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Indústria parecem dar sinal que o pior (finalmente) passou

Indústria parecem dar sinal que o pior (finalmente) passou

Na semana que a ABIQUIM promove o ENAIQ 2017, com dados da indústria química brasileira, mostro que neste este ano esta indústria, no mundo, começou a consolidar sinais positivos depois da crise 2008/2009. Se considerarmos o ano de 2012 como base 100, o crescimento dos últimos 5 anos (2013-2017) ainda está bem abaixo do período pré-crise, mas mostrando viés de alta.

E a indústria química brasileira como será seu desempenho este ano? Vamos ver o que será mostrado e debatido no ENAIQ 2017. Será na próxima sexta feira em São Paulo.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 07/12/2017


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Gás Natural: Brasil não aparece nem na foto

Gás Natural: Brasil não aparece nem na foto

Nesta análise da BP, de produção e consumo de gás natural, o Brasil NÃO aparece na foto. Um amigo meu jornalista me disse que no post que analisei a importância do Brasil estar entre os principais países com novas descobertas de petróleo, eu estava sendo muito otimista. E que me daria, em 2018, um "Prêmio Poliana". Então, para ele, uma análise mais pessimista. Mas vou aceitar o prêmio ano que vem, pois gosto de ser mais otimista.

Na análise da BP, em 2016, os EUA mantiveram sua posição de maior produtor e consumidor de gás natural no mundo, mas sua produção caiu (-2,5%) pela primeira vez desde que a revolução do gás de xisto começou na década de 2000. Já na Europa, pelo lado da demanda, o consumo de gás natural aumentou fortemente (+6%), ajudado pela crescente competitividade do gás natural em relação ao carvão.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 29/11/2017


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O Brasil está na fotografia

O Brasil está na fotografia

Olhem que interessante esta análise do Energy Outlook 2017 da BP: nossa produção de petróleo estimada com os novos leilões do pré-sal vai nos colocar como o segundo maior produtor de novas capacidades de óleo, entre os países que não estão na OPEP. Ficaremos atrás apenas dos EUA e na frente da Rússia. Adicionaremos 2 milhões de barris dia a esta conta até 2035.

Poderíamos ter monetizado esta riqueza bem antes. Não podemos perder mais tempo e vamos trabalhar para que isto se materialize. Não vamos perder esta oportunidade novamente. E, como o petróleo, a indústria química brasileira poderá também surfar neste mar de oportunidades.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 22/11/2017


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Mensagem do APLA 2017

Na reunião anual da APLA de 2017, a sessão de palestras trouxe recado importante para as empresas petroleiras regionais: o mundo está buscando alternativas para a eletrificação do transporte e estabilização da demanda de combustíveis líquidos que se prevê ocorrer nos próximos 10 anos. Em todo o mundo as petroleiras estão aumentando sua participação em petroquímica, menos na América Latina, onde o movimento é na direção oposta. As razões para isso são conhecidas.

Os resultados são previsíveis: uma maior dependência de commodities cíclicas na América Latina enquanto as petroleiras globais reduzirão sua exposição aos ciclos de uma determinada commodity e poderão beneficiar-se da integração da cadeia produtiva e uma maior diversidade de mercados.

Postado por: Otávio Carvalho em 17/11/2017


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Resultado da 14ª rodada de licitações resume bem o momento do setor de E&P no Brasil

O resultado da última rodada de licitações foi muito aclamado pelo governo e por diversos players importantes da indústria. A arrecadação de R$ 3,8 bilhões foi um recorde e sinaliza um elevado interesse das empresas pelo upstream nacional. Entretanto, quando fazemos uma análise crítica do resultado do leilão se percebe que a atratividade está ligada quase que unicamente a área do pré-sal.

A 14ª rodada de licitações ofertou 287 blocos nas mais diversas bacias sedimentares brasileiras. Desse total, apenas 37 blocos (ou 12,7% deles) foram arrematados. Ainda, nota-se que 94% do bônus arrecadado se refere a apenas 6 blocos oferecidos na Bacia de Campos, em áreas perto do polígono do pré-sal. Ou seja, quando se avalia o resultado do leilão nas outras bacias, se percebe que o interesse das empresas foi muito baixo. Poucos blocos foram arrematados e quase sempre sem disputa significativa. Esse baixo interesse pelas bacias fora do pré-sal é um indicativo importante de que a indústria de E&P nacional merece uma reflexão.

A última rodada deixou evidenciado que a Petrobras e demais grandes empresas petrolíferas presentes no Brasil estão imensamente mais interessadas e focadas na área do pré-sal. É um interesse compreensível, afinal de contas, o pré-sal já é responsável por 51% da produção nacional de petróleo e por 48% da produção nacional de gás natural.

É bem verdade que o esforço exploratório brasileiro vem caindo desde 2012, muito em função da interrupção das rodadas de licitação entre 2009 e 2012 e do foco crescente dos principais players do setor na exploração dos campos do pré-sal, aliado ao cenário de queda dos preços de petróleo a partir da segunda metade de 2014 e a crise financeira da Petrobras. Os investimentos na exploração e produção fora do pré-sal caíram abruptamente em 2016 e o número de sondas exploratórias presentes no Brasil atingiu seu mínimo histórico no início de 2017. Todos esses fatores apontam para uma crescente concentração da produção nacional de óleo e gás no ambiente de águas profundas do pré-sal.

CONCLUSÃO: O Brasil está se tornando o país do pré-sal no setor petrolífero.

Cabe salientar que o Brasil possui um total de 35 bacias sedimentares, as quais compõem uma área de 6,4 milhões de quilômetros quadrados, sendo 4,9 milhões de quilômetros quadrados compostos por bacias terrestres e 1,5 milhão de quilômetros quadrados por bacias localizadas na plataforma continental. Logo, o país tem muito a ganhar se conseguir também valorizar as bacias fora do pré-sal. O desafio é tornar estas áreas atrativas para novos investimentos através da implementação de uma agenda de mudanças regulatórias e políticas de incentivo.

Postado por: Maurício Jaroski Gomes em 08/11/2017


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Maurício Jaroski - MaxiQuim
Postado em: 14/11/2017

Pois então, na minha percepção o sustentável certamente é começar a pensar no longo prazo. É um grande erro de nós brasileiros só identificar os problemas e pensar em soluções apenas depois que eles já causaram algum impacto. A maneira de pensar no longo prazo é ser colocado na pauta a criação de um novo ambiente regulatório que melhore a atratividade dos negócios de E&P no Brasil fora do eixo pré-sal. Assim tempos chance de atrair mais investimentos, inclusive de novos players do mercado internacional, ficando menos dependentes de ações apenas da Petrobras e seus parceiros.




Leandro Porto Lusa
Postado em: 09/11/2017

Boa análise Maurício. Não ficou apenas na reprodução dos dados oficiais divulgados. Apontou uma tendência preocupante de concentrarmos toda nossa produção no pré-sal, em detrimento da produção que temos hoje. Qual estratégia é mais sustentável para o país?




Brasil no debate mundial de energia

Nesta semana o Brasil tornou-se um país associado à Agência Internacional de Energia – AIE, a qual representa mais de 70% do consumo total de energia do mundo. Os demais associados são Brasil, China, Índia, Indonésia, Marrocos, Cingapura e Tailândia. A experiência do Brasil em energias renováveis e o pioneirismo no uso de leilões para contratos de longo prazo para energia renovável são reconhecidos e irão gerar atuação conjunta para ações relacionadas à energia no Brasil e no mundo.

Na América do Sul, o Brasil não está sozinho na geração de energia elétrica majoritariamente a partir de fontes renováveis – em 2016 foi de 80% considerando biomassa, sendo 65% hídrica. No Uruguai, 97% da energia em 2016 foi gerada de fontes limpas – sendo a principal a hidrelétrica, com 56% e a eólica com 22%. A diferença na dimensão dos países nos permite afirmar que esse não é de longe, o perfil da região. Porém, pode gerar importantes aprendizados para o resto do mundo nessa nova caminhada energética que está sendo proposta.

Embora os EUA tenham rompido com o Acordo de Paris, a China está investindo pesado em inovação e tecnologia para geração de energia limpa, além de barrar a operação de algumas usinas de carvão e impedir diversos novos projetos com essa fonte. A China está superando as metas oficiais estabelecidas para energia limpa e eficiência energética. Além disso, a China realiza investimentos no exterior no campo de energia limpa, o que, para o Brasil, parece ser muito promissor. Ainda mais agora, juntando-se ao AIE. Brasil e China juntos, no debate mundial de energia.

Postado por: Tais Sozo Marcon em 01/11/2017


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Estão faltando líderes!!

Se analisarmos as notícias da mídia e das redes sociais relacionadas com a nossa democracia representativa brasileira, que tristeza. Só são divulgadas notícias de escândalos e processos. Debates, na maioria das vezes, vazios para o fortalecimento do que penamos para conquistar: a nossa democracia. No ambiente empresarial industrial, fora os escândalos, o debate no Brasil sobre a nova indústria 4G está parecendo como a dieta sem glúten: quase todos tiram do seu cardápio, mas não sabem o motivo. Um debate superficial. É moda, vende seminários.

Nos dois casos, em nossa democracia e na competitividade de nossa indústria, estão faltando líderes políticos e empresariais para impulsionar um verdadeiro debate para solucionarmos nossos problemas e alavancarmos nossas competências sociais e empresariais. Nos dois campos, estamos cheios de seguidores de “produto pronto”.

Como já disse Tom Peters: “Líderes não criam seguidores. Eles criam mais líderes. ” Sendo mais otimista, não podemos esquecer da história, onde as circunstâncias difíceis criaram líderes fantásticos que mudaram as democracias e as economias de vários países. Mas naquela época não tinha Facebook e as Fake News que se espalham como praga. Novos tempos. Novos debates. Novos líderes.

Postado por: João Luiz Zuñeda em 18/10/2017


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Relatos do Texas pos Harvey

As fotos do Houston Chronicle (http://www.chron.com/local/article/FEMA-extends-hotel-assistance-for-Hurricane-12262027.php?utm_source=email&utm_content=newsletter&utm_campaign=Chron_eveningheadlines#item-38488) não deixam dúvida do tamanho do estrago sobre as pessoas e as casas da cidade que abriga o coração da indústria do petróleo e petroquímica norte-americana. Já a manchete da reportagem nos remete ao fato de que o impacto ainda está sendo sentido pela população, apesar de que, como pude constatar na semana que passou, restaram poucos sinais visíveis na cidade, após mais de um mês das intensas chuvas e inundações de proporções históricas.

Mas milhares de famílias ainda não conseguiram retornar à suas casas e ocupam os hotéis da região. Os que já voltaram aos poucos repõe os bens que perderam. Televisores, sofás, carros, eletrodomésticos, produtos para construção civil estão em alta demanda na região de Houston. Muitos desses têm fila de espera, alguns produtos disponíveis para entrega apenas no final de outubro, algo muito pouco comum nos EUA.

Quanto à petroquímica, durante o mês de setembro houve uma queda pronunciada da produção de monômeros e polímeros na região do sul do Texas, além de um rompimento da cadeia de logística de movimentação desses produtos, devido às inundações. Nesse período, a demanda doméstica seguiu forte e, por consequência, houve desestocagem ao longo da cadeia. Pela lógica, enquanto não houver uma normalização dos estoques, haverá pouca oferta para exportação, significando preços altos para os produtos destinados à América Latina, pelo tempo em que for necessário para repor os estoques. As apostas para a volta ao normal variam. Os mais otimistas falam no final de novembro, alguns mencionam até princípio de janeiro. Mas, seja até quando for, a pressão por preços altos permanecerá por algum tempo.

Postado por: Otávio Carvalho em 09/10/2017


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Mercado brasileiro de PET abalado

O mercado de PET brasileiro está passando por turbulências. No dia 12 de setembro, a petroquímica mexicana Alpek informou que parou de fornecer ácido tereftálico (PTA), matéria prima da resina PET, para a unidade brasileira do grupo italiano M&G, localizada em Pernambuco, em razão de falta de pagamento. A unidade do México também deixou de receber o PTA. A falta de pagamento de cerca de US$ 50 milhões ocorreu, pois, o grupo está construindo uma grande unidade produtora de PET em Corpus Christi, no estado norte americano do Texas, e o caixa de diferentes unidades foi direcionado a esse empreendimento.

Apesar da única concorrente, Petroquímica Suape, dizer o contrário, a unidade brasileira da M&G afirma que nenhum cliente ficará desabastecido em razão disso. O que deve acontecer é uma alta de preços.

Outro importante acontecimento nesse mercado ocorreu no dia 27 de setembro, quando produtores de PET dos Estados Unidos entraram com um pedido de investigação de dumping nas importações da resina oriundas de cinco países, entre eles o Brasil. Estão inclusos também Coreia do Sul, Indonésia, Paquistão e Taiwan. Os produtores dos EUA Dak, M&G, Indorama e Nan Ya afirmam que os preços praticados estão muito abaixo do preço do mercado local e as importações estão aumentando significativamente, prejudicando os players locais. No gráfico a seguir, é possível ver a evolução das exportações brasileiras de resina PET aos Estados Unidos no último ano. Em agosto de 2017, o volume exportado ao país aumentou 74% na comparação com julho. Na comparação com agosto de 2016, observa-se um aumento de 185% no volume. 

 

 

A investigação será iniciada no dia 16 de outubro e um relatório preliminar deve ser publicado em novembro. A decisão definitiva, porém, será publicada entre setembro e dezembro de 2018. Considerando-se a atual política norte americana, as chances de uma tarifa anti dumping ser imposta é grande. A Dak, uma das solicitantes, é controlada da Alpek, que comprou, no final de 2016, ativos da Petroquímica Suape. Essa transação ainda aguarda o parecer final do Cade.

O mercado de PET no Brasil está ensaiando uma retomada com a leve melhora que vem sendo observada na economia do país. Esperamos que essa retomada não seja freada com esses acontecimentos recentes e que os players nacionais, com seus problemas financeiros e de gestão, consigam se adaptar.

Postado por: Marta Loss Drummond em 03/10/2017


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O que as usinas termoelétricas e o setor marítimo têm em comum?

Os combustíveis utilizados em navios são o óleo combustível marítimo (marine fuel – MF ou intermediate fuel oil - IFO) e o óleo diesel marítimo (maritime gas oil – MGO), comumente chamados de bunker. O óleo combustível marítimo é destinado principalmente em navegações de longo curso e o MGO em cabotagem. Tais combustíveis são consumidos também nas usinas termoelétricas para geração de energia, pois embora tenham especificação diferente, são produzidos a partir das mesmas correntes no refino de petróleo.

Atualmente, o mercado de bunker no Brasil tem na Petrobras praticamente o único fornecedor. Nos últimos dois meses, o setor de navegação tem vivenciado dias difíceis, pois o fornecimento de bunker está sendo realizado com volumes inferiores à demanda, sem que os armadores tenham muitas alternativas a não ser arcar com os custos de aguardarem a normalização do fornecimento ou estabelecerem rotas alternativas. Principalmente no caso da navegação de longo curso é possível o desvio para abastecimento em outros países, porém no caso da cabotagem, não.

Em nota divulgada, a Petrobras informou que houve um inesperado aumento na demanda de óleo combustível para uso termoelétrico, que impactou na oferta para o setor marítimo e que a situação deve ser normalizada em outubro. A Petrobras possui contratos de fornecimento com as térmicas, atrelados à segurança energética, enquanto que o abastecimento de bunker não possui contratos firmes de fornecimento e ficam com essa vulnerabilidade.

Assim, quando há a necessidade de acionar as térmicas a óleo, está inerente o risco de gerar um problema adicional: desabastecimento de combustível para o setor marítimo. Ou seja, nesse cenário, além de termos as tarifas de energia elétrica aumentadas, os custos dos fretes marítimos tendem a ter acréscimo, e o custo Brasil se eleva então por dois fatores de uma vez só. Dias difíceis para o Brasil.

Postado por: Tais Sozo Marcon em 13/09/2017


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