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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica

Após e eclosão da crise em setembro de 2008, uma das principais políticas adotadas em cada país foi o aumento dos gastos públicos, em proporções inéditas. A medida em si está de acordo sob o ponto de vista dos ciclos econômicos: em cenários de queda na demanda, aumentar o gasto público é sensato, assim como realizar políticas fiscais de estímulo ao consumo interno. A principal dificuldade nesse caso é de ordem temporal: qual o melhor momento de intervir com tais políticas, e depois, qual o melhor momento para encerrá-las?
Recentemente houve o encontro do G20 para a discussão do tema, no qual os países industrializados com fortes desequilíbrios nas contas públicas concordaram em reduzir pela metade seus déficits no orçamento até 2013 e estabilizar ou reduzir a relação entre dívida pública e o PIB de cada país até 2016.
Ainda há o debate em função das decisões, uma vez que, embora tais países encontrem-se com altos níveis de déficits públicos, eles ainda apresentam sinais da recessão, como por exemplo altas taxas de desemprego, indicando não ser o melhor momento para encerrar as políticas de incentivo à demanda e nem para promover medidas de cunho ortodoxo que levam à redução do défict público.
As medidas de retirada dos incentivos são empregadas quando determinada economia já mostra sinais claros de recuperação, o que não não parece ser o caso atual. Não há prazos determinados para o final de cada recessão, o que dificulta estabelecer prazos nas metas de redução de défictis públicos. O controle do défict é sim muito importante, porém, o grau de ajuste deve ser avaliado em cada contexto e monitorando-se outras variávies, como desemprego, por exemplo.
As consequencias de tais ajustes serão sentidas na economia mundial, com a redução do PIB. Para os países emergentes como o Brasil, talvez a principal seja em relação ao fluxo comercial. No cenário de ajuste, os países emergentes têm a moeda valorizada, e a importação tende a crescer, enquanto o contrário ocorre para os países ricos. Assim, nesse período, as empresas brasileiras que possuem excedentes para exportação sentirão o impacto de forma mais direta , uma vez que a concorrência com produtos importados tende a aumentar, e o mercado para exportação estará mais concorrido.
O crescente mercado interno brasileiro tende a ser mais disputado mundialmente e as empresas exportadoras terão que ser ainda mais competitivas. Tarefa que pode ser árdua num momento em que as importações já são crescentes em função de um mercado interno aquecido e de taxas de juros crescentes. No Brasil pós crise, os incentivos ao consumo interno precisam dar lugar aos incentivos ao investimeno privado bem como a uma agenda de reformas, para que o Brasil consiga ser o principal beneficiado do seu próprio crescimento.
É interessante a opinião de que a intervenção do estado se faz presente de forma correta e eficaz nos momentos de crise global. Se eu não fosse economista diria que se trataria de um momento especial e oportuno para se colocar a sujeira para debaixo do tapete, mas como não se trata disso e eu não sou político também concordo com as intervenções sim. Não vejo em situações normais governos capazes de tomar decisões não convencionais viáveis para a solução de problemas como falta de produtos e desequilíbrios da balança comercial de seus países.
De acordo com um estudo feito nos EUA, o gás natural dobrará a sua participação na matriz energética americana nas próximas décadas, passando dos atuais 20% para 40% do mercado de energia. Segundo o relatório, o gás substituirá parcialmente o uso do carvão por dois motivos principais: 1) reservas abundantes de gás natural e 2) menor nível de emissão de CO2 que o carvão. Algumas companhias afirmam que a migração do carvão para o gás natural já começou, simplesmente pelo fato de ser mais fácil atingir as especificações de qualidade do ar com a queima deste combustível.
No entanto, uma maior utilização deste combustível fóssil nos EUA pode ser dificultada se leis mais restritivas em relação às emissões de gases do efeito estufa forem aprovadas - como quer o atual presidente Barack Obama. Mesmo o gás natural sendo o combustível fóssil menos poluente, ele ainda é intensivo demais em carbono para ser utilizado sem nenhuma espécie de captura de CO2.
Em escala global, a projeção das reservas de gás natural recuperável existentes é suficiente para cerca de 150 anos nas atuais taxas de consumo. Já nos EUA, a quantidade de gás natural recuperável é de 92 vezes o consumo do ano passado. Boa parte dessas reservas é de gás natural não convencional, principalmente o 'shale gas'.
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