Mesmo com Acordo de Paris, a demanda global de carvão deverá permanecer estável até 2023.

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Segundo o IEA (International Energy Agency) a demanda por carvão permanecerá estável nos próximos cinco anos, já que as quedas na Europa e na América do Norte são compensadas pelo forte crescimento da Índia e do Sudeste Asiático.

 

O Acordo de Paris que trata das políticas climáticas, assim como os custos decrescentes de fontes renováveis ​​e oferta abundante de gás natural estão pressionando o carvão. Como resultado, a contribuição do carvão para o mix de energia global deverá cair ligeiramente de 27% em 2017 para 25% até 2023.

 

Mas a demanda de carvão cresce em grande parte da Ásia devido à sua acessibilidade e disponibilidade. A Índia vê o maior aumento de qualquer país, com crescimento, de 3,9% ao ano.  Aumentos significativos no uso de carvão também são esperados na Indonésia, Vietnã, Filipinas, Malásia e Paquistão. O carvão na China é responsável por 14% da energia primária global, a maior em todo o mundo.

 

A história do carvão é um conto de dois mundos com políticas de ação climática e forças econômicas que levam ao fechamento de usinas a carvão em alguns países, enquanto o carvão continua a desempenhar um papel na garantia de acesso a energia em outras“, disse Keisuke Sadamori, diretor dos Mercados de Energia e Segurança no IEA. “Para muitos países, particularmente no sul e no sudeste da Ásia, é encarado como uma forma de fornecer segurança energética e sustentar o desenvolvimento econômico.”