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O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica
Os investimentos na petroquímica brasileira na década 2010-2020 serão bem diferentes dos que estávamos acostumados a ver em anos anteriores: novas centrais petroquímicas isoladas ou pouco integradas com as refinarias da Petrobras. Nesta nova década, os investimentos na produção de eteno no Brasil, terão como fonte principal as correntes de gás de refinaria (offgas) e as naftas das refinarias da Petrobras que entrarão em operação no Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro (Comperj), Pernambuco e Rio Grande do Norte. Serão mais de 1,3 milhão de barris/dia processados nestas refinarias, nesta década, com investimentos superiores a US$ 50 bilhões.
A refinaria do Maranhão, conhecida como Refinaria Premium I, será a maior da América Latina e a quinta maior do mundo, processando, somente ela, 600 mil barris/dia. Qualquer dessas refinarias poderá disponibilizar correntes a serem utilizadas como matérias-primas para petroquímica. Ou seja, o Comperj não é a única opção, embora seja o mais bem localizado em termos de mercado doméstico.
Para termos uma dimensão, esta semana, o governo da Arábia Saudita divulgou que busca empresas para a construção do complexo refinaria/petroquímica de Jizan, que teria uma capacidade de 250-400 mil barris/dia de petróleo. Para o governo saudita o complexo refinaria/petroquímica combinado tornaria o projeto mais rentável que uma refinaria simples. A Arábia Saudita está desenvolvendo sua indústria petroquímica e visa tornar-se uma das maiores do mundo. A empresa de petróleo Saudi Aramco tem planos para desenvolver refinarias integradas com petroquímica em grandes complexos em Ras Tanura, em Jubail e em Yanbu.
Parece que este será também o novo cenário de investimentos da petroquímica no Brasil nesta década. Mudam apenas os nomes: Maranhão, Ceará... Rio de Janeiro.
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