveniente de petróleo, não renovável. O problema se torna de otimização, encontrar o ponto onde é possível se obter baixas emissões de carbono sem afetar outras cadeias ligadas a esse tipo de combustível e conseguir tornar viável para as empresas aéreas a utilização do mesmo.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 13/07/2011


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fasfasd
Postado em: 26/07/2011

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Shale gas conquista a América (EUA) !!!

Shale gas conquista a América (EUA) !!!

Recentemente surgiram alguns rumores noticiados pelo New York Times sobre o shale gas ser a nova “bubble”, ou seja, afirmando que a crescente produção de gás natural a partir do xisto é insustentável e fraudulenta. Sendo que nessas matérias foram feitas comparações com casos famosos de fraudes, como os esquemas de Ponzi e da companhia Enron. Com certeza, essas publicações foram rechaçadas pelos executivos das grandes companhias de energia e pesquisadores do governo americano (EIA), pois há comprovações sobre os enormes investimentos dessas gigantes do setor energético no shale. Além disso, o preço do gás natural, uma vez considerado o mais volátil de todas as commodities, será mantido por décadas de estabilidade devido às grandes reservas já provadas. Contrastando fortemente com os valores atuais de US$ 4,55 por pé cúbico, o gás natural já chegou a apresentar cotações em torno de US$ 14 por pé cúbico. (Isso é muita diferença!)

Certamente os EUA não esperavam, há alguns anos, esse “efeito” de dimensões épicas na produção de gás natural. Entretanto, graças aos avanços na recuperação de trilhões de pés cúbicos de gás natural aprisionado sobre as formações de xisto, os EUA, possuem reservas suficientes para atender a demanda atual por mais de 100 anos. O shale gas começou a ser produzido desde 2000, principalmente no Texas, mas somente em 2006, com avanços tecnológicos suficientes, ele se difundiu por outros estados dos EUA. De 2006 a 2010, a produção americana cresceu em torno de 48% ao ano, e, de acordo com a EIA, a quantidade produzida de shale gas é esperada quadruplicar entre os anos de 2009 e 2035.

Com grandes reservas comprovas e técnicas de exploração mais eficientes para a produção de gás natural a partir do xisto, cada vez mais a indústria está apostando nessa commoditie para baixar os custos com energia quanto com matérias-primas. A indústria de fertilizantes é fortemente dependente do gás natural, e, no passado, muitas plantas foram fechadas ou transferidas para outros países devido à falta de competitividade que o gás natural apresentava nos EUA. A situação também voltou a ser favorável para as empresas produtoras de aço nos EUA, pois o gás natural pode ser utilizado tanto como combustível, quanto na redução direta do minério de ferro para a produção de aço de alta qualidade. Além da indústria, as residências serão providas de um combustível mais barato para poder aquecer os lares no inverno, sendo que é estimada economia anual de US$ 100 por ano para cada família americana.

Está mais do que claro que o shale gas americano se tornou uma significativa fonte de gás natural, mas acima de tudo, as perspectivas de grandes suprimentos e preço estável são muito boas para as empresas e para a população. E sem dúvida, o gás natural barato vai percolar pela economia americana de diversas maneiras cujos reflexos serão, de maneira geral, ainda mais positivos.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 01/07/2011


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