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Produção de matérias-primas petroquímicas de refinaria cresce no Brasil

Produção de matérias-primas petroquímicas de refinaria cresce no Brasil

A América Latina vem enfrentando um déficit estrutural de propeno, o que restringe o desenvolvimento de novos projetos de PP na região. O Brasil se destaca como exportador de propeno, após a consolidação de projetos base refino em 2009.

Todos os projetos de propeno base refino que estavam em andamento no Brasil foram completados em 2009, viabilizando o incremento na produção de PP. O último foi a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), em Araucária (PR), que partiu em dezembro.

Com a nova capacidade instalada de propeno base refino no Brasil, esta fonte da matéria-prima passa a representar 41% da capacidade total de propeno, de 2.7 milhões t/a, sendo os 58% restantes base indústria petroquímica, que produz a partir de craqueamento de nafta e em menor escala a partir de etano/propano de gás natural. A cinco anos atrás a nafta era responsável por 77% da capacidade de propeno.

Em termos de eteno, principal matéria-prima para a produção de resinas termoplásticas, a dependência com a nafta também vem diminuindo no Brasil, porém é mais relevante do que no caso do propeno. Além do mix etano/propano base gás natural utilizado para a produção de eteno e polietilenos no Rio de Janeiro, deverá entrar em operação neste ano em São Paulo a nova planta base gás de refinaria (offgas), que aumentará a capacidade de eteno em 200 mil t/a.

Assim, fica evidente a tendência de incremento na participação de matérias-primas base refinaria para a indústria petroquímica brasileira. No longo prazo, com a entrada das novas refinarias premium em implantação, é grande o potencial de produção de offgas, o que certamente aumentará a autosuficiência e flexibilidade de matérias-primas petroquímicas no país. Afinal, apenas uma refinaria Premium da Petrobras poderá atingir, dependendo de sua configuração, cerca de 1 milhão de toneladas de eteno produzidos a partir de uma corrente de offgas, além do propeno e da própria nafta petroquímica.

Postado por: Solange Stumpf em 23/02/2010


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