Aliança Estratégia com IHS para América do Sul

Maxi BLOG

O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica

Alasca e shale gas: independência energética dos EUA ?! Mudanças estruturais!!

Alasca e shale gas: independência energética dos EUA ?! Mudanças estruturais!!

Os esforços feitos pela NPRA (Associação Americana de Refinadores e Produtores Petroquímicos ) para aumentar os recursos energéticos dos EUA, vindo eles do shale gas ou do Alasca, estão dando resultados. O NPRA já vem discutindo com o Congresso Americano uma proposta de nova legislação - e que está prestes a ser aprovada - para acelerar a abertura da produção de petróleo e gás natural no Alasca. Com o fim dos atrasos burocráticos que interferiam em toda logística envolvida para o petróleo e gás, o suprimento destas commodities aumentará consideravelmente nos EUA.

As estimativas da riqueza dessas reservas no Alasca são excelentes, situam-se em torno de 2,7 bilhões de barris de petróleo e aproximadamente 114,3 trilhões de pés cúbicos de gás natural. Já foram construídas 800 milhas de tubulações para o transporte, mas produção precisa ser muito maior do que a atual para poder manter essas linhas operando economicamente. Isto até agora não foi possivel devido a legislação ambiental existente. Caso esta legislação não mude, o transporte de petróleo e gás natural por esses dutos será interrompido e o resultado seria a falta de suprimentos para as refinarias e plantas químicas localizadas nos estados do oeste dos EUA.

Com a exploração dos recursos naturais no Alasca e do shale gas, o grande beneficiário é a economia americana ( e as indústrias químicas) que conseguirá combater as importações de petróleo. Isto sem mencionar no papel de complementação aos combustíveis fósseis oferecidos pelos combustíveis renováveis como a energia eólica e do etanol de milho. Percebe-se que esse cenário é mais do que promissor para os EUA e representa uma virada no setor energético desse país nunca visto...

Será a independência energética dos EUA dos países do Golfo Arábico e da Venezuela??

Postado por: João Luiz Zuñeda em 20/06/2011


Enviar comentário Comentários (0)

BP Statistical Review of World Energy: China ultrapassa EUA

BP Statistical Review of World Energy: China ultrapassa EUA

Os dados apresentados no último "BP Statistical Review of World Energy" são extremamente esclarecedores. A crise de 2008/09 freou o crescimento econômico global e, entre outro efeitos, impactou sobre o consumo de energia, principalmente da indústria. O cenário atual já está modificado e o consumo energético atual supera as mais altas taxas de crescimento nunca vistas desde a crise do petróleo de 1973. A atividade econômica mundial também está superando as expectativas, conduzida, principalmente, pelas economias em desenvolvimento. Esses países emergentes têm um forte representante, a China, cujo consumo energético cresceu 11,2% no ano de 2010, ultrapassando os EUA, e ocupando a posição de maior consumidor de energia do mundo.

O petróleo continua sendo o líder dos combustíveis utilizados no mundo no ano de 2010, compreendendo 33,6% do consumo total no planeta, entretanto, por 11 anos seguidos ele continua perdendo espaço no mercado mundial para outros combustíveis. Seu consumo continua crescendo, contudo esse aumento acontece de forma mais desacelerada que outros combustíveis. A China apresentou o maior incremento por nação. Além do aumento global na utilização, os preços de petróleo também sofreram altas recordes nos últimos anos.

Entre outros combustíveis fósseis, certamente pode-se destacar o gás natural, apresentando recorde no crescimento no consumo global de 7,4% para o ano de 2010. A produção mundial cresceu 7,3% que também é um recorde de aumento, sendo que 31% do crescimento global apresentado são originários de países da antiga União Soviética, seguida do Oriente Médio. Cabe salientar que não há precedentes na história para aumento tão significativo no suprimento de gás natural. O carvão também obteve em 2010 um crescimento acima da média, crescendo em torno de 7,6%.

Voltando as atenções para o cenário das energias renováveis, excluindo a hidroelétrica, os biocombustíveis também apresentaram bons números de crescimento. Com grande contribuição dos EUA e do Brasil, este setor apresentou crescimento em torno de 13,8% em 2010. Para as energias renováveis com aplicação para geração de energia como energia eólica, solar geotérmica e biomassa, o crescimento em 2010 foi de 15,5%.

Não é difícil perceber que o planeta está consumindo cada vez mais energia, não somente as indústrias, mas a população também tem contribuído de maneira sugnificativa. A demanda por todas as formas de energia cresceu acima da média em 2010 e o aumento no consumo de combustíveis fósseis aponta para uma taxa de geração de CO2 não presenciada desde a década de 70. Vendo esse cenário, percebe-se que o crescimento econômico deve ser aliado à sustentabilidade, caso contrário no futuro haverá insegurança energética, alterações climáticas e vários outros efeitos colaterais promovidos pelo uso indiscriminado dos recursos naturais.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 08/06/2011


Enviar comentário Comentários (0)

Próximas postagens

Porto Alegre | Rio de Janeiro | São Paulo

desenvolvido por dzestudio