indicadores Março

PEBD RESINA-MDF PVC RESINA-MDP PP
7.645 Peso/ton 441 US$/ton 1.532 US$/ton 467 US$/ton 7.225 Peso/ton
Argentina Brasil Brasil Brasil Argentina

Visite a página de indicadores.

Maxi BLOG

O blog da MaxiQuim. Leia aqui textos de especialistas no mercado da indústria química e petroquímica

Plástico: déficit de US$ 1 bilhão

Plástico: déficit de US$ 1 bilhão

Em 2008, todos os números da balança comercial de produtos plásticos transformados foram recordes na série histórica acompanhada pela MaxiQuim. O total de importações fechou em US$ 2,49 bilhões, as exportações totalizaram US$ 1,45 bilhão e o déficit comercial bateu pela primeira vez a casa de US$ 1 bilhão.

O mês de setembro de 2008 foi o maior em importações e exportações de produtos plásticos de toda a série histórica, desde 1996. De outubro em diante, as importações caíram rapidamente, enquanto as exportações se mantiveram relativamente estáveis. A tendência de alta nas importações era observada de forma ininterrupta desde abril, assim como o déficit comercial do setor, como pode ser visto no gráfico ao lado.

Com relação ao comércio bilateral com a Argentina, as importações caíram, mas as exportações caíram ainda mais, fazendo o superávit com o país vizinho cair pelo terceiro mês consecutivo. A participação da Argentina nas exportações brasileiras, que atingiu uma média de 28% do total até novembro, caiu a 17% em dezembro. É mais uma evidência de que, assim como no Brasil, a crise internacional provocou uma retração nas compras das empresas argentinas no quarto trimestre.

Postado por: Otávio Carvalho em 18/01/2009


Enviar comentário Comentários (0)

A indústria do plástico em 2009

A indústria do plástico em 2009

O ambiente de incerteza em relação aos reflexos da crise econômica no mercado brasileiro ainda persiste, porém algumas certezas podem ser visualizadas. A principal delas é de que o crescimento brasileiro será menor em 2009. Diante de tal afirmação, logo surgem dúvidas, as quais pertencem a um terreno ainda bastante nebuloso. Como exemplos, posso citar:

- Qual será o novo patamar da demanda no Brasil, estabelecido após esse período de ajuste da oferta ?

- Quais as diferenças no impacto da crise na demanda, nos mais diferentes segmentos da economia?

Quando se analisa os impactos na indústria do plástico, deve-se ter em conta tais questionamentos, uma vez que tal indústria está presente em praticamente todos - senão todos - os setores da economia brasileira: do grão ao cosmético. Sendo assim, uma análise generalizada corre o risco de ser incerta além dos limites de incerteza que o ambiente atual permite avaliar.

Os setores que possivelmente mais afetarão negativamente a indústria de plástico são a agroindústria e o setor automobilístico. A primeira é consumidora de plásticos principalmente nas embalagens de grãos, fertilizantes e agroquímicos, além das peças técnicas utilizadas em tratores, colheitadeiras, etc. Com a crise, a principal ameaça é a queda na produção, que pode ser ocasionada pelo endividamento do produtor e também pelos problemas climáticos. Os principais fatores que podem levar o produtor ao endividamento são o baixo preço das commodities e a escassez e o encarecimento do crédito.

A indústria automobilística já registra quedas de produção, decorrentes do ajuste na oferta. O setor vinha aumentando constantemente a produção, tendo que criar diferentes turnos nas fábricas para atender ao mercado. Tudo isso será revisto, de modo a atender o novo patamar, aquele, ainda desconhecido. Ainda, setores fortemente voltados para a exportação também serão bastante afetados, uma vez que tal mercado encolheu, embora o câmbio seja favorável ao exportador.

Outra das certezas que pode ser visualizada: há oportunidades também. Talvez a mais saliente de todas, especificamente para a indústria do plástico seja a substituição de produtos importados pela produção nacional. Em 2008, de acordo com nossas análises, o setor de transformação de plásticos registrou aumento, em valor, de 35% nas importações, comparando com 2007. Para as exportações, foram 13% de aumento. Houve aumento de 86% no déficit da balança, também em relação a 2007. O cenário favoreceu a importação em 2008, principalmente com a valorização do real frente ao dólar, o que se inverte agora em 2009.

Assim, um dos desafios do setor para 2009 é atuar mais fortemente em tal oportunidade. Além de ser uma forma de diminuir os impactos da crise, isso pode acabar com a trajetória de sucessivos recordes nas importações de produto plástico transformado, além de fortalecer a indústria nacional.

Postado por: Tais Sozo Marcon em 07/01/2009


Enviar comentário Comentários (1)

Boa tarde profª Tais, Gostaríamos de convida-la para ministrar uma palestra na FATEC-MAUÁ, para os alunos do Curso de Tecnologia em Produção de Materiais e Produtos de Plástico. Aguardamos contato. Atenciosamen te, Iran Silveira FATEC-MAUA Fone: 11 - 4543-3221




Próximas postagens

Porto Alegre | Rio de Janeiro | São Paulo

desenvolvido por dzestudio