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Sacola plástica: a mais sustentável !?!

Sacola plástica: a mais sustentável !?!

Uma estudo inglês trouxe novamente à tona a questão envolvendo a sustentabilidade dos plásticos, para ser mais específico, da sacola plástica de supermercado. O estudo intitulado The Life Cycle Assessment of Supermarket Carrier Bags (“A Avaliação de Ciclo de Vida de Sacolas de Supermercado”) realizado pelo Dr. Chris Edwards e Jonna Meyhoff Fry, surpreendeu afirmar que as sacolas plásticas de boca de caixa de supermercados podem ser mais sustentáveis que os outros tipos, como as feitas de papel e de algodão.

O ponto-chave salientado na pesquisa foi quantificar os poluentes emitidos para extrair as matérias-primas, produzir, transportar e descartar cada embalagem. Seguindo esta lógica, foi reportado que uma sacola plástica de PEAD (Polietileno de Alta Densidade) emite 1,57 Kg de CO2 equivalente e caso ela seja reutilizada uma única vez, as emissões caem para 1,4 kg de CO2 equivalente. Já cada sacola de papel precisa ser usada quatro vezes para liberar 1,38 kg de CO2 equivalente e cada sacola de tecido (algodão) precisa ser usada 171 vezes para emitir a mesma quantidade de CO2 equivalente liberada pela sacola plástica.

Sob o ponto de vista energético, verificando a quantidade de CO2 gerado percebe-se que, em certos casos, o plástico é mais “verde” do que os outros materiais. Contudo, as sacolas plásticas sobrecarregam os aterros, são grandes causadores de enchentes em centros urbanos. Ou seja, uma questão de educação... e não de sustentabilidade.

O mais importante não é considerar qual embalagem deverá ser empregada pelo fato de poluir menos, mas sim repensar na melhor maneira de se empregar os produtos descartáveis. O caminho rumo a sustentabilidade é conhecido e o ideal sempre será a sacola que pode ser usada e reutilizada em um maior ciclo possível com o menor gasto energético com emissão de CO2.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 12/04/2011


Enviar comentário Comentários (4)

Mariana Corrêa
Postado em: 13/07/2011

Caro Immo Martin, sugiro olhar a metodologia de cálculo desses estudos (fonte: Plastics Europe). Mas já adiantando no caso do PE verde vai desde a cana até a saída da resina da unidade de polimerização e para o PE fóssil vai da extração do petróleo até a mesma saída, sendo uma pegada completa. O fato da cana ser uma matéria-prima renovável e de que o etanol é uma alternativa em relação à nafta para a indústria química/petroquímica também é um diferencial. Deixe-me entender melhor o que o Sr. precisa e qual o seu objetivo. Pode me enviar um email: mariana@maxiquim.com.br ou ligar no (51) 3328-1078 para conversarmos melhor. Obrigada.




Immo Martin
Postado em: 13/07/2011

Prezada Mariana Corrêa, preciso de muito mais dados, para dirimir minhas dúvidas. O simples fato de que há uma vantagem de aborção de CO2, durante o crescimento da cana, não prova que esta seja uma vantagem definitiva. É preciso conhecer a pegada completa dos dois etenos até a hora de polimerizá-los. E esta conta ainda não encontrei em lugar algum, detalhada.




Mariana Corrêa
Postado em: 12/07/2011

Prezado Immo Martin, sustentabilidade é um tema amplo e complexo. Mas já temos alguns critérios/indicadores que auxiliam no entendimento desse assunto. Por exemplo os estudos de eficiência ecologia que estimam a Pegada de Carbono (da origem ao portão do produtor) para algumas resinas. No caso do PE de fonte etanol seriam absorvidas 2,5 toneladas de CO2 por tonelada de polímero. Para se ter uma idéia, o mesmo procedimento de cálculo aplicado ao PE petroquímico seriam emitidas cerca de 2,1 t CO2 / t polímero. Espero ter ajudado.




Immo Martin
Postado em: 12/07/2011

Era obvio que o pastico e suas sacolas são mais sustentáveis que o papel, pois o mesmo é energéticamente mais econômico. Faço aí uma pergunta, tirando a renovabilidade, de que modo se pode afirmar que a produção de polietileno de alcool de cana é mais sustentável do ponto de vista ecológico.Essa parece outra mentira do MKT enganador. Pois não parece que plantar cana, produzir alcool, desidratá-lo e polimerizá-lo seja mais ecologico que separar eteno da fração leve dos gases de petroleo e polimerizá-lo.




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