As novas refinarias no futuro: quatro vezes mais petroquímicos produzidos.

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Investimentos já sendo feitos na Ásia e no Oriente Médio em novas refinarias para produzir o máximo de produtos petroquímicos, em vez dos combustíveis para automóveis, já é uma dinâmica para se preparar para a estabilização e queda no consumo de gasolina e diesel com os novos carros elétricos/híbridos, biocombustíveis e novas formas de mobilidade.

 

Estas novas refinarias produzem pelo menos o dobro do volume de petroquímicos por barril de petróleo em comparação a um complexo petroquímico atual, mesmo que integrado com refino e de última geração. Hoje uma refinaria fornece nafta a uma petroquímica para o seu craqueamento e a média global de produção de nafta no refino é de cerca de 8-10% para cada barril de petróleo. No futuro, nas novas refinarias, esta participação sobe para até 40% de produtos petroquímicos por barril de petróleo.

 

Isto representa um salto de quatro vezes. São as refinarias se preparando para a queda no consumo de combustíveis e tornando a indústria petroquímica um cliente preferencial. Por isto que muitas majors na produção de derivados de petróleo estão se integrando cada vez mais com empresas petroquímicas no mundo.  Segundo a IHS Markit, na próxima década ou duas, a demanda global por produtos químicos deverá aumentar mais de 4%. Essa taxa é superior à taxa de crescimento global do PIB de cerca de 3% ao ano. Já a demanda por combustíveis para transporte, por outro lado, deverá crescer apenas 1% ao ano durante o mesmo período.

 

Na figura a seguir, a IHS Markit mostra um investimento típico em uma refinaria neste novo conceito, na Ásia, que processará 400 mil barris de petróleos pesado/médio (60% Árabe Pesado, 30%  Árabe Médio e 10% Marlim) e produzirá nafta e petroquímicos como o benzeno, para xileno, polipropileno, MTBE, entre outros.