O “boom” recente da indústria americana de petróleo e gás natural

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Existem mais de 950.000 poços ativos de petróleo e gás natural nos Estados Unidos, e mais de 140.000 foram perfurados desde 2010. A produção de gás natural nos Estados Unidos era tradicionalmente um subproduto da produção de petróleo. Às vezes, era colocado em gasodutos, mas muitas vezes era simplesmente queimado.

 

Isso mudou em 2002 com a tecnologia de exploração do gás de xisto. No xisto de Barnett, perto de Dallas, a Mitchell Energy introduziu um novo método: perfurar horizontalmente as formações de xisto e lançar soluções gasosas e líquidas nas rochas a alta pressão. Assim, eram criadas fraturas que destravariam o petróleo e gás que fluiriam para um tubo de perfuração. É o termo em inglês conhecido como Fracking.

 

Devido à sua proximidade com os campos ricos em petróleo e gás do Texas, bem como os abundantes recursos offshore, grande parte da infraestrutura de petróleo dos Estados Unidos existe ao longo da parte ocidental do Golfo do México.

 

 

Figura: The Washington Post

 

A indústria é tão grande que sua pegada pode ser vista do espaço com a ajuda das imagens de satélite VIIRS da NASA. O consumo de petróleo e combustíveis líquidos dos EUA foi de 19,9 milhões de barris por dia em 2017 (20,2% do consumo mundial), e deverá ser de 20,3 milhões de barris por dia em 2018.

 

Os impactos econômicos e políticos do aumento da produção norte-americana de petróleo e gás natural são de tirar o fôlego, reduzindo as importações de petróleo em 20% ao longo de uma década, proporcionando empregos com altos salários e baixando os preços ao consumidor da gasolina doméstica em 37%.