Aliança Estratégia com IHS para América do Sul

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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica

Uma indústria de $300 bi quer ajuda ...

Uma indústria de $300 bi quer ajuda ...

... é a indústria de transformação de plástico dos países membros da União Européia (UE)...e as entidades que a representam como a PlasticsEurope, EuPC e Euromap querem recursos para investimentos em P&D e inovações sustentáveis ...com benefícios fiscais para sair da crise econômica em que estão.

A crise financeira e econômica na UE impõe novos critérios. Por exemplo, a UE deve estar atenta em colocar uma excessiva carga tributária e regulamentadora nos materiais reciclados feitos a partir de resíduos plásticos que caem no âmbito do REACH... este é apenas um exemplo, muitos outros existem.

E os produtores de matérias-primas também estão preocupados na Europa. Para a Bayer foram os negócios com derivados de plástico que estragaram o seu balanço anual de 2008 com os péssimos resultados no quarto trimestre. Outras divisões da Bayer como medicamentos e pesticidas tiveram lucros, mas os plásticos ficaram no vermelho.

A indústria do plástico da UE gera $300 bilhões em receitas, possue mais de 50 mil empresas, a maior parte pequenas e médias empresas, emprega 1,7 milhão de pessoas...através da voz das suas entidades, querem ter acesso mais fácil ao financiamento e incentivos fiscais para passarem a crise.

E a indústria do plástico do Brasil? Precisa também de incentivos para ultrapassar esta crise?

Qual a sua opinião?

Postado por: João Luiz Zuñeda em 29/06/2009


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Os 'brotos verdes' da economia em 2009

Os 'brotos verdes' da economia em 2009

Alguns economistas e investidores estão enxergando uma leve recuperação da economia mundial... e até ficando mais otimistas...será que a crise chegou no seu ponto de inflexão? Quando se analisa a indústria é muito cedo para falar que chegou o ponto da virada.

O que pareceu um bom sinal: a economia dos EUA caiu "apenas" 0,9% no primeiro trimestre de 2009, bem menor que o esperado...  tem que ser melhor analisado. No acumulado de 12 meses o PIB dos EUA caiu 1,8% até o primeiro trimestre de 2009. E a indústria de transformação? Caiu 12,6%...muito mais.

No Brasil não foi diferente. A indústria de transformação caiu 12,8% quando comparado com o primeiro trimestre de 2008. Este setor pesa 16,2% no valor adicionado do cálculo no PIB do Brasil...também é muito...como foi no mundo todo.

O que está acontecendo para desempenho tão ruim da indústria no mundo? Ajuste de estoques... setores que dependem de estoques, como a indústria de transformação e a construção civil, têm as maiores quedas em épocas de crise. É o processo de desestocagem...O quanto ele se manterá na segunda metade de 2009, irá definir o crescimento da economia este ano.

Como disse o colunista Martin Wolf do Financial Times: “...os brotos verdes estão irrompendo. Pelos menos é o que nos dizem’”. Está cedo para sermos otimistas, o tamanho da crise é do porte da crise de 1929, como mostra o mesmo colunista em artigo publicado no jornal Valor Econômico este mês. O artigo de Martin Wolf relata análise dos professores Barry Eichengreen e Kevin O’Rourke. Argumentam eles: “...a produção industrial global segue a trilha do declínio na produção industrial durante a Grande Depressão. A boa notícia é que o pior ainda pode ser evitado.”

Está é a grande dúvida que fica com o monstruoso déficit americano, com a injeção frenética de aumento da liquidez mundial, inflação, será que os “brotos verdes” da economia e da indústria irão crescer? Saudáveis? Na minha opinião é muito cedo para dizer...

Postado por: João Luiz Zuñeda em 21/06/2009


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E a crise, acabou?

E a crise, acabou?

Se no quarto trimestre de 2008 o mundo parecia que ia acabar, agora aparentemente as notícias somente nos fazem acreditar que o pior já passou. Os principais fatos:

- a grande maioria das bolsas de valores mundo afora acumula ganhos elevados em 2009, com destaque para os países BRICs, com ganhos de mais de 60% em dólares, apesar de Brasil, Rússia e China ainda não terem atingido o mesmo índice de junho de 2008.

- o dólar voltou a perder força frente a outras moedas. No Brasil já está próximo de R$ 1,90, enquanto na comparação com o Euro, Libra e Iene, a moeda americana também vem em tendência de baixa.

- os preços das commodities bateram no fundo em dezembro e começam a voltar a um patamar alto de preços. Por exemplo, o petróleo já rompeu a barreira dos US$ 70 sem ter tido grande impacto pelo lado da oferta.

- a demanda e a produção industrial na China voltaram a crescer acima do previsto depois de meses em desaceleração.
Como esperado, no Brasil a munição que o governo tinha à sua disposição foi usada com critério e correção. Estamos vivendo uma era de juros historicamente baixos para padrões brasileiros (apesar de ainda encabeçar rankings mundiais) e cortes de impostos em setores mais sensíveis como bens duráveis e construção civil. Talvez o erro tenha sido apenas no timming.

Mas tudo isso significa que a economia ainda tem debilidades, pois com juros baixos e impostos menores, em outros tempos, já estaríamos vendo recordes de vendas e produção. Há ainda a falta de confiança do consumidor brasileiro e a queda na demanda externa. Sem essas duas alavancas, o nível de produção da indústria continuará abaixo do ano passado.

Mas quais seriam os sinais mais evidentes de que a recessão teria chegado a seu final no Brasil? Arrisco algumas respostas:

- a indústria voltar a patamares próximos ao do ano 2008. A distância ainda é muito grande, com maio fechando em 12,4% abaixo do mesmo mês do ano passado.

- o índice de desemprego voltar a recuar, pois há alguns meses permanece em nível próximo a 9%.

- os empresários voltarem a investir como faziam até o ano passado. O destaque negativo quando da divulgação do PIB do primeiro trimestre foi que a Formação Bruta de Capital Fixo (que significa investimento) havia recuado 12,6%, sendo esse o pior desempenho da série histórica, que foi iniciada em 1996.

Mesmo assim, arrisco a dizer que não teremos um período sem solavancos nos próximos trimestres, pois a economia globalizada faz com que os riscos sejam também globais. Há cenários de todos os tipos nesse momento, sendo que geralmente temos a tendência de ignorar os piores e acreditarmos naqueles que nos convêm.

Apenas quando os empresários tiverem confiança suficiente para retomar os investimentos, contratar mais funcionários e fazer a economia voltar a girar na mesma velocidade de 2008 é que teremos de fato deixado a recessão para trás. Infelizmente ainda não é possível visualizar essa conjunção de fatores.

Postado por: Otávio Carvalho em 15/06/2009


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Chegou a vez das debêntures?

Chegou a vez das debêntures?

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. Quem compra as debêntures está emprestando dinheiro para que as empresas toquem seus projetos e gerencie suas dívidas. Com a queda dos juros no Brasil (esta semana o BC deverá reduzir a SELIC para 1 dígito) os investidores estão avaliando mais atentamente os papéis de crédito privado para terem maior rentabilidade. As debêntures geralmente oferecem taxas acima do CDI, a taxa de juros praticada entre os bancos.

Se as debêntures podem ser um bom negócio para investidores e empresas, em um momento econômico de queda da taxa de juros para investidores e restrição no crédito para empresas, por que elas não decolaram ainda?

- o investidor corre o risco da empresa onde ele comprou a debênture não pagar a conta, como qualquer devedor. As agências de risco com suas classificações podem atenuar este risco...mas elas não estão muito conceituadas depois da crise financeira nos EUA. O nível de endividamento das empresas é um dos riscos que devem ser considerados pelo investidor ao analisar a possibilidade de investimento em debêntures

- a liquidez das debêntures é baixa no mercado secundário, pois nem sempre é fácil encontrar compradores no momento em que o investidor quer regatar os papéis. Em muitos casos há um deságio no momento da venda. Este é uma compra ainda restrita a investidores com grandes aplicações e investidores institucionais, como os fundos de pensão e gestores de recursos.

Mesmo assim, emprestar dinheiro para empresas através da compra de debêntures começa a ser uma alternativa para investidores em renda fixa com a queda dos juros no Brasil para a casa de 1 dígito.

Você pode me perguntar se vale mais a pena comprar um debênture emitida por uma empresa ou comprar uma ação desta empresa. A principal diferença entre os dois investimentos é que o investidor que adquire uma debênture vira credor da empresa. Já quem compra ações dela vira acionista. Não existe uma resposta para esta pergunta, mas sim um perfil de maior ou menor agressividade do investidor para riscos...o certo é que tanto no mercado de ações como no de debêntures as empresas se financiam para investir em seus projetos...este é mais um exemplo da necessidade de um setor financeiro crível e saudável para o crescimento da economia...e parece que o Brasil conquistou isto a duras penas.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 08/06/2009


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A força da reciclagem no Brasil

A força da reciclagem no Brasil

Há poucos dias, participei de um encontro que reuniu representantes dos centros de processamento de resíduo pós-consumo do RS, do setor privado, dos órgãos públicos e das universidades, com o objetivo de avaliar e debater as perspectivas para o negócio de reciclagem mecânica, com foco no elo mais fraco: a triagem.

O questionamento que faço inicialmente é: por que este é o elo mais fraco? Isso porque entendo que se trata da etapa mais importante da cadeia produtiva. A única maneira de haver eficiência na reciclagem, gerando produto de qualidade e, portanto, maior valor agregado, é dispor de uma matéria prima (resíduo), perfeitamente limpa e separada, em escala adequada. Sem dúvida, isoladamente, o negócio é pequeno, já que dificilmente um centro de triagem irá receber grandes volumes de material, de uma região mais abrangente, pois o custo de transporte inviabilizaria a operação. Mesmo assim, acredito que o negócio de triagem possa ser auto-sustentável no Brasil, porque a matéria-prima (lixo seco) é cada vez mais abundante e o mercado um dos mais promissores, considerando o desenvolvimento crescente de novos usos para o material reciclado.

Os problemas que os centros de triagem enfrentam são inúmeros: falta de matéria-prima, dificuldade de mão-de-obra, condições de trabalho insalubres, dependência de atravessadores, baixa renda, entre outros. Deixei o encontro, certa de que, apesar das dificuldades, os centros de triagem se fortalecerão se trabalharem em rede, pois à frente dos seus negócios estão legítimos “empreendedores”. Esta força de trabalho vem tomando consciência do papel fundamental que desempenha na cadeia de valor. Cabe aos órgãos públicos, no entanto, desempenhar também de forma satisfatória seu papel de disponibilizar o lixo seco de maneira adequada para a reciclagem.

O encontro foi promovido pelos patrocinadores do “Projeto Integrado de Inserção Produtiva de Catadores e Fortalecimento de Unidades de Reciclagem no RS”, cujo objetivo é apoiar os centros de triagem em sua capacitação para que se tornem fortes e competitivos. Aproveito para parabenizar as entidades envolvidas no projeto, ou seja, Instituto Vonpar, Centro de Educação Popular (CAMP), Braskem, entre outros, e dizer que também estou engajada neste desafio.

Postado por: Solange Stumpf em 01/06/2009


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Paulo Francisco
Postado em: 16/06/2009

Prezada Solange. Estamos há 10 anos aguardando a publicação e implantação da POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS, cuja execução está a cargo do gabinete do Senador Cícero Lucena neste momento e continua onde sempre esteve...parada... no tempo e no espaço. Convivemos atualmente com as iniciativas isoladas nas esferas estaduais e municipais, com resoluções por vezes contraditórias entre si. Temos dentro de nossas possibilidades estar apoiando iniciativas como a do encontro citado, pois neles a participação é direta daqueles que vivenciam esse trabalho e não dos que querem legislar em causa própria e sem o conhecimento técnico do assunto. Parabéns aos envolvidos, pois, a reciclagem depende muito da qualidade da sucata que recebe para produzir bons materiais para o mercado industrial. Temos em Guarulhos uma unidade que chega a granular até 1.200t/mês, partindo apenas de sucata enfardada de PEAD e PP. No que pudermos ajudar estamos a disposição.




Maurí Cruz - CAMP
Postado em: 03/06/2009

Oi Solange, Gostei bastante de tuas observações sobre o nosso encontro. Realmente tuas duas observações são básicas: a parte mais importante da reciclagem - coleta e separação - é também a mais frágil... por outro lado é inegável que há uma energia especial nos galpões de reciclagem e um espírito empreendedor que pode/precisa ser organizado. Acho que estamos no caminho certo. Parabéns novamente pelo artigo. Maurí Cruz




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